Como visitar o Featherdale Wildlife Park de transporte público 

Não, eu não gosto de Zoológicos! Sim, eu sou contra a exploração de animais. Mas eu não vou mentir, eu queria muito ver um coala! Sabe desejo de infância? Então! Mal sabia que eu me apaixonaria muito mais pelos Wallabies do que pelos Coalas.  Acabou que fomos em dois zoológicos durante a viagem. Ambos com propostas bem diferentes dos zoológicos tradicionais mas ainda zoológicos. Todo o bom carma que eu consegui atrair por não fazer nenhuma atividade exploratória de animais no Sudeste Asiático foi pelo ralo na Austrália.

Descartei imediatamente o Taronga, zoológico mas famoso de Sydney, por ser um Zoo tradicional e ter um preço salgado demais para o nosso planejamento. Enquando eu estava pesquisando sobre o passeio de um dia nas Blue Mountains o Featherdale Wildlife center apareceu. Muitos pacotes que saem de Sydney para as Blue Mountains incluem algumas horas no parque. Os planos iniciais incluíam visita-lo por umas duas horas pela manhã e depois continuar viagem até as Blue Mountais. Só que a Julia gostou tanto que acabei desistindo das Blue Mountains e fiquei no Featherdale até o meio da tarde.

O Featherdale era originalmente uma fazenda de aves domésticas (galinhas, patos…)  que em 1972 virou um parque de vida selvagem. É um parque privado, como a maioria dos parques de animais da Austrália. O objetivo central do parque é de servir como santuário para animais que não sobreviveriam na natureza. O símbolo do parque é um coala chamado Archer que foi encontrado ainda muito filhote com a mãe órfã. Ele foi tratado no Featherdale e está lá até hoje para contar a história. 

Chegar no Featherdale de transporte público é bem fácil, embora o caminho não seja curto, basta pegar um trem na estação central. As linhas que chegam no parque são a North Shore and Western line e a estação mais próxima do parque é a Blacktown Station. Saindo da estação ficam várias plataformas de ônibus, o da plataforma 9 te deixa no parque. 

Quase perdi a entrada do parque porque o motorista não avisa que o ponto é do Featherdale e a entrada não tem nenhuma sinalização que chame muito a atenção. Nossa sorte foi ter pego o ônibus com uma família australiana que estava indo para um centro de cultura aborígene que fica próximo ao parque, do contrário estaríamos no ônibus até hoje.

Logo na entrada eles distribuem um mapa  do lugar com os horários das palestras e algumas regras do parque. Passando a catraca de entrada você já dá de cara com os Wallabies. Marsupiais que parecem cangurus em miniatura e que são as criaturas mais deliciosas que eu já vi! Queria ter trazido um na mala!!! Eram vários! Muitas estavam com seus filhotes guardados na sua bolsa abdominal então era comum estar fazendo carinho em um e do nada aparecer um rabo, um pé ou uma cabecinha extra. A coisa mais fofa!! Julia ficou encantadas, até se aventurou em fazer carinho em quase todos.

Alguns cangurus jovens também ficam nessa parte. É interessante perceber que os cangurus só ficam soltos assim enquanto jovens. Ao atingir a idade adulta eles podem ficar um pouco agressivos (sabe o canguru dos desenhos animados? O que luta boxe e da patadas? Com certeza é um adulto!). Só encontramos os adultos em um outro local do parque, em uma área bem maior e isolada por uma cerca baixa.

No parque você pode comprar um cone com um matinho dentro que é a alimentação deles, custa 1 dólar australiano e é a felicidade da galera, os bichos ficam loucos com a comida e as criança também. Achei interessante ter essa opcão, além de vários avisos para não oferecerem outros alimentos pois fariam mal aos animais. Vi também alguns avisos para não oferecerem a comida dos marsupiais a outros bichos, principalmente na parte dos pinguins.

Na área dos Wallabies também estão os Wombats, uma outra espécie de marsupial que lembra um porquinho mais baixo e redondinho. Com esses, a interação é proibida pois eles atacam. 

Logo depois dos Wallabies tem uma parte com répteis onde você pode segurar cobras e tal, a Julia saiu correndo e eu vou confessar que répteis gelados não são exatamente a minha idéia de animais que podem ficar rodeando a minha mão. Fiquei com um pouco de pena do cuidador que estava todo solicito tentando fazer com que as pessoas aprendessem alguma coisa sobre as cobras e ninguém dava atenção, todos corriam para a parte dos coalas.

Depois das cobras, quer dizer, dos répteis, vem a parte mais esperada. Você entra em um corredor com vários cubículos, cada um com uma pequena árvore e um ou dois coalas, eles ficam lá paradões, dormindo, te olhando. Logo em seguida você entra em uma fila para ver um coala de perto. Para minha sorte, só tinham umas duas pessoas na frente. 

Então vem o tal encontro com o coala! É tudo meio rápido. Você para do lado do coala, uma das monitoras te avisa que só pode fazer carinho na parte de baixo das costas (não sei se isso vale para todos os coalas ou só para o que eu vi). Segundo as monitoras, os coalas ficam só alguns minutos expostos e depois são trocados por outros para não se irritarem, mas acho que isso não funcionou muito com o meu porque na hora que eu encostei nele, ele tentou me acertar com um golpe em câmera lenta. Julia ficou apavorada e eu achei que pareceu um desenho animado bizarro. Vamos dizer que a Julia prefere só os coalas de pelúcia até hoje.  

Aparentemente coalas são bichos meio estressadinhos que não curtem muito contato. Meio fácil de entender né? O bicho fica ali, doido para dormir as suas 18 horas de sono diárias e vem um monte de gente perturbar!! As pessoas perdem a noção, logo depois que passamos pelo coala veio um grupo de chineses com milhões de câmeras pipocando flashs, passando a mão pelo coala inteiro, teve um que até tentou abraçar. Até eu fiquei torcendo para o coala dar uma unhada em um deles.  

Pegar um coala no colo é proibido na maior parte da Austrália, o que eu acho bem prudente já que eles têm unhas enormes que podem fazer um estrago. Ao que parece, assim que eles sobem nas pessoas eles fazem xixi para marcar o território! Uma outra informação que me deram foi que a maioria dos coalas que estão livre são portadores de Clamídia. Não sei se é verdade, mas é meio assustador.  

Depois dos Coalas o santuário vira um zoológico igual a todos os outros. Animais presos em jaulas minúsculas, um crocodilo gigante em uma piscina rasa e pequena, uma jaula eletrificada para os Dingos. No meio do caminho tem uma piscina para os pinguins e uma mini fazendinha com porcos, coelhos, ovelhas e doninhas. No final eles tem mais uma área com bastante espaço para os Cangurus adultos. Nessa parte encontramos alguns Wallabies crescidos que ficam tentando arrumar um pouco de comida. Já os cangurus ficam atrás de umas cercas que protegem mas ainda permitem contato com eles. Em todas as partes vimos aves soltas, flamingos, avestruzes, pelicanos, mas as que ficam presas, como as araras, por exemplo, mal podem voar.

No geral eu posso dizer o seguinte, matei minha vontade de chegar perto de um coala, fiquei loucamente apaixonada pelos Wallabies e pelos cangurus, mas morri de pena dos outros bichos! Eu entendo que a Austrália é um país com uma quantidade enorme de queimadas que matam milhares de animais anualmente, o que faz desses santuários um refúgio para os animais lesionados ou que ficaram órfãos e que morreriam no habitat natural, além de funcionarem como um mecanismo de preservação dessas espécies, e isso que acho muito válido, mas precisava prender as aves? Para que manter um crocodilo em uma piscina infantil? Será que fazer o bem de uns justifica o aprisionamento de todos os outros? Eu acho que não!

Eu gostei bastante do fato do parque ser aberto, com muitas árvores e com muitos animais soltos (muitas aves, inclusive). O preço é bem amigável do que os grandes zoológicos da Austrália. Não é difícil chegar de transporte público. A maioria dos reviews indica de 1-2h para conhecer o local, mas se você estiver com crianças eu indicaria passar boa parte do dia por lá. A palestras são boas, as crianças vão ficar horas fazendo carinho nos wallabies (e alguns adultos também😉 ).

Dados técnicos:

Endereço: 217-229 Kildare Road,

Doonside, Sydney NSW 2767

(perto de Blacktown) Australia

Trem: plataforma 18 na estação central de Sydney. O trem tem 2 andares, assentos de 2 do lado esquerdo e 3 do direito. O lado direito tem muito sol durante a manhã.

Passagem city até featherdale: AU$4,21

Ônibus: plataforma 9 do lado da estação de trem. Valor: AU$2,10

Entrada Featherdale:

Adulto: AU$31,00
Criança 3-15 anos: AU$17,00
Família (2 adultos/1 criança): AU$71,00
Família (2 adultos/2 crianças): AU$85,00
Família (1 adulto/1 criança): AU$58,50
Criança extra nos pacotes de famílias: AU$ 14,00

Vale a pena fazer a trilha de Coogee até Bondi com uma criança pequena?

 

6 km de trilha, com alguns pontos beirando penhascos, outros passando por trilhas suspensas, não parece um bom programa para levar uma criança de 3 anos, mas quando começamos a montar o roteiro de Sydney todos os blogs que líamos falavam da famosa trilha que liga as praias de Bondi até Coogee ou vice versa. Alguns preferiam a trilha começando em Coogee, outros em Bondi, em comum, nenhum falava que a trilha não valia a pena. Tão pouco falavam sobre como era ir com crianças pequenas.

Quando montamos o roteiro separamos sugestões de dia mas nada muito engessado porque sabíamos que o tempo em Sydney em abril poderia variar até 15 graus de um dia pra o outro, então não dava para deixar nada muito fixo. No roteiro original iríamos já no primeiro dia para as praias já que seria um dos poucos dias de céu azul, acontece que nós ficamos tão cansados que deitamos para descansar só um pouquinho e acabamos dormindo por 18 horas! Como a previsão para Sydney era bem irregular, nós decidimos aproveitar o segundo dia na cidade e encarar a trilha mesmo com nosso corpo ainda reclamando do Jetleg.

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Nós decidimos começar por Coogee e andar até Bondi porque a oferta de restaurantes e civilização é bem maior em Bondi do que nas outras praias, então aqui vai a primeira dica, leve lanches e água e, se decidir começar cedo como nós começamos se prepare para um almoço mais tarde. Para aproveitar realmente o passeio o ideal é se programar para passar um dia inteiro, parando em todas as praias, fazendo a trilha com calma e se deliciando com a vista. 

Tomamos um super café reforçado no nosso apartamento e seguimos para a praia.

Coogee fica há uns 40 minutos do centro de Sydney e é bem simples chegar até lá, basta pegar a linha 373 saindo da Museum Station ou o 372 saindo da estação central, as duas linhas te deixam na Arden Street, a rua da praia de Coogee.

Coogee é uma praia urbana com uma piscina incrível no canto direito e uma faixa de areia bem larga, vimos muita gente passeando com o cachorro e levando as crianças para brincando na areia, além de um mar tão transparente que fica difícil de acreditar se tratar de uma praia urbana. No canto direito vimos uma boa quantidade de corais. Não entramos na praia e preferimos começar logo a trilha que começa no canto esquerdo da praia. 

Para os sedentários como nós, a trilha já começa subindo! ;-) A subida dá em uma casinha com a palavra Baths e de lá tem uma escada que dá na primeira piscina natural. Essa é bem natural mesmo, bem difícil de entrar (sem escadas) mas com um visual lindo. Só molhamos o pé e seguimos viagem porque a Julia ficou com medo de entrar. Nem foto tiramos. Continuamos a trilha e chegamos em Gordons Bay, uma praia pequena mas que te dá o visual mais bonito de todas as praias. Sabe aquela coisa de praia deserta que vai aparecendo no meio do nada, com um mar azul maravilhoso, uns barquinhos de pescadores e um cachorro brincando na água? Então, é isso mesmo! Na minha opinião é a praia mais bonita. Vazia, pequena e com cara de ilha perdida.

Depois de Gordons Bay encaramos mais uma super subida e uns penhascos lindíssimos e chegamos em Clovelly Beach. A Julia se encantou com a praia sem nenhuma onda, alguns peixinhos, um cais raso que dava para pular na água e uma piscina semi-olímpica. Na minha opinião, é a praia mais feia de todo o trajeto, cheia de algas e meio fedorenta mas a Julia se encantou e acabamos ficando mais de 1 hora por lá. É uma praia para famílias, vimos várias sentadas tomando sol, enquanto as crianças brincavam na água. Aqui nós reparamos uma coisa que foi confirmada durante o restante da viagens, os Australianos deixam as suas crianças bem soltas, ficam conversando super longe da água enquanto as crianças estão correndo por aí, entrando na água, fazendo bagunça, meio perturbador para essa mãe latina que vos fala.

De Clovelly seguimos andando pela parte mais cênica do caminho, um cemitério beirando um penhasco com as ondas batendo em um caminho suspenso que te faz desejar ser enterrada ali só para ter aquela vista! Esse pedaço é lindo demais!! Uma das coisas mais incríveis que eu já vi! Ah! Nota para os engenheiros cariocas, o caminho é todo suspenso, com ondas batendo, e nunca teve nenhum acidente. Vimos em alguns pontos que alguns trechos podem ser fechados dependendo do tempo. Mais um motivo para só fazer a trilha em dias bem bonitos.

Nossa penúltima parada foi Bronte Beach, minha praia favorita, com uma boa infraestrutura, mar calmo no lado direito devido aos corais, uma piscina incrível, banheiros limpos e organizados, chuveiro, alguns restaurantes. No dia que fizemos a trilha a piscina estava fechada para manutenção. Como foi nossa praia favorita, acabamos voltando em outro dia e vai ter um post só para ela.

De lá passamos direto pela Tamarama Beach e seguimos para Bondi. A trilha passa pela piscina do Iceberg Club que é provavelmente um dos cartões postais de Sydney e figura entre todos os tops 10 de coisas imperdíveis que você tem que fazer em Sydney. Eu não acho que vale a pena! É o seguinte, a piscina é legal e muito famosa, mas custa 6,5 dólares para entrar. Quase todas as praias que nós passamos também tem piscinas e TODAS gratuitas!!!
Mas esse trecho também é bem bonito, com os paredões de terra minando água, bastante vegetação. Também foi a parte mais cheia do caminho, com uma quantidade enorme de orientais e turistas fazendo selfie. Uma das coisas que mais chamou a minha atenção foi o grande número de pessoas fazendo exercícios na trilha, eles subiam e desciam correndo como se não houvesse amanhã. Morri de inveja! Mas tenha cuidado porque se bobear eles te atropelam.


Passamos pela piscina famosa e andamos até a praia que além de uma super infraestrutura, tem uma faixa enorme de grama, esticamos nossa canga e a Julia tirou um super cochilo. Foi um daqueles momentos que te fazem entender o que te leva a ir tão longe, um solzinho gostoso, uma graminha fresquinha para deitar, umas pessoas super interessantes passando, só faltou uma cervejinha… Ah! esqueci de comentar, é proibido beber nas praias australianas, a felicidade tem que ser sóbria mesmo!

Nós almoçamos/jantamos em um restaurante bem legal chamado Fishmonks, super indico o fish and chips, depois vou falar dele em um post só sobre restaurantes de Sydney.


Sobre ir com uma criança pequena, a Julia já anda bem, ela está acostumada a dar umas boas caminhadas conosco, mas diversas vezes tivemos que leva-la no colo e principalmente no trecho final em que ela dormiu a caminhada foi um pouco penosa. Normalmente usamos os Ergo para essas caminhadas mas dessa vez percebemos, tarde demais, que ele já está muito pequeno para a Julia e que já estava machucando as perninhas dela. O caminho é super bem feito mas tem subida, escada, dá uma cansada. Se eu deixaria de ir? Nem pensar! Foi um do lugares mais bonitos que eu já fui!!! Mas já se prepare para fazer um exercício extra nos braços. Carrinho nem pensar e para as famílias que tem crianças mais curiosas, atenção redobrada porque a proteção da trilha para os abismos não é das mais fechadas. No mais, toda a trilha tem banquinhos para descanso. Minha dica é, não faça a trilha em poucas horas, passe o dia inteiro parando, comendo, brincando e você não vai quase sentir.

O que minha filha aprendeu viajando

Esse post é parte de uma Blogagem coletiva para falar sobre os aprendizados dos filhos durante as viagens. 
O post de hoje é quase uma lavagem de alma! Toda vez que eu falo que vou viajar com a Julia ou alguém comenta que a Julia já foi em vários países, tem um engraçadinho que completa “Mas ela é tão pequena! Não vai lembrar de nada!”. Eu sempre sinto que o real sentimento dessa pergunta é: Tá gastando tanto $ para levar essa menina por aí, para que?!?!?

Então quando veio a proposta de escrever sobre o que minha filha aprendeu viajando para uma blogagem coletiva eu quase tive um treco! Finalmente ia poder mostrar que viajar é uma forma dela aprender na prática diversas coisas que ela vai levar para toda a vida.

Viajar é uma forma de aplicar na pratica o que ela aprende na teoria na escola, nas conversas e nos desenhos.

8 coisas que a Julia aprendeu viajando:

1 – Ela está aprendendo geografia, história, línguas.

Ou vocês acham que vai ser muito mais fácil uma criança entender sobre as estações do ano tendo experimentado todas elas (já que no Rio o máximo que ela consegue perceber é calor ou menos calor).

2 – Ela aprendeu que o mundo é cheio de comidas maravilhosas e que vai comer o que tem para comer!

Acreditamos que quando exposta desde pequena a um mundo de sabores, o paladar dela vai ser muito mais extenso e a recusa alimentar vai ser bem menor. E é exatamente isso que tem acontecido, Julia come de tudo!

3 – Ela aprendeu que existem várias religiões e que todas devem ser respeitadas.

Julia se apaixonou pelos templos da Ásia. Ela não podia ver um templo que já ia tirando o sapato e entrava correndo.

4 – Ela aprendeu que pode fazer amigos em todos os lugares.


E que barreiras linguísticas não impedem ninguém de interagir e brincar. Além disso ela aprendeu que as pessoas são diferentes dela e que o mundo vai muito além da sua zona de conforto.

5 – Ela descobriu que animais são muito mais felizes soltos, longe das grades e das correntes.

Ela está aprendendo desde cedo que animais presos sofrem e são maltratados, por isso zoológicos dificilmente entram nas nossas programações, por isso não andamos de elefante no Sudeste Asiático e não fomos visitar o templo dos Tigres. Sea World então, nunca verá nosso dinheiro!

6 – Ela aprendeu que felizmente, existe parquinhos e balões de gás em quase todos os lugares do mundo.

7- Ela aprendeu desde cedo que museus podem ser divertidos.

8 – Ela aprendeu que o mundo é lindo e ela pode ir aonde quiser.

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Outros blogs também participam dessa Blogagem coletiva #Viajandoeaprendendo:

1 – Viagens que Sonhamos

http://www.viagensquesonhamos.com.br/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

2- Felipe, o pequeno viajante

http://www.felipeopequenoviajante.com/2016/05/o-que-as-criancas-aprendem-viajando.html

3- Malas e malinhas

O que minha filha aprendeu viajando?

4 – As Passeadeiras

O que minhas filhas aprenderam viajando

5 – Do RS para o Mundo

http://dorsparaomundo.blogspot.com/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

6 – Família Viagem

10 coisas que as crianças aprendem viajando

7- Viagem Simplesmente

http://www.viagemsimplesmente.com.br/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

8- TripBaby

http://www.tripbaby.com.br/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

9- Ases a Bordo

10 Coisas que viajar pode fazer pelo futuro do filho

10 – Malas e Panelas

O que nossa filha aprendeu em viagens

11 – Vem Pro Parque

http://www.vemproparque.com.br/2016/05/o-que-filhos-criancas-aprendem-viajando.html

12 – No Mundo com a Gente

http://www.nomundocomagente.com.br/2016/05/o-que-as-criancas-aprendem-viajando.html

13 – Trilhas e Cantos

http://www.trilhasecantos.com.br/2016/05/meu-filho-aprendeu-viajando.html

14 – Gosto e Pronto

Blogagem Coletiva: O que meu filho aprendeu viajando

15- Valentina na estrada

Blogagem Coletiva: O que meu filho aprendeu viajando

16- Retrip Viagens e Experiências

O que meu filho aprendeu viajando?

17 – Para a Disney e além

http://www.paraadisneyealem.com.br/2016/05/10-licoes-que-minha-filha-aprendeu.html

18 – Wanna Disney Pelo Mundo

O que meu filho aprendeu viajando.

19 – Com Filhos por aí!

O que aprendemos viajando em família?

20 – Cuore Curioso

8 COISAS QUE MINHA FILHA APRENDEU VIAJANDO

21- Andreza Dica e Indica Disney

http://www.andrezadicaeindicadisney.com.br/2016/05/minha-filha-aprendeu-viajando.html

22 – Viajo com Filhos (Fernanda)

http://viajocomfilhos.com.br/2016/05/o-que-minhas-filhas-aprenderam-viajando/

23 – Por aí com os Pires (Line Pires)

http://www.poraicomospires.com.br/2016/05/o-que-nossos-filhos-aprenderam-viajando.html

24 – Vida de Viajete:

5 coisas que Minha Filha Aprendeu Viajando

25 – Cantinho de Ná (Cynara Vianna)

Viajando e aprendendo junto com os filhos

26. Viajo com Filhos (Patricia)

http://viajocomfilhos.com.br/2016/05/o-que-meus-filhos-aprenderam-viajando/

27. Carregando Malinhas (Aline Figueiredo)

O que minhas filhas aprenderam viajando!

28. De Primeira Viagem (Aline Aguiar)

O que minha filha aprendeu viajando

29. Roteiro Renatours

O que meu filho aprendeu viajando

30. Ferinhas Viajantes (Ana Paula Lima)

http://www.ferinhasviajantes.com/#!10-lições-aprendidas-por-crianças-que-viajam/cmbz/572bc70f0cf2803377ca7b9e

31-Os Caminhantes

O que meu filho aprendeu viajando

32- Dicas da Rege

http://dicasdarege.com/2016/05/08/o-que-o-meu-filho-aprendeu-viajando/

33 – Viajando em Família

http://www.viajandoemfamilia.com.br/blogagem-coletiva-o-que-meu-filho-aprendeu-viajando/

34 – Pequenos pelo mundo

13 fotos que mostram o que meus filhos aprenderam nas viagens

35 – Passeiorama

http://passeiorama.blogspot.com.br/2016/05/blogagem-coletiva-o-que-meus-filhos.html

36. O Rei do Hotel

http://oreidohotel.blogspot.com.br/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

37. Vou Viajar

http://www.vouviajar.blog.br/2016/05/o-que-meus-filhos-aprenderam-viajando.html

O trem noturno de Bangkok até Chiang Mai

  

Mochilão que é mochilão não seria mochilão se não tivesse viagem noturna de trem. Com isso em mente, lá fomos nós para a nossa primeira aventura ferroviária noturna na Ásia. Eu vou confessar que sou uma grande fã dos trens noturnos já que o balanço me embala a noite inteira, além de achar um método de viagem super eficiente. Vivo lendo sobre pessoas que são contras passar a noite em um trem, eu penso completamente o contrário, dormir no trem faz a viagem ter mais cara de viagem. Eu já tive experiências tanto positivas quanto horripilantes em trens noturnos, mas isso é história para outro post.

Alguns meses antes da nossa viagem um acidente com um trem na Tailândia deixou vários feridos e alguns mortos, não vou mentir e dizer que não fiquei preocupada, mas eu sabia que a rede ferroviária do país era muito boa. Nós já tínhamos conhecido a estação Hua Lamphong uns dias antes porque o trem para Ayutthaya sai do mesmo local. Eu já tinha me horrorizado com o banheiro da estação, então já tinha me preparado para o que me aguardava.

Com medo de não conseguir um assento leito em um vagão com ar condicionado (Eu li um blog de um casal de americanos que viajou com 2 crianças no trem sem ar e sentados porque deixaram para comprar os tickets quando chegassem em Bangkok e fiquei morrendo de medo de terminar igual) nós acabamos comprando as passagens de trem online em um processo que só pode ser descrito como tenso.

A ferrovia tailandesa não tem um site com vendas próprias, ou seja, você tem que comprar por uma agência e a compra não é tão simples. Nós usamos o Seat 61 para conhecermos mais sobre os trens Tailandeses, lemos tudo loucamente, ele foi útil até para decidirmos entre viajar de primeira ou segunda classe. Já para comprar as passagens usamos o http://www.thailandtrainticket.com .
A compra não foi tão simples quanto parece. Primeiro você entra no site, escolhe o trem, o tipo de assento, insere todos os seus dados e… só! Seus dados são enviados para uma central e em menos de 24h vc recebe um email com um link para fazer o pagamento com cartão de crédito. Não te dão nenhum comprovante, nada! Depois vem a parte mais surreal, rezar para que os tickets estejam no seu hotel em Bangkok quando vc chegar.

Não vou mentir, eu estava tensa! Muito tensa!! Mas assim que chegamos no hotel de Bangkok os tickets estavam nos esperando bonitinhos dentro de um envelope.

Os trens de Bangkok para Chiang Mai são divididos em 5 classes:

– Primeira classe com ar condicionado: Os vagões de primeira classe são cabines que podem ser trancadas, deixando sua mala dentro. Dependendo do horário do trem as cabines podem ser para uma pessoas (com uma cama única e estreita) com uma portinha ligando a outra cabine (nada românticas para quem vai em lua de mel) ou uma cabine com duas camas (uma superior e uma inferior do mesmo tamanho. Ambas tem ainda uma pequena pia e um espelho, além de um ponto de tomada. Custa uns 1400 bath (140 reais).

– Segunda classe com ar condicionado: São dois assentos largos que viram a cama inferior (bem larga) e a cama superior que é montada quando puxada da parede. Cada cama tem ainda um ponto de luz e um de energia. Escolhemos essa pois dava para dormir com a Julia na cama inferior. A privacidade fica garantida com uma cortina mas as malas vão espremidas embaixo do assento. Aqui fica uma ressalva minha, embora existam dois lugares para mochilões, só um pode realmente ser usado para colocação da mochila, já que o outro serve para guardar uma bandeja que quando montada vira uma mesa para jantar e café da manhã. Existem uns maleiros no teto também. O vagão fica muito frio durante a noite então meu conselho é, levem um casaco!!! Eles oferecem um travesseiro, lençol e cobertor, todos estavam limpos quando pegamos.
No final de cada vagão existem dois banheiros (um tradicional e um dos que tem que agachar) e uma pia larga do lado de fora dos banheiros. Como todo trem, o banheiro estava usável no início e impossível de se aproximar no final. A principal diferença entre os banheiros da primeira e segunda classe é que os da primeira tem chuveiro e são usados por um número menor de pessoas, obviamente, mas não vi ninguém impedindo uma pessoa da segunda classe de entrar na primeira e usar o banheiro.

   

– Segunda classe sem ar condicionado: Igual a segunda classe com ar.

– Terceira classe com ar: Assentos que só inclinam um pouco e não viram camas, bem desconfortáveis. Sem contar que cabem 3 pessoas de cada lado do vagão, é chulé e baba para todo lado, gente dormindo no meio do vagão no chão. A passagem é bem barata, mas acho que não paga o desconforto.

– Terceira classe sem ar: Os bancos são DE MADEIRA!!!!! FUJA!!!!

Nós optamos pelo trem que sairia às 18:1o e chegamos em Chiang Mai um pouco depois das 8h. Pegamos dois assentos, um de cama superior (mais barato – Bath 791, uns 75 reais) e um de cama inferior (um pouquinho mais caro – Bath 881, uns 85 reais). Crianças até 3 anos não pagam passagem. Além desses valores pagamos uma taxa de agência de 150 bath/pessoa e uma outra taxa de 100 bath para entrega no hotel. Você também pode pegar os tickets na agência deles em Bangkok (e pagar uns 100 bath/10 reais) ou na própria estação, mas aí a taxa é um pouco mais cara (300 bath)

No nosso trem tinha um vagão restaurante com umas panelas nojentas e um clima de boate. Fiquei com nojo e saí correndo de lá. Ah! As baratinhas andam por todas as partes, o que meio que acaba com a fome, né?

Durante a viagem o trem faz várias paradas, principalmente durante a manhã. Dá para descer e comer umas coisinhas pelo caminha, observar as pessoas, os muitos cachorros que ficam nas estações. Nunca da para saber se a parada é curta ou longa, tem que ficar de olho nos sinais sonoros.

Na minha opinião a experiência de andar no trem foi o que fez a viagem para Chiang mai valer a pena (eu não curti a cidade, depois explico o porque)! Demos muita sorte e pegamos uma noite de lua cheia maravilhosa, além a luz do amanhecer que foi uma das mais bonitas que eu já vi, amarela, suave, quase que um poema (alma de fotógrafa, não pode ver uma luz bonita que se apaixona).

 

O que eu achei que valeu a pena:

– O preço – é barato!!!

– A largura dos leitos;

– A mulher que arruma a cama em 1 minuto. Nem pense em pedir para a funcionária arrumar a sua cama e enquanto isso dar uma escapadinha no banheiro, elas são tão rápidas e tão eficientes montando uma cama que é quase um espetáculo a parte. Não perca.

– A praticidade de sair e chegar de uma estação DENTRO da cidade, não tem preço!

– Não ter que despachar as mochilas.

O que eu achei que não valeu a pena:

– A comida! Deixa eu explicar, foi uma das poucas comidas que não teve graça da Tailândia inteira. Foi cara para os padrões Tailandeses (acho que foi uns 7/8 dólares) mas, veja bem, se você não conseguiu comprar uma comidinha para levar com vocês (nosso caso) ou não tem muito nojo (a higiene do local não é das mais saudáveis, com baratinhas correndo por todos os lados), você vai sobreviver!

  

Na nossa janta veio: sopa, um curry vermelho, um refogado de frango e legumes, arroz e abacaxi!!! Deu para nós 3 comermos. Tava uma delicia? Não! Mas já comi pior na vida.

 

O café da manhã é bem exótico para os meus padrões Brasileira que gosta de café/misto/yogurt/suco no café da manhã: sanduíches com batata frita e catchup!!!! As batatas estavam horríveis e para mim são intragáveis pela manhã. Os sanduíches também era bem ruins. O do Junior foi pão com uma salsicha assustadora e presunto. 😰

– O banheiro! Mas isso é assunto para uma post exclusivo!

– O lugar para colocar as mochilas é muito restrito. Só tem espaço para uma mochila, sob o outro assento fica uma bandeja que vira a mesa, ou seja, impossível colocar a mochila ali.

Eastin Grand Hotel Sarthon –  Nosso hotel de Bangkok

Bangkok tem tantas opções de hospedagem que eu confesso que quase não consegui escolher. A princípio tínhamos duas escolhas, ficar em um hotel mais barato (e acredite em mim existem uns bons que são BEM baratos) ou nos dar o luxo de ficar em um 4 estrelas pagando o valor de um 2/3 estrelas no Rio de Janeiro. Como era meu aniversário e nós tínhamos a desculpa que precisávamos ficar em um lugar com uma ótima infraestrutura por causa da Julia, além de um lugar para descansar depois de tantas horas de voo, acabamos escolhendo o Eastin Grand Hotel Sathorn.

Desde o início do planejamento eu sabia que não queria ficar na área da Khao San Road porque é conhecidamente tumultuada e não tem nem metro e nem Skytrain. Durante as pesquisas eu vi que a área de Sathorn não tem nenhum grande atrativo turístico mas é bem central e próxima de vários pontos que nós queríamos visitar. 

O hotel tem um ponto que conta muito a favor, tem uma estação do Skytrain com conexão direta com ele! Isso mesmo! Tem uma passarela que sai do hotel e te deixa dentro da estação.  Quando reservamos as diárias estavam em média R$250 reais com café da manhã, o que é bem acessível para um hotel com os luxos que ele oferece.

  

O impacto da chegada já é grande, você entra e já dá de cara com um hall com um super pé direito gigante. Nessa área tem um piano bar (chegamos a ver um pianista tocando e a Julia ficou enlouquecida, queria tocar de qualquer forma), o concierge (super prestativos! Um deles era europeu e nos ajudou várias vezes) e o balcão de recepção. Nos hospedamos duas vezes no Eastin Grand e tive duas experiências completamente destintas. Na primeira vez foi só amor! Fomos bem tratados, nossos tickets do trem pra Chiang Mai estavam separados, nos colocaram em um quarto maravilhoso! Na segunda… Nós só ficaríamos a última noite no final da viagem em Bangkok, como era só para dormir, reservamos um quarto de família em um hostel perto do Eastin Grand, quando chegamos lá o quarto era até legal mas tinham vários insetos (bedbugs?) na cama! Estávamos exaustos e famintos! Decidimos tentar um quarto do Eastin. Bom, andamos até lá e na recepção nos disseram que o quarto estava R$450 e só tinha cama de solteiro. Frustados, decidimos ir jantar no restaurante do hotel, lá aproveitamos a internet para ver se ainda tinha vagas pelo Booking. Para nossa surpresa, não só tinha vagas como o quarto custava R$280 reais e tinha cama de casal!!!!!! Reservamos e eu voltei na recepção para falar com a mesma menina, ela ficou com raiva que reservamos pelo Booking e foi grossa. Mas azar o dela!!!

   
  

Em ambas as estadias ficamos em um quarto em andar alto. Da primeira vez no 24 e na segunda no 21. A vista é bem legal e foi perfeita pra gravar um stopmotion do amanhecer e da cidade frenética que ficou muito legal. Optamos por um quarto de casal e a Julia dormiu na nossa cama. Em nenhum momento isso foi um problema porque a cama era King – imensa!!!!! O quarto era grande, espaçoso, com um banheiro gigante, recheado de coisinhas. Tinha geladeirinha e cafeteira. Uma das paredes é toda de vidro! Eu amei porque dava uma sensação meio que de Lost in Translation. Não tem janela que abra, o que me pareceu bem sensato!

  

O hotel tem dois restaurantes, além do bar da piscina e o do Loby. Um restaurante fica no andar da ligação com o Skytrain e que é mais chique (vai ter um post só para ele) e o do café da manhã fica no quarto andar.

Muita gente escolhe esse hotel pela piscina mas vou confessar que o que eu mais amei foi a comida!!!!! O café da manhã é gigantesco!!!!! Vai até as 10h da manhã e é um super bunch. Vários sucos, pães, uma máquina de panqueca, frutas, geleias, além de duas bancadas de comidas!!! É que os asiáticos não comem o café da manhã como o nosso. Eles não comem pão com suco ou cereais, eles comem um caldo com macarrão de arroz e uns din suns ou comida mesmo, arroz com frutos do mar. Eu que como de tudo, aproveitei! Fiz dia de café da manhã saudável, dia do café da manhã oriental (o que eu mais gostei), dia do cadinho (um cadinho de cada coisa). Os funcionários do restaurante são muito fofos e nos trataram muito bem. Crianças têm direito a pratinhos e canecas fofas, além de paparicos dos funcionários.

Dica: se você gosta de comida oriental, experimente TUDO!!!!

  

Julia curtiu a melancia! Nesse dia ela comeu 7 fatias!!!!

  

Piscinas de bordas infinitas andam bastante na moda. Eu confesso que adoro! A piscina do Eastin Grand não fica no último andar, não me perguntem o motivo.  Ela fica no 14 andar e é relativamente baixa se considerarmos a altura do hotel. A piscina não é gigante mas é razoável. No dia do meu aniversário passamos a tarde inteira nela e estava bem cheio porque o dia estava lindo (por isso que pegamos esse pôr do sol incrível! Valeu São Pedro!!!). Na borda da piscina ficam uns nichos que são uma delícia, quando chegamos eles estavam ocupados mas esperamos um esvaziar. Em uma das laterais também tinham umas espreguiçadeiras de madeira. Não tinha piscina de criança mas na borda tem um espelho de água que fez a felicidade da Julia. Comemos um sanduíche no bar da piscina e estava bem gostoso. O chá gelada também era ótimo!

A parte bizarra ficou por conta dos hóspedes que iam até a piscina, faziam uma selfie e voltavam para os seus quartos. Tinha um grupo de japonesas hilárias! Também vimos bastante brasileiros pelo hotel. 

 

Bom, para terminar. Eu adorei o hotel mesmo com o pequeno estresse com a recepcionista e ficaria nele sempre que fosse para Bangkok. 

Os mercados flutuantes de Bangkok

   
Bangkok é uma cidade cercada de rios, se olharmos a história da cidade vamos ver que ela cresceu a partir deles. Até o meio do século XX os mercados flutuantes eram o principal meio de comércio da cidade, com a urbanização eles foram perdendo espaço e quase foram extintos. Até que há alguns anos, alguém observou que eles dariam um interessante ponto turístico e com isso eles voltaram com força total. O passeio divide opiniões, há quem ame, há quem odeie, mas a verdade é que quase ninguém sai da cidade sem passar por um. A maioria dos mercados não fica na cidade, mas sim nos arredores o que pode ser bem distante. Existem várias opções. Nós escolhemos o Taling Chan porque era próximo, dava para ir de Skytrain + uma corrida curta de taxi e era o que aparentemente teria a menor concentração de turistas mas antes de falar dele aqui vão os 5 mercados mais populares de Bangkok:

1 – Damnoen Saduak:

Esse é definitivamente o mais famoso! 85% dos turistas visitam esse mercado que fica há 100Km de Bangkok e existe há mais de 100 anos. Se você jogar no google brasileiro “mercados flutuantes em Bangkok” você dificilmente achará algum post sobre outro mercado. Muita gente junta o passeio com uma visita a um Santuário de tigres, as vezes a ponte do rio Kwai e até mesmo ao Mercado do Trem. Li em alguns lugares que a higiene era precária e que tinha cheiro de esgoto, não sei se é verdade porque não fui.

Como chegar: A forma mais fácil de chegar é contratando o passeio em uma agência de viagens. Basta escolher qualquer agência na Khao San Road ou no próprio hotel. Quando eu pesquisei o tour saia de uns 500 bath até 1500bath dependendo das opções de passeios que você associasse. Tem como chegar por conta própria mas é caro e confuso.

Vá se: Não liga em ver mais turistas do que tailandeses fazendo compras. Quer tirar umas fotos segurando uns animais exóticos (tem cobras e macacos para a felicidade da galera que adora uma selfie com muitos likes no instagram). Se você gosta de fotografias, ele também é interessante já que te dá uma gama enorme de coisas para fotografar.

Fuja se: Quer uma experiência autêntica. É programa de turista mesmo, os únicos locais que você vai achar serão os vendedores e barqueiros. Acha longe (realmente é longe!!!). Não tem o estômago forte.

2 – Amphawa Floating Market:

Eu quase acabei indo nele. Tinha pesquisado do Brasil e tudo mas acabei desistindo porque não queria ir de excursão e o Tailing era bem mais perto. o Amphawa fica há 90Km de Bangkok e é o segundo mais popular da cidade. Também é um programa para turistas, mas se o Damnoen é o queridinho dos brasucas, esse é o favorito dos americanos. Ele tem uma outra vantagem na minha opinião, se você pegar o tour que se extende até o anoitecer, vai poder parar em um lugar que é cheio de vagalumes!!!!!! Eu, que moro em cidade grande e não vejo um vagalume há mais de 10 anos, fiquei morrendo de curiosidade. Nesse você não precisa chegar muito cedo, já que ele só começa a ser montado lá pelas 9h da manhã, mas vá preparado para enfrentar uma multidão, o mercado lota!

Como chegar: Mais uma vez a forma mais fácil de chegar é através de agências de viagens. Mas esse é mais fácil de chegar por conta própria: Vans saem do Victory Monument e custam 80 bath por trecho.

Vá se: Não liga em ver muitos turistas mas dessa vez em mesmo número que tailandeses (que aparentemente adoram esse mercado). Quer visitar um templo que foi “engolido” por uma árvore mas não vai poder ir até o Camboja. Tem um templo envolto em uma árvore imensa. Está com crianças e curte zoológicos (tem um mini Zoo por lá)

Fuja se: Odeia lugares lotados!!!

3 – Khlong Lat Mayom Floating Market:

Esse aparentemente é bem autentico e pequeno, pelas fotos que eu vi a parte terrestre dele é maior do que a flutuante. Foi difícil achar uma foto dos barquinhos. Parece ser um bom lugar para comer e fica à 20 Km de Bangkok. Quase todos os sites sugerem juntar esse com o Taling Chan, sinceramente? Escolha só um, eles são bem parecidos. Só abre nos sábados domingos e feriados.

Como chegar: É acessível com o combo Skytrain + taxi. Basta pegar o BTS até a estação Wongwian Yai (última da linha Silom) e de lá pegar um taxi para uma corrida rápida.

Vá se: Quer muito ir em um Mercado Flutuante mas não quer gastar 4 horas entre ida e volta.

Fuja se: Quer um mercado flutuante cinematográfico. Só tem dias durante a semana para visitar um floating market.

4 – Bang Nam Pheung Floating Market

Esse é mais um mercado a beira do rio do que um mercado flutuante mas sempre entra na lista dos Mercados a se visitar em Bangkok. É pequeno, parece um vilarejo. Não parece ser nem um pouco turístico.

Como chegar: Só de taxi.

Vá se: Será que vale a pena?.

Fuja se: Quer um mercado flutuante cinematográfico (2).

5 – Taling Chan Floating Market – MEU FAVORITO!!!!!! ❤❤❤

Escolhemos o Taling Chan para visitar porque ele era acessível de BTS + uma corrida barata de taxi e porque ele era o menos turístico dos 3 mercados flutuantes principais de Bangkok. Ele só abre nos fins de semana e quando nós fomos tinham muito mais tailandeses do que turistas (fomos em um sábado). O mercado fica do lado de uma linha de trem, que fica do lado de uma rodovia. Paralelo a linha do trem segue um corredor bem bonitinho com barraquinhas de ambos os lados com várias comidinhas para comprar e continuar andando(a maior parte das comidas que comemos foram daqui), tinha sorvete de côco (maravilhosos), uma espécie de almôndegas apimentadas de carne de porco (eu adorei), milhares de frutas no palito e outras coisinhas. Na lateral da entrada do mercado tinha um palco e lá pelo meio da tarde começou um karaoke MUITO animado!!!! Tinha até policiais cantando como se não houvesse amanhã. Seguindo o caminho das barraquinhas você chega nas palafitas que beiram os rio e que tem vários barquinhos com todo tipo de comida imaginável. Essa parte é pequena, fica coberta por um toldo e estava parecendo uma fornalha quando chegamos, não ficamos muito tempo nessa parte porque estava insuportável. É dali que saem os barcos que vão dar uma volta pelos canais. Chegamos no mercado quase que meio dia. O passeio de barco mais barato só sai pela manhã. Na hora que nós fomos só dava para fazer um passeio privativo que sairia por 1000 bath. Não fizemos. Uma coisa que eu achei muito interessante foi uma barraquinha que tinha 3 bacias grandes: uma com tartaruguinhas, uma com peixes e outra com enguias. Aparentemente cada uma tem um significado e vc deve comprar uma de cada e jogar no rio. Morri de pena!!! Tinha também um outro palco com uns músicos tocando músicas típicas. A Julia adorou essa parte.

Como chegar: Chegar lá foi fácil. pegamos o BTS até a estação Wongwian Yai Station e de lá pegamos um taxi. Aqui tomamos um mini golpe. quando descemos da estação os primeiros 3 taxis cobraram 200 bath. O quarto cobrou 150 bath. Achamos que estávamos fazendo um ótimo negócio e fomos. Ele nos deixou bem na entrada do mercado e até aí estávamos achando o cara ótimo. Na volta pegamos um taxi na porta do mercado e resolvemos ir direto para o hotel, para a nossa surpresa a corrida saiu por menos de 80 bath!!!! Ou seja, a ida valia no máximo 50 bath.

Vá se: Quer uma experiência o menos turística possível e não se incomoda com um mercado menor e mais contido. Curte um Karaoke com os locais.

Fuja se: Quer um mercado flutuante cinematográfico (3). Odeia Karaoke.


  

Sudeste Asiático – Roteiro de 1 dia em Ayutthaya 

  

Quando você chega na estação de trem de Ayutthaya você mal consegue atravessar os trilhos sem ser abordado por motoristas de Tuk-tuk te oferecendo tours pela cidade. Com um pouco de paciência e negociação da para fechar um bom preço. Quando chegamos fomos abordados por vários motoristas oferecendo o tour de 4 horas, mas queríamos fazer pelo menos 4 templos e com a Julia não dá para fazer uma viagem super corrida. Então fechamos um tour de 6 horas que custou 1000 bath para 3 adultos e 1 criança. Achei o preço muito justo. O motorista nos deu um livro com todos os templos para escolhermos, mostrou quais eram os principais, nos levou para comer em um lugar legal e barato e ainda começou o passeio indo até a CASA dele para pegar uma sombrinha para proteger a Julia do sol. Depois do almoço ele ainda deu um sorvete para a Julia de sobremesa. Sério!!! Muito amor por esse guia!!! Me arrependi de não ter tirado uma foto dele para poder avisar para as pessoas procurarem por ele. 

Ayutthaya é uma cidade com 1500 templos. Impossível visitar todos de uma só vez. Muita gente usa a cidade como parada de 1 ou 2 noites quando está fazendo o caminho de Bangkok-Chiang Mai de trem. Se tivéssemos mais tempo acho que seria perfeito fazer a visita com um pernoite mas o passeio de um dia já dá para conhecer muita coisa. 

Montei um roteiro de 1 dia que passa pelos principais templos e ainda faz uma parada em uma Elephant Farm (que eu odiei!).

1a. Parada – Wat Yai Chai Mongkol

  
Pelo que eu li antes de ir para a cidade, esse templo é normalmente o primeiro templo visitado na cidade por quase todos os turistas. É fácil entender o motivo, ele é muito bem conservado, imenso e se você tiver fôlego de subir até a Estupa a vista é bem incrível. Demos muita sorte, quando chegamos um grupo de mini monges estava se reunindo para tirar algumas fotos com uma Monja. Eu fiquei encantada e acabei tirando algumas das minhas fotos favoritas  da viagem inteira.

Achei interessante que esse templo foi o que nós vimos com a maior quantidade de imagens de Buda com a cabeça preservada. Além disso, todos vestiam o manto dourado. Para minha felicidade, mais fotos lindas!!! Sério, essa cidade é absurdamente fotogênica!!! O templo é bem popular tanto entre turistas quanto entre budistas e estava bem cheio quando chegamos. O templo é grande e a subida até a estupa principal com a Julia no colo foi bastante cansativa mas dá para subir. Dentro da estupa principal você pode fazer uma série de oferendas como colocar um papel de ouro em uma estátua do Buda, acender um incenso, etc. Ao redor da Estupa, fileiras de Budas sentados praticamente iguais, mas quando observados de perto é possível notar pequenas diferenças nas expressões e posições das mãos. Atrás da estupa principal, um jardim verde enorme com um Buda maior e outros 4 em posição de adoração.
A entrada custou 40bath (criança pequena não paga). Na estrada tem umas lojinhas com bebidas, lanches, umas comidinhas e várias saquinhos de frutas cortadinhas que vem com um palito de churras para você ir comendo pelo caminho. Julia amou e comeu um saco de melancia quase que sozinha. Como a cidade é muito quente (foi o segundo lugar mais quente que fomos, só perdeu para o Camboja) e a maioria dos passeios é feito a céu aberto, sugiro muita água e muitas frutas ricas em líquidos (melancia, melão) tanto para os adultos quanto para as crianças já que o risco de desidratação é grande. 

Minha sugestão é que você comece sua visita por aqui. Sabe aquele ditado de que a primeira impressão é a que fica? Então, impossível ter uma má impressão começando por esse templo.

  
2a. Parada – Wat Phra Mahathat

  

Esse eu acho que é o mais famoso de Ayutthaya: A cabeça do Buda que cresceu no meio das raízes de uma árvore. É bem legal mesmo mas vou confessar que achei que é uma coisa meio Monalisa, milhões de turistas se acotovelando para chegar perto e quando você vê começa a pensar “Nossa, é do tamanho de um selo!”. Quando chegamos ainda estava bem vazio então fomos fazer nossa foto, esperei as duas pessoas que estavam lá terminarem e me abaixei para fazer uma foto com a Julia, nesse meio tempo um grupo de orientais com umas 30 pessoas chegou e eles simplesmente pararam entre o meu marido e nós duas e começaram a fotografar. Resultado, nenhum foto ficou boa! Tem umas outras imagens decapitadas, nada extraordinário.
O templo foi o mais caro de todos na cidade, custou 100 bath a entrada eu eu não achei que vale a pena porquê você não consegue nem chegar perto da cabeça e nem tirar uma foto decente.

  

3a. Parada – Viharn Phra Mongkhol Bophit – Royal Palace

  

Chegamos no Palácio Real um pouco depois das 14h, com o sol escaldando as nossas cabeças! Nosso motorista nos deixou nos portões e de lá até a entrada do palácio é uma andada LONGA! A sombrinha que nosso motorista deu uma aliviada mas o calor ainda beirava o insuportável. Chegando no templo, que é bem bonito por sinal, demos de cara com a maior estátua do Buda de bronze do mundo. E não para por aí, ela foi toda coberta de ouro. Como todos os templos ainda em funcionamento, a retirada dos sapatos é obrigatória, mas não implicaram com meus shorts curtos.
O que me chamou a atenção nesse templo foi a quantidade de crianças que vem te abordar desde o portão da entrada. Enquanto estávamos colocando nossos sapatos de volta um dos meninos veio tentar vender umas balas, falamos que não tínhamos dinheiro e ele começou a brincar com a Julia, eu fiquei meio preocupada porque ele deveria ter uns 8 anos e a Julia só tem 2. Dito e feito, ele foi bem bruto com ela e chegou a parecer que bateria nela, além de empurra-la algumas vezes. Depois ele tentou quebrar a minha câmera. Fiquei meio sem entender se ele era uma pestinha ou só uma criança querendo atenção. De qualquer forma, vale ficar atento se estiver com criança pequena porque se tivéssemos dado bobeira, ele teria machucado a Julia.
Do lado do Royal Palace tem um outro templo, o Wat Phra Si Sanphet. Não entramos, o calor era tanto que estávamos todos passando mal. Olhamos só pelo lado de fora e me pareceu umas ruínas bem conservadas.

Não precisa pagar para entrar no Royal Palace e o Wat Phra Si Sanphet custava 20 bath se não me engano.

  

4a. Parada – Almoço

Saindo do Palácio Real perguntamos ao nosso motorista se havia algum lugar com ar condicionado para almoçarmos e ele nos levou no Baan Ice, uma pensão que aparentemente quase todos os turistas que contratam os tuk-tuks são levados. Li em alguns lugares que ela era cara e que a lojinha do lado cobrava 1/3 do valor por noodles. Gastamos 829 bath por um peixe assado com legumes, arroz frito de camarão, 2 cervejas e um suco de melancia extra grande. Não achei caro não, comemos os 4 e a comida estava gostosa, o ar congelante e o melhor, tinha um banheiro limpo!!!!
Talvez valha a pena pesquisar lugares para comer por lá, eu não pesquisei..

  

5a. Parada – Elephant Palace

Eu não queria ver elefantes em Ayutthaya porque já tinha lido que eles eram mal tratados na cidade mas a Julia viu um andando na rua assim que chegamos e ficou alucinada. Quando o motorista insistiu para que fossemos acabei cedendo. Se arrependimento matasse eu estaria morta e enterrada! Os bichos são claramente explorados até exaustão, vimos elefantes sangrando, acorrentados, os malditos ferros de disciplina e um bando de paspalhos subindo nas cadeirinhas como se isso fosse muito divertido. Sério, não faça isso! De verdade!!!!
O lugar não é um elefante Camp como anunciado, é uma arena onde uns 8 elefantes estavam com as cadeirinhas nas costas esperando que os turistas subissem para andarem pelas ruas da cidade. Logo na entrada dois elefantes menores ficam expostos para que você compre comida e os alimentem.
Não ficamos nem 20 minutos por lá. Os bichos estavam claramente agitados e o clima era horrível. Me senti muito mal de fazer parte daquele lugar. Saí correndo!

6a. parada – Wat Lokkayasutharam

   
   
Vou confessar uma coisa, esse era o templo que eu mais queria conhecer da cidade!!!! É que quando eu era criança meu irmão era viciado em Street Fighter e esse templo é basicamente a tela de fundo do SAGAT!!!! O Sagat era um dos meus personagens favoritos nas poucas vezes que meu irmão me deixava jogar com ele, e o motivo que me fazia gostar tanto dele é um pouco ridículo: Era era o único que eu sabia fazer os comandos para dar o golpe (o da esticada da perna)!!!!
Enfim, o Templo é gratuito e fica em um descampado, ou seja, mais sol na cabeça! Mas vale muito a pena! O Buda deitado é imenso!!!! Aparentemente foi ele que inspirou o Buda deitado de Bangkok. A posição que ele se encontra é a posição do Buda morto. Mas ele é tão sereno que foi um do templos que mais me fez sentir em paz. Em frente ao templo umas mulheres ficam vendendo uns amarradinhos com umas flores de lótus, uma folhinha de ouro, um incenso e uma vela. Comprei e foi minha oferenda em agradecimento por estar ali!

7a. Parada – Wat Phu Khao Thong, ou o templo mais torto que eu já vi na vida!

  
Esse templo na verdade era um mosteiro e aparentemente foi erguido sem a ajuda de um engenheiro já que ele está simplesmente afundado!!! Hahahahaha A entrada foi gratuita e só tínhamos nós por lá. O Lugar é interessante e dá para subir até uma parte bem alta (cansa MUITO!!!) de onde se tem uma vista interessante da cidade. A entrada do templo é feita através de uma ponte de madeira bem fofa e o ponto alto é sem dúvida nenhuma a Pagoda torta!

 
 
8a. e última parada – Wat Chai Watthanaram

   

 

Logo quando nós saímos da estação de Trem o motorista me disse que esse templo tinha o por do sol mais bonito da cidade. Olha, eu não tenho como comparar já que esse também foi o único pôr do sol que eu vi por lá, mas realmente ele é deslumbrante!
O Templo e imenso com quatro torres, ao redor de uma torre principal. As torres são interligadas e passear entre elas é uma aula de história. São tantas imagens que você fica perdido sem saber o que olhar primeiro. Embora eu tenha visto alguns sinais para não subir nas torres menores, vi MUITA gente subindo, inclusive crianças.
Deitamos no chão e vimos o céu mudar em tantos tons de vermelho, laranja e amarelo que nem se eu ficasse o resto do dia explicando seria fidedigno.
A entrada foi 100 bath.

  

Depois do pôr do sol voltamos para a estação e pegamos o trem da Bangkok. Foi um dia cansativo mas valeu muito a pena! Para quem  vai passar o dia na cidade meu conselho é: tente ficar o dia inteiro na cidade e conhecer pelo menos esses templos que eu citei. Vi muita gente que passou só umas 3 horas e só visitou 2 ou 3 lugares. A viagem até lá merece muito mais que isso. 

Dicas

1 – Tente chegar o mais cedo possível! O ideal é conseguir passar o dia inteiro na cidade. Chegamos às 12:30 e eu achei super tarde;

2 – Compre uma água de 2 litros já na estação. Nem todos os templos tem estrutura;

3 – Se você for uma dessas pessoas que quer fazer os templos de bicicleta escolha uma época do ano mais fresca! Em abril o clima estava de matar.