Quinta da Baleeira – Nosso hotel no Beto Carrero e algumas opções de alimentação em Penha

Penha, Balneário Camboriú ou Florianópolis. Quem vai ao Beto Carrero tem esses três lugares para escolher quando for decidir aonde vai se hospedar. Florianópolis é muito longe do parque! De carro da mais ou menos 1h30, eu acho que é uma opção para quem vai passar uns bons dias em Floripa e quer aproveitar para passar o dia no parque, fora isso é uma furada. Passar o dia andando pelo parque e depois encarar mais 1h30 de estrada não é moleza.

Balneário Camboriú é uma opção mais próxima, de carro são 30 minutos, é uma boa opção para quem vai ficar mais de 4 dias ou mais e pode visitar vários lugares, tem boas opções de alimentação, hospedagem e diversão.

Já para quem vai fazer como eu e ficar só o fim de semana, a melhor opção é ficar em Penha, cidade onde fica o parque e que também oferece algumas opções fora dele.

Penha não tem tantas opções de hospedagem. Hotel de luxo só em Balneário, mas tem pousadas super aconchegantes que dão conta para servirem como base de descanso entre um dia e outro do parque.

Nós ficamos na Pousada Quinta da Baleeira, que fica a 5 minutos do parque e pertinho da praia. Nossa idéia sempre foi passar dois dias no parque e usar o terceiro para ficar na piscina e talvez conhecer alguma praia. Só que a Gol decidiu fazer uma mudança na malha aérea é basicamente comeu um dia inteiro da nossa viagem. Valeu Gol! #sqn

A pousada Quinta da Baleeira fica na Armação da Baleeira, principal local de caça de Baleias no sul do Brasil, por isso o nome. Felizmente a caça das baleias entrou em decadência e só o nome é que permaneceu. O local atualmente conta com pesca rudimentar e de subsistência.

A pousada tem uma boa infraestrutura, com piscina, café da manhã, estacionamento e quartos com TV e ar condicionado. Além de indicarem empresas que fazem o transporte.

Como já chegamos bem tarde, fizemos o check in e fomos direto para os quartos. Ficamos em um quarto com uma cama queen é uma cama de solteiro. Como a Julia se mexe muito dormindo e as camas eram muito altas, achamos melhor empurrar as camas e fazer uma super cama. O quarto é bem novinho, super limpo e funcional. Os funcionários super prestativos e atenciosos.

O café da manhã sempre é minha parte favorita das hospedagens. Sabe pessoa que não tem maturidade para café da manhã? Meu caso!!! Mas por causa do vegetarianismo eu estava bem apreensiva. O hotel tinha muitas opções, frutas, suco, bolos, granola, chás, café, leite e o meu favorito BOLINHOS DE CHUVA!!!!! Amo!!!!

As áreas de piscina e parquinho foram as favoritas da Julia, no primeiro dia ela queria deixar de ir no Beto Carrero para ficar no parquinho, pena que por causa da mudança no horário do vôo não aproveitamos quase nada. Em todos os dias que ficamos no hotel vimos alguém varrendo o parquinho e lavando a piscina.

Pertinho do hotel, tem um supermercado, então no sábado depois do parque aproveitamos e compramos água e guloseimas para levar no dia seguinte. As coisas no parque são BEM caras, tipo água por 4 reais, pipoca por 9 reais!!! 😱

Nós fomos em dois restaurantes na cidade e meus pais foram em um terceiro. No primeiro dia, depois do parque jantamos, na pizzaria La Cazza, um pizza a lenha muito gostosa e com a equipe mais atenciosa que eu já vi na vida! Um dos meninos descobriu que era aniversário da Julia e eles montaram uma pizza doce em formato de coração, com direito a vela e parabéns! A carinha de Felicidade da Julia foi impagável!!!! Se não bastasse essa gentileza, minha mãe estava se sentindo mal desde cedo, então nós perguntamos se seria fácil pedir um táxi para ela não ter que voltar andando para o hotel, então um deles pegou o próprio carro menos levou de volta. Sério!!!! Que pessoas incríveis!!!!

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Meus pais jantaram na Petisqueira do Alírio e adoraram! O restaurante é de frutos do mar e um prato serve bem duas pessoas. Nós fomos até lá e achamos o lugar uma graça! Tem um varandão de frente para a praia do trapiche. Só que no cardápio não tinham opções vegetarianas, só saladas de folhas :-/

Na nossa segunda noite acabamos jantando no O Coreto, um restaurante que fica de frente para a praia, honesto, nada incrível mas com uma comida com gostinho de feita em casa.

 

The Art of the Brick no Rio – A exposição que tinha tudo para dar certo mas deu muito errado!

Que atire a primeira pedra que não ama Legos! Eu sou apaixonada por eles desde a infância. Minha filha passa horas sentada com os famosos bloquinhos. Nenhuma outra brincadeira tem o poder de deixa-la tão absorta. Então quando eu soube que a exposição The Art of the Brick estava vindo para o Rio eu corri para comprar os meus ingressos.

A exposição é do artista americano Nathan Sawaya que abandonou o direito corporativo em NY para se dedicar a fazer esculturas incríveis com os bloquinhos, corre o mundo há anos e atualmente está em cartaz no Brasil, Madri, Milão e Califórnia. Para a exposição do Rio, que por acaso acontece no meu museu favorito da cidade, trouxe 80 peças entre esculturas e reproduções de estátuas e quadros famosos.

A exposição começou agora (dia 17 de novembro) e fica em cartaz no museu até 15 de janeiro.  Obviamente a exposição está super concorrida. Além do tema que agrada crianças, adolescentes e adultos, o preço é bem amigo, 20 reais a inteira!

Tudo maravilhoso, né? Aí começa o nevoeiro!

No site oficial de venda dos ingressos a opção de compra de meia entrada. Desde o dia anterior eu tentei comprar a meia entrada da Julia pelo site e não havia essa opção. Como eu estava comprando os ingressos bem em cima da hora não poderia esperar muita coisas. O que pensamos, deve ter um número x de ingressos para venda online e um outro número para venda no balcão já que qualquer empresa que organize um evento de grande porte é obrigada a vender 25% dos seus ingressos sem taxa de conveniência cobrada pelas vendas online. Para quem não conhece essa lei, o link está Aqui  .

Deduzi que se eu chegasse no primeiro horário conseguiria comprar os ingressos inteiros e a meia da minha filha de 4 anos. Chegamos lá às 9:20 da manhã. Já tinham algumas pessoas na fila e o segurança avisou que a fila era única, quem já tinha ingresso e quem não tinha ficava misturado mesmo, só separava depois. Os portões só abriram às 10h em ponto, aí o passeio azedou de vez! Um senhor de blusa branca e quase nenhuma identificação ficava do lado de um detector de metais ordenando quem passava direto e quem não passava.  Existiam duas filas para os compradores de ingresso, a fila normal e a dos preferenciais. Notavelmente, a única informação do balcão eram dois cartazes imensos avisando da lei dos 40% de ingressos que eles são obrigados a vender pelo preço de meia entrada e que estranhamente foi omitida do site da exposição. Entramos na fila normal, assim como a maior parte das pessoas. Eis que depois da fila cheia, um dos funcionários, que depois eu descobri ser o coordenador e, segundo ele mesmo, a única pessoa que pode decidir alguma coisa, abriu a fila preferencial para quem estava do meio para o final da fila. Aí começou o bate boca.

Quando chegou na nossa vez eu pedi 4 ingressos inteiros e um meia entrada. Primeira surpresa, os ingressos meia entrada, de acordo com a funcionária, estavam esgotados. Nós fomos as décimas pessoas a serem atendidas. Como os ingressos esgotaram? Segunda surpresa, embora no site da exposição esteja escrito que para compara a meia basta apresentar a carteirinha da escola, na bilheteria vale outra coisa! Terceiro problema, se for um grupo de amigos e quiser pedir 5 ingressos mas pagar 3 de uma forma e 2 de outra, não pode! Descobrimos isso da pior forma possível, eu comprei os meus 3 e quando meus pais foram pagar os deles, já não tinham mais ingressos disponíveis!!! Lembram que eu disse que eram 10h da manhã? Nessa parte já estávamos comprando os ingressos para 12h!!!!! Lembram que tinham só 10 pessoas comprando ingresso na minha frente? Lembra da história de que eles são obrigados a vender 25% dos ingressos na bilheteria porque, por lei, ninguém é obrigado a pagar taxa de conveniência? Só que no caso da exposição, os ingressos vendidos na bilheteria também são comprados pelo site, então as atendentes não tem nenhum controle do número de ingressos que elas tem por dia. Nem adianta falar que nesse caso, não tinha taxa de conveniência, pois embora ela não apareça discriminada na compra, o próprio site da Ingresse informa que a taxa cobrada por eles é de 10% e é repassada ao consumidor, dessa forma todos pagam, já que mesmo na bilheteria as atendentes vendem os ingressos através do site (falo disso mais na frente). Para quem quer ler sobre o valor, basta clicar AQUI

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Notem que no site oficial, eles só avisam dos documentos necessários para a meia entrada, não falam nada que só trabalharão com 40% dos ingressos (o mínimo exigido por lei) de meia entrada. Percebam também que são usadas leis estaduais de SP na exposição que acontece no Rio de Janeiro.

Quarto e principal problema na minha opinião, a equipe é muito mal preparada! Já começou errada com o COORDENADOR não respeitando a fila e passando as pessoas que estavam atrás na frente de todo mundo. Depois foi um festival de “Isso não é minha culpa!”, “Sabia que hoje seria um inferno”, “Eu não posso fazer nada”, “Senhora, as vendas são pelo site, os ingressos só precisam estar disponíveis por lá, acabou! Não tem nada que eu possa fazer”. Querida, NÃO! NÃO tem que estar disponível só por lá. Não faça seu cliente de idiota só porque você acha que tem poder sobre ele! No meio da discussão o tal coordenador apareceu, debochado e sarcástico, ele me fez entender o porque de uma equipe tão mal humorada e de má vontade, que queria se eximir de toda e qualquer culpa, ele era o ápice da falta de coordenação da equipe que ele mesmo coordena. No fim, depois de tanto bate boca, ele nos liberou para entrar no horário das 10h, pagando 5 inteiras.

Nesse momento, minha vontade de conhecer a exposição já tinha se esgotado, mas fomos mesmo assim. Lá dentro uma nova surpresa, o número de ingressos vendidos por horário vai muito além de uma quantidade razoável. Os funcionários que deveriam estar cuidando e zelando pelas peças mal conseguiam ver as crianças metendo a mão em todas as esculturas. Os pais, por sua vez, ignoravam solenemente os cartazes que informavam que era proibido tocar as obras e aproveitavam para abraçar as estátuas em mais um selfie.

Com relação às obras. São lindas! É inacreditável a habilidade do artista, os detalhes, as nuances, a delicadeza em peças que usam as laterais das pecinhas para formar quadros tão conhecidos. As representação dos quadros foram a minha parte favorita da exposição, já a Julia preferiu a ossada gigante de dinossauro.

A sala com as duas mesas de lego é impossível de entrar, tentamos e não conseguimos, parecia um concerto de rock. A loja tinha poucas e caras peças. No final saímos com a  sensação de que o barato saiu caro e que gastamos 60 reais para não conseguir ver nada sem tomar um empurrão, um pisão ou uma cotovelada. Espero que a organização melhore, que nos próximos dias reduzam o número total de pessoas admitidas por horário e que respeitem a lei que garante a venda dos ingressos na bilheteria e que essa quantidade de ingressos seja real e não os poucos restos do site.

Para quem quer se aventurar, a exposição vai até o dia 15 de janeiro, sugiro ir durante a semana e evitar os fins de semana a todo custo. Também sugiro muita paciência.

Se quiser comprar o ingresso no site para não se irritar na bilheteria o link está AQUI

The Balcony Chiang Mai Village – Nosso hotel em Chiang Mai

Chiang Mai aparece em TODOS os guias sobre a Tailândia um dos melhores lugares para fazer turismo no país. É a cidade mais barata da para se visitar na Tailândia, você provavelmente irá ler em muitos lugares que ela é o lugar mais incrível que existe. Que é a capital espiritual do país e tal.

Para ser muito sincera foi a cidade que eu menos gostei em todo o Sudeste Asiático. Ela é vendida como a maior maravilha do mundo, mas na verdade é uma cidade plana enorme, muito seca e poluída e que sobrevive às custas da exploração de pessoas e animais.

Isso não quer dizer que a cidade é horrível e que eu não ache que ela não merece uma visita, mas sem dúvida nenhuma, eu acredito que é um turismo que deve ser discutido e questionado. Mas isso é assunto para um outro momento.

Chiang Mai é uma cidade grande que é vendida como cidade pequena. Quando eu comecei a pesquisar sobre a cidade eu imaginava uma coisa meio Itacaré, sabe? Talvez meio Búzios, só que sem as praias. Um vilazinha com um potencial turístico inacreditável. Estava enganada. A cidade não tem nada de vila, é gigante e dividida entre a parte antiga, que fica dentro da muralha, e a parte nova, que cerca essa muralha.

Quando eu comecei a presquisar sobre os hotéis da cidade eu logo percebi que ficar dentro da parte murada sairia bem mais caro do que que do lado de fora, mas também percebi que para quem viaja sem carro, meu caso, tudo fica meio longe.

Olhando pelo Booking O hotel The Balcony Chiang Mai Village parecia uma excelente opção, novinho, foi inaugurado em 2013, nós viajamos em 2015, os reviews eram maravilhosos e o preço bem convidativo.

De antemão eu já sabia que ficaríamos distantes do centro e que ocasionalmente rolavam umas festas de casamento no terreno do lado que incomodavam muito os hóspedes com uma música alta que varava a madrugada. Mas também sabia que o hotel contava com somente 12 quartos bastante exclusivos.

Contratamos com o próprio hotel um transfer que nos buscaria na estação de trem. Para nossa surpresa, quando chegamos na estação, depois de uma noite dormida no trem, fomos recepcionados por um super carro utilitário de luxo. Só para nós 3!

Chegamos no hotel cedo e pediram que esperássemos na recepção ou no restaurante que existe na parte da frente ao hotel, o Fang Coffee. Fomos para o restaurante, que por sinal era muito agradável, e ficamos lá por quase uma hora, uma funcionária do hotel foi até lá nos buscar e avisou que nossos quartos ficariam prontos mais cedo do que o esperado.  O hotel é super bem decorado, inspirado nas tribos das montanhas, com muita madeira escura contrastando com paredes claras, bastante verde e detalhes de bambu. Também tinham várias estátuas pelo hotel.

Nosso quarto ficava no primeiro andar da construção anexa e só poderia ser descrito como FENOMENAL! Ele era imenso! Ficamos no Grand Deluxe, que é o maior quarto que eles tem . São 40m2 de pura felicidade. Piso de tábua corrida, móveis escuros, cortinas e roupas de cama claras, uma caminha extra (onde a Julia poderia dormir) e uma cama de casal gigantesca que se eu pudesse teria enviado para a minha casa (e onde a Julia realmente dormiu, porque ela é dessas). Melhor cama que já ficamos na vida, e olha que nós sempre damos sorte e pegamos hotéis com camas maravilhosas, mas essa espetacular!! Nem a Julia conseguiu esconder a felicidade e ficou correndo loucamente pelo quarto, subindo nas camas, calçando o chinelo de palha que eles deixam para os hóspedes. Lembrando que na Tailândia o costume é não usar o sapato dentro de casa, e o mesmo deve ser aplicado aos quartos de hotel. Era comum ver na escadinha do quarto os sapatos e chinelos dos hóspedes.

O quarto tinha ainda um banheiro com uma banheira, secador de cabelo e um aparador que serviu diversas vezes como fraldário. Nosso quarto tinha vista para a piscina e uma mesas com duas cadeirinhas. Além disso tudo, as facilidades que normalmente tem nos hotéis: TV, ar condicionado, cofre, microondas, cafeteira, chaleira elétrica, frigobar, wifi, produtos de banho.

A piscina era muito boa e contava com uma parte de Jacuzzi e uma outra que é tipo uma fonte onde no centro fica um vaso enorme, essa parte é bem rasa e foi praticamente uma piscininha para a Julia, ela amou.

Nós precisávamos lavar roupa quando chegamos em Chiang Mai, mas era bem caro lavar pelo hotel, então a única funcionária que falava bem inglês, nos ofereceu que uma das moças da limpeza levasse para a casa dela e lavasse. Foi bem barato, acho que uns 5 dólares e a roupa voltou lavada e passada.

O café era bom, nada fenomenal se comparado ao do Eastin Grand Sarthon. Eram 3 opções, um prato asiático que vinha com arroz, peixe e salada, um americano com salsicha, bacon e  ovos mexidos e o terceiro tinha torrada, frutas, granola e iogurte. Comi todos e todos estavam excelentes. Única reclamação que eu tenho sobre o café da manhã é que eles regulavam a quantidade de frutas, então a Julia, que comia só o ovo mexido, pedia fruta e eles faziam cara feia para dar. Mas é só ignorar que eles trazem mesmo contrariados. Os funcionários são prestativos mas falavam bem pouco inglês, com excessão de uma das funcionárias que eu acho que era a gerente, isso foi um problema algumas vezes.

O Preço do hotel é muito bom para o conforto que ele oferece. Dei uma pesquisada hoje e o quarto que ficamos está saindo por uns 275 reais a diária. De um modo geral os funcionários foram super solicitos, nos ajudando a escolher o curso de culinária que eu faria e os passeios.  Como ponto fraco: A distância do centro e o fato deles não terem transfer gratuito para o centro nenhuma vez durante o dia, só tem para o mercado noturno a noite. Essa brincadeira acaba ficando cara. E a dificuldade para eles colocarem mais frutas no prato.

No geral foi um hotel que eu gostei muito e que com certeza eu voltaria se retornasse a Chiang Mai.

Como conciliar o ano letivo e viagens

Quem é viciado em viagens não divide as fases da infância de acordo com o desenvolvimento, como a maioria das pessoas, mas sim de acordo com a facilidade que será viajar com essa criança.  Quando ela nasce é a fase do “Essa fase é fácil, dá para viajar com ela sem pagar nada por isso, ela vai aonde eu quiser, tudo é lindo e eu só estou cansada”,  a segunda fase é “A criança já paga,  mas ainda é fácil de convencer ela a ir aonde eu quero e ninguém vai me julgar por deixar ela faltar a escola 30 dias”, depois vem a fase do “Ainda vai ande eu quero, mas vou arrumar problema se deixar faltar a escola mais de 15 dias”, depois vem a fase do “Não vai nunca a lugar nenhum comigo, só vai se for uma desculpa para matar aula” e por último vem a fase do “Não vai viajar comigo! Esqueceu do vestibular?!?!? Vai estudar para ter um emprego e bancar as suas viagens”. Eu sempre fiquei bem tensa com os anos em que a criança está na escola por um motivo bem egoísta, eu ODEIO viajar em alta temporada! Só de pensar em lugares lotados, viagens caras, me dá até alergia. Então estou aproveitando que a Julia é pequena e evitando entrar nas disputas de férias com os colegas pelo famigerado mês de janeiro.

Sempre pensei que até o fundamental não teria nenhuma dificuldade em tirar a Julia da escola por um período de viagem já que ela estaria aprendendo novas coisas viajando e que a educação infantil não é focada em conteúdo (Ainda bem!).  Eu entendo que a primeira infância é um período de descobertas e aprendizado de forma lúdica, então qual seria o problema em deixar de ir na escola por uns dias?!?!?! Logo, eu poderia tirar a Julia da escola por um mês sem problemas né? Só que não! Quando eu decidi em viajar durante o período escolar eu pensei na viagem, na família e esqueci do personagem principal, a Julia!


Como a adaptação à educação infantil foi muito tranquila, eu jamais pensaria que a volta às aulas seria complicada! Mas foi! A criança que entrou na primeira vez na escola super confiante e nem me deu tchau, quando voltou de férias esse ano fez um escândalo. Ela chorava, gritava, agarrava no meu pescoço, coisa que nunca tinha feito antes. Nem os amiguinhos, que ela adora, serviam como moeda para ela querer ir para a escola.

Mas é fácil entender porque isso é provável de acontecer. A criança passa diversos dias fazendo só atividades legais, tem a chance de ter os pais só para ela por dias inteiros, o que é impossível no dia a dia de pais que trabalham fora, tem os horários bem flexibilizados, a alimentação também é mais relaxada. Quando volta é um choque. Mais ou menos como o que nós adultos sentimos quando voltamos ao trabalho após as férias. 😉

Como terminou a nossa novela? A Julia readaptou depois de umas duas semanas e muito drama. Eu chorei nos 3 primeiros dias o que eu não chorei quando ela adaptou na escola na primeira vez, todos sobrevivemos, mas mudamos um pouco nosso pensamento sobre viagens durante o ano letivo. Não desistimos de viajar, mas não vamos mais ficar tanto tempo longe.

Quer saber como outros pais lidam com esse dilema? Dá uma olhada abaixo no que outros blogueiros escreveram!!!!

Viagens que sonhamos

Viajar hei

Vamos por aí

Diário de viagem

Mel a mil pelo mundo

Esquentando a barriga no fogão na Tailândia – Aula de culinária 

Eu amo comer! E por um acaso do destino, eu sou dessas que além de amar comer, também ama cozinhar. Eu gosto mesmo. Então quando estava montando o roteiro do Sudeste Asiático, nunca nem passou pela minha cabeça não fazer uma aula de culinária de uma das minhas cozinhas favoritas, a Tailandesa. Na verdade, eu queria ter feito uma em cada país, mas o roteiro apertado não permitiu e eu tive que escolher um único lugar.

Fazer uma aula de culinária no Sudeste Asiático é fácil. O programa já virou uma atividade turística e em qualquer cidade que você vá, tem pelo menos um pacote que normalmente oferece uma visita a um mercado local + aula de culinária (essa aula pode ser de um dia inteiro ou de meio dia).

Como eu já tinha cortado uma série de atividades em Chiang Mai por não concordar com a exploração predatória, era nessa cidade que eu teria mais tempo vago, então foi lá que eu decidi colocar minha barriga para esquentar em um fogão.

Eu tinha pesquisado e escolhido a escola de culinária aqui no Brasil. Como toda boa turista, eu escolhi a Mai Thai Cookery School que é a mais conhecida e popular devido ao dono, o culinarista Sompon Nabniam, uma espécie de Jamie Oliver da Tailândia, mas não reservei. No pr[oprio site já tinha visto que o dia de aula custaria 1.450 bath. Quando eu cheguei no hotel de Chiang Mai fui conversar com a gerente sobre os passeios na cidade e falei que queria fazer a aula de culinária na Mai Thai. Ela me disse que era boa mas me perguntou se eu não preferia fazer a aula em um lugar mais barato (o dia de aula saiu por 1000 bath), tão bom quanto e que geraria renda para pessoas locais ao invés de dar dinheiro para um cara que já era rico. Aí a ficha caiu! Óbvio que eu prefiro mover a economia local!!! Foi uma ótima troca!

A escola de culinária que ela me sugeriu foi a Thai Kitchen Cookery Centre Uma escola pequena e simples bem mais barata do que as escola de culinária badaladas.

Como a Julia é muito pequena e os dotes culinários do meu marido se restringem a sanduíches e ovos mexidos, deixei os dois no hotel dormindo e saí para a minha aula.

O carro me buscou bem cedo, eram 8:15 quando estacionaram na porta do hotel. Dentro da picape transformada em Tuk Tuk já tinha uma Norueguesa e depois ainda entrariam mais umas 8 pessoas que foram gentilmente espremidas nos dois bancos laterais enquanto o motorista nos jogava de um lado para o outro, daquela forma que só os tailandeses sabem fazer.

A faixa etária os aspirantes a Antony Boirdain estava na casa dos poucos 20 anos, quase todos estudantes que ou estavam de férias ou faziam um semestre da faculdade na China e foram para a Tailândia passar uns dias. Na faixa dos 30 anos, só eu e um americano. Mais que isso só um japonês na casa dos 50 que era o mais animado de todos.

Quando chegamos na casa/galpão que era nossa escola de culinária tivemos uma breve escolha dos pratos que seriam feitos e os funcionários foram apresentados. Essa parte é meio corrida. Te dão uma folhinha tipo uma comanda do Espoleto e você tem que escolher rapidamente 6 pratos: 1 curry, 1 entrada com o curry, 1 prato principal, 1 aperitivo, 1 sopa e 1 sobremesa. Logo depois fomos direto para um mercadinho local.

A parte do mercado é muito interessante e faz com que você entenda o motivo para os seus pratos feitos aqui no Brasil nunca terem o mesmo sabor que os pratos de lá. Conhecemos ingrediente por ingrediente, todos os tipos de gengibre, limão e ervas que existem. Muita gente pula essa parte e opta por fazer só a parte da tarde do tour. Na minha opinião, é uma lastima perder a parte mais importante do tour, já que o contato com ingredientes é essencial para uma boa cozinha, além de acontecer em um mercadinho pequeno onde os únicos turistas serão o seu grupo. Depois você não pode reclamar que seu curry feito em casa parece mais um ensopado da vovó!

Voltamos para a escola e já encontramos os ingredientes do nosso primeiro prato higienizados, cortados e separados! A “aula” de culinária é meio que uma experiência estilo programa da Ana Maria Braga, todo o trabalho pesado já vem pronto e você só mistura os ingredientes. Quem não cozinha fica se achando quase um Master Chefe já que basicamente não tem como dar completamente errado. Os cozinheiros são agrupamos de acordo com o tipo de curry escolhido.

As opções de pratos são as mais conhecidas, não tem nenhum prato super elaborado. São os pratos clássicos e que são conhecidos no mundo. Existem alguma escolas que oferecem cursos de alguns dias, uma semana e de até um mês, onde você pode ficar submerso na culinária local. Fiquei tentada a fazer uma submersão dessas algum dia, mas não foi dessa vez.

O primeiro prato foi bem simples, uma sopa Tom-Yom-Goong, uma sopa de camarão com um curry vermelho que já tinha sido preparado anteriormente pelo pessoal do curso.
Já o segundo deu mais trabalho, o motivo? Nós mesmos fizemos a pastinha do curry, o que inclui um intenso trabalho no pilar para transformar todos os ingredientes na pasta que dará base ao curry, que ficou maravilhoso! Nosso grupo foi basicamente o mesmo do primeiro prato, já que quase todos escolhemos os dois currys.

Curry pronto, fizemos oKieow-Wan, um prato com frango que usa o curry verde como base para o caldo.

Então paramos e fomos para uma salinha (com ar condicionado ligado no máximo!!!) onde almoçamos os nossos pratos recém preparados e bebemos um suco de tamarindo que estava gostoso mas roxo demais para mim que já fiquei achando que era desses sucos de pozinho cheio de anilina (sim, sou chata e não como essas porcarias!).

Depois de comer voltamos para preparar o prato principal. É nesse momento que chegam as pessoas que optaram por fazer somente metade da aula de culinária.

No terceiro prato fomos reagrupados em um grupão já que quase todos escolheram como prato principal o Pad Thay. Meio injusto com os outros pratos principais, já que o Pad Thay é uma unanimidade.

O quarto prato foi o rolinho Primavera. Vou confessar que esse eu queria muito aprender Porque já tinha tentado fazer em casa e falhado miseravelmente. Eles não ensinam a  massa do rolinho mas contam o segredo para um recheio perfeito (macarrão fininho de arroz!! 😂) e a selar as bordas para não abrir na hora da fritura. Depois de pronto, voltamos para a salinha refrigerada para comer os dois últimos pratos.

No final dessa segunda parte eles ainda trazem uma bandeja de aperitivos que eles comem da seguinte forma: vão colocando um pouquinho de cada ingrediente em uma folha, colocam um molho, uma pimenta inteira (!!!), enrolam e enfiam tudo na boca. Dá um medo danado por causa da pimenta mas foi a coisa mais incrível que eu comi na Ásia. É uma explosão de tantos sabores na sua boca que parece que você está comendo fogos de artifício! É incrível!!!!

Depois da orgia gastronômica e muitas risadas, o grupo já estava tão  entrosado que nós quase desistimos de fazer a sobremesa para continuar conversando.

A parte da sobremesa foi um pouco frustrante. Nós basicamente olhamos uma das cozinheiras preparar um Stick Rice. Ninguém aguentava comer mais nada, então demos uma garfada e largamos. Acho que por isso mesmo eles só fazem um para todo o grupo.

No fim ganhamos um certificado do curso, um livro com as receitas, colocamos nosso adesivo com nome em uma enorme parede com adesivos, nos despedimos e fomos levados direto para os hotéis.

Sinceramente achei que quem chega depois fica meio perdido ao ser jogado em um grupo que já está bem entrosado. Ao escolher o tempo de duração da aula você só sabe que escolhe entre 5 ou 3 pratos e se vai ou não no mercado. Achei uma pena a pessoa não aprender nenhum curry. O meio tour só faz o prato principal, o aperitivo e uma sobremesa. Minha opinião é a seguinte: gosta de cozinhar? Faço o dia inteiro! Não gosta/sabe cozinhar mas quer a experiência? Fique com o meio tour. De uma forma ou de outra faça pelo menos uma aula de culinária no Sudeste Asiático.

Tour de graça: Como foi nosso passeio com o I’m Free Tour de Sydney

Conhecer uma cidade com um guia local, normalmente um estudante de história ou turismo, de uma forma descontraída, passando por lugares que a maioria dos guias tradicionais não passaria, essa é a proposta dos Free Walking Tours. Gostou da proposta? E se eu te falar que eles são gratuitos?!?!?!
Os Free Walking Tours são uma febre nas maiores cidades do mundo, lembro que quando fui em Berlin em 2009 eles eram a grande sacada turística do ano. Atualmente é bem difícil achar uma cidade que não esteja contemplada com alguma empresa oferecendo o serviço (Oi! Rio de Janeiro! Cadê o seu?!?!?). Na verdade eles não são realmente gratuitos, no início do passeio os guias avisam quanto normalmente custaria um tour como aquele, mas você é que decide no final quanto quer ou pode pagar.
Normalmente essas empresas funcionam de forma bem parecida. Uma agência virtual indica no site onde é o ponto de encontro, um resumo do roteiro que será feito e a história da empresa. Muitas empresas oferecem o tour em dois horários, pela manhã e de tarde. Chegando no ponto de encontro basta procurar o guia (Normalmente alguém bem jovem e com cara de estudante) que em 98% dos casos estará vestido com uma camisa de cor berrante com o logo da empresa. Em alguns lugares há a necessidade de reservar um lugar no grupo devido ao número limitado de participantes, em outros basta chegar no local e horário marcado. Os passeios são longos e normalmente duram de 2h à 5h e são realizados andando mesmo, então se prepare, vista uma roupa confortável, um tênis que não machuque e leve sua garrafa de água e um lanchinho.
Como os guias normalmente são voluntários, eu sugiro dar pelo menos uma gorjeta no final, mesmo que não seja muito.


Na Austrália a empresa mais conhecida é a I’m Free Tour, que oferece passeios guiados em Sydney e em Melbourne. Criação de Justine e Ross há mais de 6 anos, a I’m Free Tour é totalmente independente e não recebe nenhum subsídio do governo e de nenhuma outra empresa privada. Eles se conheceram enquanto cursavam arquitetura na faculdade de Sydney e decidiram mostrar a cidade de uma forma mais descontraída, indo além da história e falando sobre política, vida social e cultural.
A I’m Free Tours oferece dois tour em Sydney, um tradicional mostrando downtown que acontece duas vezes ao dia, uma às 10:30 e outro às 14:30, já o outro tour acontece à noite no bairro The Rocks e foca bastante nos pubs e nas histórias um tanto quando macabras do bairro mais antigo da cidade.
Nós fizemos o tour tradicional pela manhã. Chegando no ponto de encontro no Sydney Town House demos de cara com dois guias e umas 50 pessoas. Esperamos um pouco para ver se chegariam mais pessoas e quando estávamos em uns 70 o grupo foi dividido em 2. Os guias já começam contando sobre a história da cidade na praça que abriga a prefeitura e de lá seguem para o Queen Victoria Building. Para minha surpresa, nós não só passamos pelo prédio, como entramos e a Justine, nossa guia, aproveitou para contar a história desse que é um dos prédios mais bonitos da cidade.
De lá seguimos pelos labirintos subterrâneos de Sydney, passamos pela Tower Eye e chegamos no Hyde Park. Subimos pela Macquarie Street e eu fiquei encantada pelo antigo hospital da cidade. Continuamos andando por Downtown, entramos em um beco para ver uma instalação de arte chamada Forgotten Songs onde várias gaiolas suspensas emitem sons de pássaros. Fizemos só metade do tour porque a Julia começou a ficar chatinha de fome mas eles continuaram.


A única criança do tour era a Julia. Acho que como nós também éramos os únicos brasileiros e nossa guia tinha acabado de voltar de um tour pela América Latina, nós tivemos mais atenção dela. É um tour longo então sugiro roupas bem confortáveis. Sugiro também que vocês levem lanches para não ter que parar o tour no meio do caminho como nós paramos.
Nós demos muita sorte de pegar a própria Justine como guia! Ela é INCRÍVEL!!!! Durante o passeio foi dando várias dicas maravilhosas e completando com informações sobre arquitetura e história.
Queria ter feito o tour noturno mas não conseguimos arrumar tempo. Já em Melbourne vimos o tour começar no dia que fomos na biblioteca da cidade e ele estava super vazio, acho que só tinham umas 5 pessoas. Como estava chovendo nós nem nos animamos.

Promoção da Star Alliance da viagem de volta ao mundo a um super sortudo

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Uma promoção da Star Alliance vai dar uma passagem de volta ao mundo para um sortudo com direito a um acompanhante… de executiva!!!!
Sete blogueiros de viagem escolheram fotos de vários lugares do mundo e os inscritos devem descobrir em que cidades essas fotos foram tiradas. É possível ler o itinerário das viagens dos blogueiros para conseguir pistas sobre os locais em que as fotos foram tiradas. As viagens servem também de inspiração para quem está pensando em dar uma voltinha pelo planeta.
Vale lembrar que a Star Alliance engloba 23 das melhores companhias aéreas do mundo e que com um bilhete de volta ao mundo dá para voar por várias dessas companhias.
As inscrições devem ser feitas pelo site: http://www.staralliance.com/en/whereintheworld
Até o dia 30 de setembro as inscrições estão abertas e o resultado final sai no dia 31 de outubro. Se alguém ganhar e quiser me levar eu aceito!!!