Tour de graça: Como foi nosso passeio com o I’m Free Tour de Sydney

Conhecer uma cidade com um guia local, normalmente um estudante de história ou turismo, de uma forma descontraída, passando por lugares que a maioria dos guias tradicionais não passaria, essa é a proposta dos Free Walking Tours. Gostou da proposta? E se eu te falar que eles são gratuitos?!?!?!
Os Free Walking Tours são uma febre nas maiores cidades do mundo, lembro que quando fui em Berlin em 2009 eles eram a grande sacada turística do ano. Atualmente é bem difícil achar uma cidade que não esteja contemplada com alguma empresa oferecendo o serviço (Oi! Rio de Janeiro! Cadê o seu?!?!?). Na verdade eles não são realmente gratuitos, no início do passeio os guias avisam quanto normalmente custaria um tour como aquele, mas você é que decide no final quanto quer ou pode pagar.
Normalmente essas empresas funcionam de forma bem parecida. Uma agência virtual indica no site onde é o ponto de encontro, um resumo do roteiro que será feito e a história da empresa. Muitas empresas oferecem o tour em dois horários, pela manhã e de tarde. Chegando no ponto de encontro basta procurar o guia (Normalmente alguém bem jovem e com cara de estudante) que em 98% dos casos estará vestido com uma camisa de cor berrante com o logo da empresa. Em alguns lugares há a necessidade de reservar um lugar no grupo devido ao número limitado de participantes, em outros basta chegar no local e horário marcado. Os passeios são longos e normalmente duram de 2h à 5h e são realizados andando mesmo, então se prepare, vista uma roupa confortável, um tênis que não machuque e leve sua garrafa de água e um lanchinho.
Como os guias normalmente são voluntários, eu sugiro dar pelo menos uma gorjeta no final, mesmo que não seja muito.


Na Austrália a empresa mais conhecida é a I’m Free Tour, que oferece passeios guiados em Sydney e em Melbourne. Criação de Justine e Ross há mais de 6 anos, a I’m Free Tour é totalmente independente e não recebe nenhum subsídio do governo e de nenhuma outra empresa privada. Eles se conheceram enquanto cursavam arquitetura na faculdade de Sydney e decidiram mostrar a cidade de uma forma mais descontraída, indo além da história e falando sobre política, vida social e cultural.
A I’m Free Tours oferece dois tour em Sydney, um tradicional mostrando downtown que acontece duas vezes ao dia, uma às 10:30 e outro às 14:30, já o outro tour acontece à noite no bairro The Rocks e foca bastante nos pubs e nas histórias um tanto quando macabras do bairro mais antigo da cidade.
Nós fizemos o tour tradicional pela manhã. Chegando no ponto de encontro no Sydney Town House demos de cara com dois guias e umas 50 pessoas. Esperamos um pouco para ver se chegariam mais pessoas e quando estávamos em uns 70 o grupo foi dividido em 2. Os guias já começam contando sobre a história da cidade na praça que abriga a prefeitura e de lá seguem para o Queen Victoria Building. Para minha surpresa, nós não só passamos pelo prédio, como entramos e a Justine, nossa guia, aproveitou para contar a história desse que é um dos prédios mais bonitos da cidade.
De lá seguimos pelos labirintos subterrâneos de Sydney, passamos pela Tower Eye e chegamos no Hyde Park. Subimos pela Macquarie Street e eu fiquei encantada pelo antigo hospital da cidade. Continuamos andando por Downtown, entramos em um beco para ver uma instalação de arte chamada Forgotten Songs onde várias gaiolas suspensas emitem sons de pássaros. Fizemos só metade do tour porque a Julia começou a ficar chatinha de fome mas eles continuaram.


A única criança do tour era a Julia. Acho que como nós também éramos os únicos brasileiros e nossa guia tinha acabado de voltar de um tour pela América Latina, nós tivemos mais atenção dela. É um tour longo então sugiro roupas bem confortáveis. Sugiro também que vocês levem lanches para não ter que parar o tour no meio do caminho como nós paramos.
Nós demos muita sorte de pegar a própria Justine como guia! Ela é INCRÍVEL!!!! Durante o passeio foi dando várias dicas maravilhosas e completando com informações sobre arquitetura e história.
Queria ter feito o tour noturno mas não conseguimos arrumar tempo. Já em Melbourne vimos o tour começar no dia que fomos na biblioteca da cidade e ele estava super vazio, acho que só tinham umas 5 pessoas. Como estava chovendo nós nem nos animamos.

Promoção da Star Alliance da viagem de volta ao mundo a um super sortudo

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Uma promoção da Star Alliance vai dar uma passagem de volta ao mundo para um sortudo com direito a um acompanhante… de executiva!!!!
Sete blogueiros de viagem escolheram fotos de vários lugares do mundo e os inscritos devem descobrir em que cidades essas fotos foram tiradas. É possível ler o itinerário das viagens dos blogueiros para conseguir pistas sobre os locais em que as fotos foram tiradas. As viagens servem também de inspiração para quem está pensando em dar uma voltinha pelo planeta.
Vale lembrar que a Star Alliance engloba 23 das melhores companhias aéreas do mundo e que com um bilhete de volta ao mundo dá para voar por várias dessas companhias.
As inscrições devem ser feitas pelo site: http://www.staralliance.com/en/whereintheworld
Até o dia 30 de setembro as inscrições estão abertas e o resultado final sai no dia 31 de outubro. Se alguém ganhar e quiser me levar eu aceito!!!

Nosso terraço favorito para admirar a Opera House – MCA cafe and sculpture 

Um mar azul, umas construções deslumbrantes, um céu incrível e um monte de gente linda fazendo exercício. Basta sentar em um café ou restaurante em Sydney e essa é a vista que você vai ter. Claro que se o ponto de observação ficar a alguns metros do solo, a vista será ainda mais estarrecedora. Sydney é uma dessas cidades que fica ainda mais bonita quando vista do alto e tem vários terraços incríveis para se admirar a cidade.

Alguns lugares altos com vistas incríveis da cidade aparecem sempre nos guias e blogs que falam sobre Sydney, como a passarela da Cahill Expressway, a Torre de Sydney, o Observatório do The Rocks, a própria Harbour Bridge…

Já o nosso terraço favorito foi o do MCA café. O restaurante que fica no alto do Museu de arte contemporânea de Sydney. Bem no meio do meio do The Rocks. É aquela vista de cartão postal sabe? Opera House de um lado, Harbour bridge do outro, um mar azul no meio. Meio que não tem como dar errado né? E para melhorar, dá para aproveitar a vista sem pagar nada!!! À entrada do Museu é gratuita, só algumas exibições são pagas, e não precisa consumir nada para dar uma olhadinha no varandão do café. 

Particularmente, eu aproveitaria para descansar das andanças pelo museu e pelo The Rocks e  lancharia por lá. A comida é bem gostosa, a cerveja é gelada e eles têm um leite batido com morangos que é uma delicia! Os preços também não são dos piores. 

O cardápio do restaurante muda sazonalmente e muitas vezes segue as exibições que estão acontecendo no momento, por exemplo, eles estão com uma exposição de artistas Coreanos então o cardápio está repleto de pratos inspirado na culinária coreana.

A vista de dentro do restaurante é tão surreal que parece que colocaram uma painéis de LED nas paredes e tudo aquilo é uma projeção. 

Como visitar o Featherdale Wildlife Park de transporte público 

Não, eu não gosto de Zoológicos! Sim, eu sou contra a exploração de animais. Mas eu não vou mentir, eu queria muito ver um coala! Sabe desejo de infância? Então! Mal sabia que eu me apaixonaria muito mais pelos Wallabies do que pelos Coalas.  Acabou que fomos em dois zoológicos durante a viagem. Ambos com propostas bem diferentes dos zoológicos tradicionais mas ainda zoológicos. Todo o bom carma que eu consegui atrair por não fazer nenhuma atividade exploratória de animais no Sudeste Asiático foi pelo ralo na Austrália.

Descartei imediatamente o Taronga, zoológico mas famoso de Sydney, por ser um Zoo tradicional e ter um preço salgado demais para o nosso planejamento. Enquando eu estava pesquisando sobre o passeio de um dia nas Blue Mountains o Featherdale Wildlife center apareceu. Muitos pacotes que saem de Sydney para as Blue Mountains incluem algumas horas no parque. Os planos iniciais incluíam visita-lo por umas duas horas pela manhã e depois continuar viagem até as Blue Mountais. Só que a Julia gostou tanto que acabei desistindo das Blue Mountains e fiquei no Featherdale até o meio da tarde.

O Featherdale era originalmente uma fazenda de aves domésticas (galinhas, patos…)  que em 1972 virou um parque de vida selvagem. É um parque privado, como a maioria dos parques de animais da Austrália. O objetivo central do parque é de servir como santuário para animais que não sobreviveriam na natureza. O símbolo do parque é um coala chamado Archer que foi encontrado ainda muito filhote com a mãe órfã. Ele foi tratado no Featherdale e está lá até hoje para contar a história. 

Chegar no Featherdale de transporte público é bem fácil, embora o caminho não seja curto, basta pegar um trem na estação central. As linhas que chegam no parque são a North Shore and Western line e a estação mais próxima do parque é a Blacktown Station. Saindo da estação ficam várias plataformas de ônibus, o da plataforma 9 te deixa no parque. 

Quase perdi a entrada do parque porque o motorista não avisa que o ponto é do Featherdale e a entrada não tem nenhuma sinalização que chame muito a atenção. Nossa sorte foi ter pego o ônibus com uma família australiana que estava indo para um centro de cultura aborígene que fica próximo ao parque, do contrário estaríamos no ônibus até hoje.

Logo na entrada eles distribuem um mapa  do lugar com os horários das palestras e algumas regras do parque. Passando a catraca de entrada você já dá de cara com os Wallabies. Marsupiais que parecem cangurus em miniatura e que são as criaturas mais deliciosas que eu já vi! Queria ter trazido um na mala!!! Eram vários! Muitas estavam com seus filhotes guardados na sua bolsa abdominal então era comum estar fazendo carinho em um e do nada aparecer um rabo, um pé ou uma cabecinha extra. A coisa mais fofa!! Julia ficou encantadas, até se aventurou em fazer carinho em quase todos.

Alguns cangurus jovens também ficam nessa parte. É interessante perceber que os cangurus só ficam soltos assim enquanto jovens. Ao atingir a idade adulta eles podem ficar um pouco agressivos (sabe o canguru dos desenhos animados? O que luta boxe e da patadas? Com certeza é um adulto!). Só encontramos os adultos em um outro local do parque, em uma área bem maior e isolada por uma cerca baixa.

No parque você pode comprar um cone com um matinho dentro que é a alimentação deles, custa 1 dólar australiano e é a felicidade da galera, os bichos ficam loucos com a comida e as criança também. Achei interessante ter essa opcão, além de vários avisos para não oferecerem outros alimentos pois fariam mal aos animais. Vi também alguns avisos para não oferecerem a comida dos marsupiais a outros bichos, principalmente na parte dos pinguins.

Na área dos Wallabies também estão os Wombats, uma outra espécie de marsupial que lembra um porquinho mais baixo e redondinho. Com esses, a interação é proibida pois eles atacam. 

Logo depois dos Wallabies tem uma parte com répteis onde você pode segurar cobras e tal, a Julia saiu correndo e eu vou confessar que répteis gelados não são exatamente a minha idéia de animais que podem ficar rodeando a minha mão. Fiquei com um pouco de pena do cuidador que estava todo solicito tentando fazer com que as pessoas aprendessem alguma coisa sobre as cobras e ninguém dava atenção, todos corriam para a parte dos coalas.

Depois das cobras, quer dizer, dos répteis, vem a parte mais esperada. Você entra em um corredor com vários cubículos, cada um com uma pequena árvore e um ou dois coalas, eles ficam lá paradões, dormindo, te olhando. Logo em seguida você entra em uma fila para ver um coala de perto. Para minha sorte, só tinham umas duas pessoas na frente. 

Então vem o tal encontro com o coala! É tudo meio rápido. Você para do lado do coala, uma das monitoras te avisa que só pode fazer carinho na parte de baixo das costas (não sei se isso vale para todos os coalas ou só para o que eu vi). Segundo as monitoras, os coalas ficam só alguns minutos expostos e depois são trocados por outros para não se irritarem, mas acho que isso não funcionou muito com o meu porque na hora que eu encostei nele, ele tentou me acertar com um golpe em câmera lenta. Julia ficou apavorada e eu achei que pareceu um desenho animado bizarro. Vamos dizer que a Julia prefere só os coalas de pelúcia até hoje.  

Aparentemente coalas são bichos meio estressadinhos que não curtem muito contato. Meio fácil de entender né? O bicho fica ali, doido para dormir as suas 18 horas de sono diárias e vem um monte de gente perturbar!! As pessoas perdem a noção, logo depois que passamos pelo coala veio um grupo de chineses com milhões de câmeras pipocando flashs, passando a mão pelo coala inteiro, teve um que até tentou abraçar. Até eu fiquei torcendo para o coala dar uma unhada em um deles.  

Pegar um coala no colo é proibido na maior parte da Austrália, o que eu acho bem prudente já que eles têm unhas enormes que podem fazer um estrago. Ao que parece, assim que eles sobem nas pessoas eles fazem xixi para marcar o território! Uma outra informação que me deram foi que a maioria dos coalas que estão livre são portadores de Clamídia. Não sei se é verdade, mas é meio assustador.  

Depois dos Coalas o santuário vira um zoológico igual a todos os outros. Animais presos em jaulas minúsculas, um crocodilo gigante em uma piscina rasa e pequena, uma jaula eletrificada para os Dingos. No meio do caminho tem uma piscina para os pinguins e uma mini fazendinha com porcos, coelhos, ovelhas e doninhas. No final eles tem mais uma área com bastante espaço para os Cangurus adultos. Nessa parte encontramos alguns Wallabies crescidos que ficam tentando arrumar um pouco de comida. Já os cangurus ficam atrás de umas cercas que protegem mas ainda permitem contato com eles. Em todas as partes vimos aves soltas, flamingos, avestruzes, pelicanos, mas as que ficam presas, como as araras, por exemplo, mal podem voar.

No geral eu posso dizer o seguinte, matei minha vontade de chegar perto de um coala, fiquei loucamente apaixonada pelos Wallabies e pelos cangurus, mas morri de pena dos outros bichos! Eu entendo que a Austrália é um país com uma quantidade enorme de queimadas que matam milhares de animais anualmente, o que faz desses santuários um refúgio para os animais lesionados ou que ficaram órfãos e que morreriam no habitat natural, além de funcionarem como um mecanismo de preservação dessas espécies, e isso que acho muito válido, mas precisava prender as aves? Para que manter um crocodilo em uma piscina infantil? Será que fazer o bem de uns justifica o aprisionamento de todos os outros? Eu acho que não!

Eu gostei bastante do fato do parque ser aberto, com muitas árvores e com muitos animais soltos (muitas aves, inclusive). O preço é bem amigável do que os grandes zoológicos da Austrália. Não é difícil chegar de transporte público. A maioria dos reviews indica de 1-2h para conhecer o local, mas se você estiver com crianças eu indicaria passar boa parte do dia por lá. A palestras são boas, as crianças vão ficar horas fazendo carinho nos wallabies (e alguns adultos também😉 ).

Dados técnicos:

Endereço: 217-229 Kildare Road,

Doonside, Sydney NSW 2767

(perto de Blacktown) Australia

Trem: plataforma 18 na estação central de Sydney. O trem tem 2 andares, assentos de 2 do lado esquerdo e 3 do direito. O lado direito tem muito sol durante a manhã.

Passagem city até featherdale: AU$4,21

Ônibus: plataforma 9 do lado da estação de trem. Valor: AU$2,10

Entrada Featherdale:

Adulto: AU$31,00
Criança 3-15 anos: AU$17,00
Família (2 adultos/1 criança): AU$71,00
Família (2 adultos/2 crianças): AU$85,00
Família (1 adulto/1 criança): AU$58,50
Criança extra nos pacotes de famílias: AU$ 14,00

Vale a pena fazer a trilha de Coogee até Bondi com uma criança pequena?

 

6 km de trilha, com alguns pontos beirando penhascos, outros passando por trilhas suspensas, não parece um bom programa para levar uma criança de 3 anos, mas quando começamos a montar o roteiro de Sydney todos os blogs que líamos falavam da famosa trilha que liga as praias de Bondi até Coogee ou vice versa. Alguns preferiam a trilha começando em Coogee, outros em Bondi, em comum, nenhum falava que a trilha não valia a pena. Tão pouco falavam sobre como era ir com crianças pequenas.

Quando montamos o roteiro separamos sugestões de dia mas nada muito engessado porque sabíamos que o tempo em Sydney em abril poderia variar até 15 graus de um dia pra o outro, então não dava para deixar nada muito fixo. No roteiro original iríamos já no primeiro dia para as praias já que seria um dos poucos dias de céu azul, acontece que nós ficamos tão cansados que deitamos para descansar só um pouquinho e acabamos dormindo por 18 horas! Como a previsão para Sydney era bem irregular, nós decidimos aproveitar o segundo dia na cidade e encarar a trilha mesmo com nosso corpo ainda reclamando do Jetleg.

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Nós decidimos começar por Coogee e andar até Bondi porque a oferta de restaurantes e civilização é bem maior em Bondi do que nas outras praias, então aqui vai a primeira dica, leve lanches e água e, se decidir começar cedo como nós começamos se prepare para um almoço mais tarde. Para aproveitar realmente o passeio o ideal é se programar para passar um dia inteiro, parando em todas as praias, fazendo a trilha com calma e se deliciando com a vista. 

Tomamos um super café reforçado no nosso apartamento e seguimos para a praia.

Coogee fica há uns 40 minutos do centro de Sydney e é bem simples chegar até lá, basta pegar a linha 373 saindo da Museum Station ou o 372 saindo da estação central, as duas linhas te deixam na Arden Street, a rua da praia de Coogee.

Coogee é uma praia urbana com uma piscina incrível no canto direito e uma faixa de areia bem larga, vimos muita gente passeando com o cachorro e levando as crianças para brincando na areia, além de um mar tão transparente que fica difícil de acreditar se tratar de uma praia urbana. No canto direito vimos uma boa quantidade de corais. Não entramos na praia e preferimos começar logo a trilha que começa no canto esquerdo da praia. 

Para os sedentários como nós, a trilha já começa subindo! ;-) A subida dá em uma casinha com a palavra Baths e de lá tem uma escada que dá na primeira piscina natural. Essa é bem natural mesmo, bem difícil de entrar (sem escadas) mas com um visual lindo. Só molhamos o pé e seguimos viagem porque a Julia ficou com medo de entrar. Nem foto tiramos. Continuamos a trilha e chegamos em Gordons Bay, uma praia pequena mas que te dá o visual mais bonito de todas as praias. Sabe aquela coisa de praia deserta que vai aparecendo no meio do nada, com um mar azul maravilhoso, uns barquinhos de pescadores e um cachorro brincando na água? Então, é isso mesmo! Na minha opinião é a praia mais bonita. Vazia, pequena e com cara de ilha perdida.

Depois de Gordons Bay encaramos mais uma super subida e uns penhascos lindíssimos e chegamos em Clovelly Beach. A Julia se encantou com a praia sem nenhuma onda, alguns peixinhos, um cais raso que dava para pular na água e uma piscina semi-olímpica. Na minha opinião, é a praia mais feia de todo o trajeto, cheia de algas e meio fedorenta mas a Julia se encantou e acabamos ficando mais de 1 hora por lá. É uma praia para famílias, vimos várias sentadas tomando sol, enquanto as crianças brincavam na água. Aqui nós reparamos uma coisa que foi confirmada durante o restante da viagens, os Australianos deixam as suas crianças bem soltas, ficam conversando super longe da água enquanto as crianças estão correndo por aí, entrando na água, fazendo bagunça, meio perturbador para essa mãe latina que vos fala.

De Clovelly seguimos andando pela parte mais cênica do caminho, um cemitério beirando um penhasco com as ondas batendo em um caminho suspenso que te faz desejar ser enterrada ali só para ter aquela vista! Esse pedaço é lindo demais!! Uma das coisas mais incríveis que eu já vi! Ah! Nota para os engenheiros cariocas, o caminho é todo suspenso, com ondas batendo, e nunca teve nenhum acidente. Vimos em alguns pontos que alguns trechos podem ser fechados dependendo do tempo. Mais um motivo para só fazer a trilha em dias bem bonitos.

Nossa penúltima parada foi Bronte Beach, minha praia favorita, com uma boa infraestrutura, mar calmo no lado direito devido aos corais, uma piscina incrível, banheiros limpos e organizados, chuveiro, alguns restaurantes. No dia que fizemos a trilha a piscina estava fechada para manutenção. Como foi nossa praia favorita, acabamos voltando em outro dia e vai ter um post só para ela.

De lá passamos direto pela Tamarama Beach e seguimos para Bondi. A trilha passa pela piscina do Iceberg Club que é provavelmente um dos cartões postais de Sydney e figura entre todos os tops 10 de coisas imperdíveis que você tem que fazer em Sydney. Eu não acho que vale a pena! É o seguinte, a piscina é legal e muito famosa, mas custa 6,5 dólares para entrar. Quase todas as praias que nós passamos também tem piscinas e TODAS gratuitas!!!
Mas esse trecho também é bem bonito, com os paredões de terra minando água, bastante vegetação. Também foi a parte mais cheia do caminho, com uma quantidade enorme de orientais e turistas fazendo selfie. Uma das coisas que mais chamou a minha atenção foi o grande número de pessoas fazendo exercícios na trilha, eles subiam e desciam correndo como se não houvesse amanhã. Morri de inveja! Mas tenha cuidado porque se bobear eles te atropelam.


Passamos pela piscina famosa e andamos até a praia que além de uma super infraestrutura, tem uma faixa enorme de grama, esticamos nossa canga e a Julia tirou um super cochilo. Foi um daqueles momentos que te fazem entender o que te leva a ir tão longe, um solzinho gostoso, uma graminha fresquinha para deitar, umas pessoas super interessantes passando, só faltou uma cervejinha… Ah! esqueci de comentar, é proibido beber nas praias australianas, a felicidade tem que ser sóbria mesmo!

Nós almoçamos/jantamos em um restaurante bem legal chamado Fishmonks, super indico o fish and chips, depois vou falar dele em um post só sobre restaurantes de Sydney.


Sobre ir com uma criança pequena, a Julia já anda bem, ela está acostumada a dar umas boas caminhadas conosco, mas diversas vezes tivemos que leva-la no colo e principalmente no trecho final em que ela dormiu a caminhada foi um pouco penosa. Normalmente usamos os Ergo para essas caminhadas mas dessa vez percebemos, tarde demais, que ele já está muito pequeno para a Julia e que já estava machucando as perninhas dela. O caminho é super bem feito mas tem subida, escada, dá uma cansada. Se eu deixaria de ir? Nem pensar! Foi um do lugares mais bonitos que eu já fui!!! Mas já se prepare para fazer um exercício extra nos braços. Carrinho nem pensar e para as famílias que tem crianças mais curiosas, atenção redobrada porque a proteção da trilha para os abismos não é das mais fechadas. No mais, toda a trilha tem banquinhos para descanso. Minha dica é, não faça a trilha em poucas horas, passe o dia inteiro parando, comendo, brincando e você não vai quase sentir.

O que minha filha aprendeu viajando

Esse post é parte de uma Blogagem coletiva para falar sobre os aprendizados dos filhos durante as viagens. 
O post de hoje é quase uma lavagem de alma! Toda vez que eu falo que vou viajar com a Julia ou alguém comenta que a Julia já foi em vários países, tem um engraçadinho que completa “Mas ela é tão pequena! Não vai lembrar de nada!”. Eu sempre sinto que o real sentimento dessa pergunta é: Tá gastando tanto $ para levar essa menina por aí, para que?!?!?

Então quando veio a proposta de escrever sobre o que minha filha aprendeu viajando para uma blogagem coletiva eu quase tive um treco! Finalmente ia poder mostrar que viajar é uma forma dela aprender na prática diversas coisas que ela vai levar para toda a vida.

Viajar é uma forma de aplicar na pratica o que ela aprende na teoria na escola, nas conversas e nos desenhos.

8 coisas que a Julia aprendeu viajando:

1 – Ela está aprendendo geografia, história, línguas.

Ou vocês acham que vai ser muito mais fácil uma criança entender sobre as estações do ano tendo experimentado todas elas (já que no Rio o máximo que ela consegue perceber é calor ou menos calor).

2 – Ela aprendeu que o mundo é cheio de comidas maravilhosas e que vai comer o que tem para comer!

Acreditamos que quando exposta desde pequena a um mundo de sabores, o paladar dela vai ser muito mais extenso e a recusa alimentar vai ser bem menor. E é exatamente isso que tem acontecido, Julia come de tudo!

3 – Ela aprendeu que existem várias religiões e que todas devem ser respeitadas.

Julia se apaixonou pelos templos da Ásia. Ela não podia ver um templo que já ia tirando o sapato e entrava correndo.

4 – Ela aprendeu que pode fazer amigos em todos os lugares.


E que barreiras linguísticas não impedem ninguém de interagir e brincar. Além disso ela aprendeu que as pessoas são diferentes dela e que o mundo vai muito além da sua zona de conforto.

5 – Ela descobriu que animais são muito mais felizes soltos, longe das grades e das correntes.

Ela está aprendendo desde cedo que animais presos sofrem e são maltratados, por isso zoológicos dificilmente entram nas nossas programações, por isso não andamos de elefante no Sudeste Asiático e não fomos visitar o templo dos Tigres. Sea World então, nunca verá nosso dinheiro!

6 – Ela aprendeu que felizmente, existe parquinhos e balões de gás em quase todos os lugares do mundo.

7- Ela aprendeu desde cedo que museus podem ser divertidos.

8 – Ela aprendeu que o mundo é lindo e ela pode ir aonde quiser.

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Outros blogs também participam dessa Blogagem coletiva #Viajandoeaprendendo:

1 – Viagens que Sonhamos

http://www.viagensquesonhamos.com.br/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

2- Felipe, o pequeno viajante

http://www.felipeopequenoviajante.com/2016/05/o-que-as-criancas-aprendem-viajando.html

3- Malas e malinhas

O que minha filha aprendeu viajando?

4 – As Passeadeiras

O que minhas filhas aprenderam viajando

5 – Do RS para o Mundo

http://dorsparaomundo.blogspot.com/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

6 – Família Viagem

10 coisas que as crianças aprendem viajando

7- Viagem Simplesmente

http://www.viagemsimplesmente.com.br/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

8- TripBaby

http://www.tripbaby.com.br/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

9- Ases a Bordo

10 Coisas que viajar pode fazer pelo futuro do filho

10 – Malas e Panelas

O que nossa filha aprendeu em viagens

11 – Vem Pro Parque

http://www.vemproparque.com.br/2016/05/o-que-filhos-criancas-aprendem-viajando.html

12 – No Mundo com a Gente

http://www.nomundocomagente.com.br/2016/05/o-que-as-criancas-aprendem-viajando.html

13 – Trilhas e Cantos

http://www.trilhasecantos.com.br/2016/05/meu-filho-aprendeu-viajando.html

14 – Gosto e Pronto

Blogagem Coletiva: O que meu filho aprendeu viajando

15- Valentina na estrada

Blogagem Coletiva: O que meu filho aprendeu viajando

16- Retrip Viagens e Experiências

O que meu filho aprendeu viajando?

17 – Para a Disney e além

http://www.paraadisneyealem.com.br/2016/05/10-licoes-que-minha-filha-aprendeu.html

18 – Wanna Disney Pelo Mundo

O que meu filho aprendeu viajando.

19 – Com Filhos por aí!

O que aprendemos viajando em família?

20 – Cuore Curioso

8 COISAS QUE MINHA FILHA APRENDEU VIAJANDO

21- Andreza Dica e Indica Disney

http://www.andrezadicaeindicadisney.com.br/2016/05/minha-filha-aprendeu-viajando.html

22 – Viajo com Filhos (Fernanda)

http://viajocomfilhos.com.br/2016/05/o-que-minhas-filhas-aprenderam-viajando/

23 – Por aí com os Pires (Line Pires)

http://www.poraicomospires.com.br/2016/05/o-que-nossos-filhos-aprenderam-viajando.html

24 – Vida de Viajete:

5 coisas que Minha Filha Aprendeu Viajando

25 – Cantinho de Ná (Cynara Vianna)

Viajando e aprendendo junto com os filhos

26. Viajo com Filhos (Patricia)

http://viajocomfilhos.com.br/2016/05/o-que-meus-filhos-aprenderam-viajando/

27. Carregando Malinhas (Aline Figueiredo)

O que minhas filhas aprenderam viajando!

28. De Primeira Viagem (Aline Aguiar)

O que minha filha aprendeu viajando

29. Roteiro Renatours

O que meu filho aprendeu viajando

30. Ferinhas Viajantes (Ana Paula Lima)

http://www.ferinhasviajantes.com/#!10-lições-aprendidas-por-crianças-que-viajam/cmbz/572bc70f0cf2803377ca7b9e

31-Os Caminhantes

O que meu filho aprendeu viajando

32- Dicas da Rege

http://dicasdarege.com/2016/05/08/o-que-o-meu-filho-aprendeu-viajando/

33 – Viajando em Família

http://www.viajandoemfamilia.com.br/blogagem-coletiva-o-que-meu-filho-aprendeu-viajando/

34 – Pequenos pelo mundo

13 fotos que mostram o que meus filhos aprenderam nas viagens

35 – Passeiorama

http://passeiorama.blogspot.com.br/2016/05/blogagem-coletiva-o-que-meus-filhos.html

36. O Rei do Hotel

http://oreidohotel.blogspot.com.br/2016/05/o-que-meu-filho-aprendeu-viajando.html

37. Vou Viajar

http://www.vouviajar.blog.br/2016/05/o-que-meus-filhos-aprenderam-viajando.html

O trem noturno de Bangkok até Chiang Mai

  

Mochilão que é mochilão não seria mochilão se não tivesse viagem noturna de trem. Com isso em mente, lá fomos nós para a nossa primeira aventura ferroviária noturna na Ásia. Eu vou confessar que sou uma grande fã dos trens noturnos já que o balanço me embala a noite inteira, além de achar um método de viagem super eficiente. Vivo lendo sobre pessoas que são contras passar a noite em um trem, eu penso completamente o contrário, dormir no trem faz a viagem ter mais cara de viagem. Eu já tive experiências tanto positivas quanto horripilantes em trens noturnos, mas isso é história para outro post.

Alguns meses antes da nossa viagem um acidente com um trem na Tailândia deixou vários feridos e alguns mortos, não vou mentir e dizer que não fiquei preocupada, mas eu sabia que a rede ferroviária do país era muito boa. Nós já tínhamos conhecido a estação Hua Lamphong uns dias antes porque o trem para Ayutthaya sai do mesmo local. Eu já tinha me horrorizado com o banheiro da estação, então já tinha me preparado para o que me aguardava.

Com medo de não conseguir um assento leito em um vagão com ar condicionado (Eu li um blog de um casal de americanos que viajou com 2 crianças no trem sem ar e sentados porque deixaram para comprar os tickets quando chegassem em Bangkok e fiquei morrendo de medo de terminar igual) nós acabamos comprando as passagens de trem online em um processo que só pode ser descrito como tenso.

A ferrovia tailandesa não tem um site com vendas próprias, ou seja, você tem que comprar por uma agência e a compra não é tão simples. Nós usamos o Seat 61 para conhecermos mais sobre os trens Tailandeses, lemos tudo loucamente, ele foi útil até para decidirmos entre viajar de primeira ou segunda classe. Já para comprar as passagens usamos o http://www.thailandtrainticket.com .
A compra não foi tão simples quanto parece. Primeiro você entra no site, escolhe o trem, o tipo de assento, insere todos os seus dados e… só! Seus dados são enviados para uma central e em menos de 24h vc recebe um email com um link para fazer o pagamento com cartão de crédito. Não te dão nenhum comprovante, nada! Depois vem a parte mais surreal, rezar para que os tickets estejam no seu hotel em Bangkok quando vc chegar.

Não vou mentir, eu estava tensa! Muito tensa!! Mas assim que chegamos no hotel de Bangkok os tickets estavam nos esperando bonitinhos dentro de um envelope.

Os trens de Bangkok para Chiang Mai são divididos em 5 classes:

– Primeira classe com ar condicionado: Os vagões de primeira classe são cabines que podem ser trancadas, deixando sua mala dentro. Dependendo do horário do trem as cabines podem ser para uma pessoas (com uma cama única e estreita) com uma portinha ligando a outra cabine (nada românticas para quem vai em lua de mel) ou uma cabine com duas camas (uma superior e uma inferior do mesmo tamanho. Ambas tem ainda uma pequena pia e um espelho, além de um ponto de tomada. Custa uns 1400 bath (140 reais).

– Segunda classe com ar condicionado: São dois assentos largos que viram a cama inferior (bem larga) e a cama superior que é montada quando puxada da parede. Cada cama tem ainda um ponto de luz e um de energia. Escolhemos essa pois dava para dormir com a Julia na cama inferior. A privacidade fica garantida com uma cortina mas as malas vão espremidas embaixo do assento. Aqui fica uma ressalva minha, embora existam dois lugares para mochilões, só um pode realmente ser usado para colocação da mochila, já que o outro serve para guardar uma bandeja que quando montada vira uma mesa para jantar e café da manhã. Existem uns maleiros no teto também. O vagão fica muito frio durante a noite então meu conselho é, levem um casaco!!! Eles oferecem um travesseiro, lençol e cobertor, todos estavam limpos quando pegamos.
No final de cada vagão existem dois banheiros (um tradicional e um dos que tem que agachar) e uma pia larga do lado de fora dos banheiros. Como todo trem, o banheiro estava usável no início e impossível de se aproximar no final. A principal diferença entre os banheiros da primeira e segunda classe é que os da primeira tem chuveiro e são usados por um número menor de pessoas, obviamente, mas não vi ninguém impedindo uma pessoa da segunda classe de entrar na primeira e usar o banheiro.

   

– Segunda classe sem ar condicionado: Igual a segunda classe com ar.

– Terceira classe com ar: Assentos que só inclinam um pouco e não viram camas, bem desconfortáveis. Sem contar que cabem 3 pessoas de cada lado do vagão, é chulé e baba para todo lado, gente dormindo no meio do vagão no chão. A passagem é bem barata, mas acho que não paga o desconforto.

– Terceira classe sem ar: Os bancos são DE MADEIRA!!!!! FUJA!!!!

Nós optamos pelo trem que sairia às 18:1o e chegamos em Chiang Mai um pouco depois das 8h. Pegamos dois assentos, um de cama superior (mais barato – Bath 791, uns 75 reais) e um de cama inferior (um pouquinho mais caro – Bath 881, uns 85 reais). Crianças até 3 anos não pagam passagem. Além desses valores pagamos uma taxa de agência de 150 bath/pessoa e uma outra taxa de 100 bath para entrega no hotel. Você também pode pegar os tickets na agência deles em Bangkok (e pagar uns 100 bath/10 reais) ou na própria estação, mas aí a taxa é um pouco mais cara (300 bath)

No nosso trem tinha um vagão restaurante com umas panelas nojentas e um clima de boate. Fiquei com nojo e saí correndo de lá. Ah! As baratinhas andam por todas as partes, o que meio que acaba com a fome, né?

Durante a viagem o trem faz várias paradas, principalmente durante a manhã. Dá para descer e comer umas coisinhas pelo caminha, observar as pessoas, os muitos cachorros que ficam nas estações. Nunca da para saber se a parada é curta ou longa, tem que ficar de olho nos sinais sonoros.

Na minha opinião a experiência de andar no trem foi o que fez a viagem para Chiang mai valer a pena (eu não curti a cidade, depois explico o porque)! Demos muita sorte e pegamos uma noite de lua cheia maravilhosa, além a luz do amanhecer que foi uma das mais bonitas que eu já vi, amarela, suave, quase que um poema (alma de fotógrafa, não pode ver uma luz bonita que se apaixona).

 

O que eu achei que valeu a pena:

– O preço – é barato!!!

– A largura dos leitos;

– A mulher que arruma a cama em 1 minuto. Nem pense em pedir para a funcionária arrumar a sua cama e enquanto isso dar uma escapadinha no banheiro, elas são tão rápidas e tão eficientes montando uma cama que é quase um espetáculo a parte. Não perca.

– A praticidade de sair e chegar de uma estação DENTRO da cidade, não tem preço!

– Não ter que despachar as mochilas.

O que eu achei que não valeu a pena:

– A comida! Deixa eu explicar, foi uma das poucas comidas que não teve graça da Tailândia inteira. Foi cara para os padrões Tailandeses (acho que foi uns 7/8 dólares) mas, veja bem, se você não conseguiu comprar uma comidinha para levar com vocês (nosso caso) ou não tem muito nojo (a higiene do local não é das mais saudáveis, com baratinhas correndo por todos os lados), você vai sobreviver!

  

Na nossa janta veio: sopa, um curry vermelho, um refogado de frango e legumes, arroz e abacaxi!!! Deu para nós 3 comermos. Tava uma delicia? Não! Mas já comi pior na vida.

 

O café da manhã é bem exótico para os meus padrões Brasileira que gosta de café/misto/yogurt/suco no café da manhã: sanduíches com batata frita e catchup!!!! As batatas estavam horríveis e para mim são intragáveis pela manhã. Os sanduíches também era bem ruins. O do Junior foi pão com uma salsicha assustadora e presunto. 😰

– O banheiro! Mas isso é assunto para uma post exclusivo!

– O lugar para colocar as mochilas é muito restrito. Só tem espaço para uma mochila, sob o outro assento fica uma bandeja que vira a mesa, ou seja, impossível colocar a mochila ali.