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Como conciliar o ano letivo e viagens

Quem é viciado em viagens não divide as fases da infância de acordo com o desenvolvimento, como a maioria das pessoas, mas sim de acordo com a facilidade que será viajar com essa criança.  Quando ela nasce é a fase do “Essa fase é fácil, dá para viajar com ela sem pagar nada por isso, ela vai aonde eu quiser, tudo é lindo e eu só estou cansada”,  a segunda fase é “A criança já paga,  mas ainda é fácil de convencer ela a ir aonde eu quero e ninguém vai me julgar por deixar ela faltar a escola 30 dias”, depois vem a fase do “Ainda vai ande eu quero, mas vou arrumar problema se deixar faltar a escola mais de 15 dias”, depois vem a fase do “Não vai nunca a lugar nenhum comigo, só vai se for uma desculpa para matar aula” e por último vem a fase do “Não vai viajar comigo! Esqueceu do vestibular?!?!? Vai estudar para ter um emprego e bancar as suas viagens”. Eu sempre fiquei bem tensa com os anos em que a criança está na escola por um motivo bem egoísta, eu ODEIO viajar em alta temporada! Só de pensar em lugares lotados, viagens caras, me dá até alergia. Então estou aproveitando que a Julia é pequena e evitando entrar nas disputas de férias com os colegas pelo famigerado mês de janeiro.

Sempre pensei que até o fundamental não teria nenhuma dificuldade em tirar a Julia da escola por um período de viagem já que ela estaria aprendendo novas coisas viajando e que a educação infantil não é focada em conteúdo (Ainda bem!).  Eu entendo que a primeira infância é um período de descobertas e aprendizado de forma lúdica, então qual seria o problema em deixar de ir na escola por uns dias?!?!?! Logo, eu poderia tirar a Julia da escola por um mês sem problemas né? Só que não! Quando eu decidi em viajar durante o período escolar eu pensei na viagem, na família e esqueci do personagem principal, a Julia!


Como a adaptação à educação infantil foi muito tranquila, eu jamais pensaria que a volta às aulas seria complicada! Mas foi! A criança que entrou na primeira vez na escola super confiante e nem me deu tchau, quando voltou de férias esse ano fez um escândalo. Ela chorava, gritava, agarrava no meu pescoço, coisa que nunca tinha feito antes. Nem os amiguinhos, que ela adora, serviam como moeda para ela querer ir para a escola.

Mas é fácil entender porque isso é provável de acontecer. A criança passa diversos dias fazendo só atividades legais, tem a chance de ter os pais só para ela por dias inteiros, o que é impossível no dia a dia de pais que trabalham fora, tem os horários bem flexibilizados, a alimentação também é mais relaxada. Quando volta é um choque. Mais ou menos como o que nós adultos sentimos quando voltamos ao trabalho após as férias. 😉

Como terminou a nossa novela? A Julia readaptou depois de umas duas semanas e muito drama. Eu chorei nos 3 primeiros dias o que eu não chorei quando ela adaptou na escola na primeira vez, todos sobrevivemos, mas mudamos um pouco nosso pensamento sobre viagens durante o ano letivo. Não desistimos de viajar, mas não vamos mais ficar tanto tempo longe.

Quer saber como outros pais lidam com esse dilema? Dá uma olhada abaixo no que outros blogueiros escreveram!!!!

Viagens que sonhamos

Viajar hei

Vamos por aí

Diário de viagem

Mel a mil pelo mundo