hospedagens pelo mundo, Sudeste Asiático, Tailândia

The Balcony Chiang Mai Village – Nosso hotel em Chiang Mai

Chiang Mai aparece em TODOS os guias sobre a Tailândia um dos melhores lugares para fazer turismo no país. É a cidade mais barata da para se visitar na Tailândia, você provavelmente irá ler em muitos lugares que ela é o lugar mais incrível que existe. Que é a capital espiritual do país e tal.

Para ser muito sincera foi a cidade que eu menos gostei em todo o Sudeste Asiático. Ela é vendida como a maior maravilha do mundo, mas na verdade é uma cidade plana enorme, muito seca e poluída e que sobrevive às custas da exploração de pessoas e animais.

Isso não quer dizer que a cidade é horrível e que eu não ache que ela não merece uma visita, mas sem dúvida nenhuma, eu acredito que é um turismo que deve ser discutido e questionado. Mas isso é assunto para um outro momento.

Chiang Mai é uma cidade grande que é vendida como cidade pequena. Quando eu comecei a pesquisar sobre a cidade eu imaginava uma coisa meio Itacaré, sabe? Talvez meio Búzios, só que sem as praias. Um vilazinha com um potencial turístico inacreditável. Estava enganada. A cidade não tem nada de vila, é gigante e dividida entre a parte antiga, que fica dentro da muralha, e a parte nova, que cerca essa muralha.

Quando eu comecei a presquisar sobre os hotéis da cidade eu logo percebi que ficar dentro da parte murada sairia bem mais caro do que que do lado de fora, mas também percebi que para quem viaja sem carro, meu caso, tudo fica meio longe.

Olhando pelo Booking O hotel The Balcony Chiang Mai Village parecia uma excelente opção, novinho, foi inaugurado em 2013, nós viajamos em 2015, os reviews eram maravilhosos e o preço bem convidativo.

De antemão eu já sabia que ficaríamos distantes do centro e que ocasionalmente rolavam umas festas de casamento no terreno do lado que incomodavam muito os hóspedes com uma música alta que varava a madrugada. Mas também sabia que o hotel contava com somente 12 quartos bastante exclusivos.

Contratamos com o próprio hotel um transfer que nos buscaria na estação de trem. Para nossa surpresa, quando chegamos na estação, depois de uma noite dormida no trem, fomos recepcionados por um super carro utilitário de luxo. Só para nós 3!

Chegamos no hotel cedo e pediram que esperássemos na recepção ou no restaurante que existe na parte da frente ao hotel, o Fang Coffee. Fomos para o restaurante, que por sinal era muito agradável, e ficamos lá por quase uma hora, uma funcionária do hotel foi até lá nos buscar e avisou que nossos quartos ficariam prontos mais cedo do que o esperado.  O hotel é super bem decorado, inspirado nas tribos das montanhas, com muita madeira escura contrastando com paredes claras, bastante verde e detalhes de bambu. Também tinham várias estátuas pelo hotel.

Nosso quarto ficava no primeiro andar da construção anexa e só poderia ser descrito como FENOMENAL! Ele era imenso! Ficamos no Grand Deluxe, que é o maior quarto que eles tem . São 40m2 de pura felicidade. Piso de tábua corrida, móveis escuros, cortinas e roupas de cama claras, uma caminha extra (onde a Julia poderia dormir) e uma cama de casal gigantesca que se eu pudesse teria enviado para a minha casa (e onde a Julia realmente dormiu, porque ela é dessas). Melhor cama que já ficamos na vida, e olha que nós sempre damos sorte e pegamos hotéis com camas maravilhosas, mas essa espetacular!! Nem a Julia conseguiu esconder a felicidade e ficou correndo loucamente pelo quarto, subindo nas camas, calçando o chinelo de palha que eles deixam para os hóspedes. Lembrando que na Tailândia o costume é não usar o sapato dentro de casa, e o mesmo deve ser aplicado aos quartos de hotel. Era comum ver na escadinha do quarto os sapatos e chinelos dos hóspedes.

O quarto tinha ainda um banheiro com uma banheira, secador de cabelo e um aparador que serviu diversas vezes como fraldário. Nosso quarto tinha vista para a piscina e uma mesas com duas cadeirinhas. Além disso tudo, as facilidades que normalmente tem nos hotéis: TV, ar condicionado, cofre, microondas, cafeteira, chaleira elétrica, frigobar, wifi, produtos de banho.

A piscina era muito boa e contava com uma parte de Jacuzzi e uma outra que é tipo uma fonte onde no centro fica um vaso enorme, essa parte é bem rasa e foi praticamente uma piscininha para a Julia, ela amou.

Nós precisávamos lavar roupa quando chegamos em Chiang Mai, mas era bem caro lavar pelo hotel, então a única funcionária que falava bem inglês, nos ofereceu que uma das moças da limpeza levasse para a casa dela e lavasse. Foi bem barato, acho que uns 5 dólares e a roupa voltou lavada e passada.

O café era bom, nada fenomenal se comparado ao do Eastin Grand Sarthon. Eram 3 opções, um prato asiático que vinha com arroz, peixe e salada, um americano com salsicha, bacon e  ovos mexidos e o terceiro tinha torrada, frutas, granola e iogurte. Comi todos e todos estavam excelentes. Única reclamação que eu tenho sobre o café da manhã é que eles regulavam a quantidade de frutas, então a Julia, que comia só o ovo mexido, pedia fruta e eles faziam cara feia para dar. Mas é só ignorar que eles trazem mesmo contrariados. Os funcionários são prestativos mas falavam bem pouco inglês, com excessão de uma das funcionárias que eu acho que era a gerente, isso foi um problema algumas vezes.

O Preço do hotel é muito bom para o conforto que ele oferece. Dei uma pesquisada hoje e o quarto que ficamos está saindo por uns 275 reais a diária. De um modo geral os funcionários foram super solicitos, nos ajudando a escolher o curso de culinária que eu faria e os passeios.  Como ponto fraco: A distância do centro e o fato deles não terem transfer gratuito para o centro nenhuma vez durante o dia, só tem para o mercado noturno a noite. Essa brincadeira acaba ficando cara. E a dificuldade para eles colocarem mais frutas no prato.

No geral foi um hotel que eu gostei muito e que com certeza eu voltaria se retornasse a Chiang Mai.

Sudeste Asiático

Esquentando a barriga no fogão na Tailândia – Aula de culinária 

Eu amo comer! E por um acaso do destino, eu sou dessas que além de amar comer, também ama cozinhar. Eu gosto mesmo. Então quando estava montando o roteiro do Sudeste Asiático, nunca nem passou pela minha cabeça não fazer uma aula de culinária de uma das minhas cozinhas favoritas, a Tailandesa. Na verdade, eu queria ter feito uma em cada país, mas o roteiro apertado não permitiu e eu tive que escolher um único lugar.

Fazer uma aula de culinária no Sudeste Asiático é fácil. O programa já virou uma atividade turística e em qualquer cidade que você vá, tem pelo menos um pacote que normalmente oferece uma visita a um mercado local + aula de culinária (essa aula pode ser de um dia inteiro ou de meio dia).

Como eu já tinha cortado uma série de atividades em Chiang Mai por não concordar com a exploração predatória, era nessa cidade que eu teria mais tempo vago, então foi lá que eu decidi colocar minha barriga para esquentar em um fogão.

Eu tinha pesquisado e escolhido a escola de culinária aqui no Brasil. Como toda boa turista, eu escolhi a Mai Thai Cookery School que é a mais conhecida e popular devido ao dono, o culinarista Sompon Nabniam, uma espécie de Jamie Oliver da Tailândia, mas não reservei. No pr[oprio site já tinha visto que o dia de aula custaria 1.450 bath. Quando eu cheguei no hotel de Chiang Mai fui conversar com a gerente sobre os passeios na cidade e falei que queria fazer a aula de culinária na Mai Thai. Ela me disse que era boa mas me perguntou se eu não preferia fazer a aula em um lugar mais barato (o dia de aula saiu por 1000 bath), tão bom quanto e que geraria renda para pessoas locais ao invés de dar dinheiro para um cara que já era rico. Aí a ficha caiu! Óbvio que eu prefiro mover a economia local!!! Foi uma ótima troca!

A escola de culinária que ela me sugeriu foi a Thai Kitchen Cookery Centre Uma escola pequena e simples bem mais barata do que as escola de culinária badaladas.

Como a Julia é muito pequena e os dotes culinários do meu marido se restringem a sanduíches e ovos mexidos, deixei os dois no hotel dormindo e saí para a minha aula.

O carro me buscou bem cedo, eram 8:15 quando estacionaram na porta do hotel. Dentro da picape transformada em Tuk Tuk já tinha uma Norueguesa e depois ainda entrariam mais umas 8 pessoas que foram gentilmente espremidas nos dois bancos laterais enquanto o motorista nos jogava de um lado para o outro, daquela forma que só os tailandeses sabem fazer.

A faixa etária os aspirantes a Antony Boirdain estava na casa dos poucos 20 anos, quase todos estudantes que ou estavam de férias ou faziam um semestre da faculdade na China e foram para a Tailândia passar uns dias. Na faixa dos 30 anos, só eu e um americano. Mais que isso só um japonês na casa dos 50 que era o mais animado de todos.

Quando chegamos na casa/galpão que era nossa escola de culinária tivemos uma breve escolha dos pratos que seriam feitos e os funcionários foram apresentados. Essa parte é meio corrida. Te dão uma folhinha tipo uma comanda do Espoleto e você tem que escolher rapidamente 6 pratos: 1 curry, 1 entrada com o curry, 1 prato principal, 1 aperitivo, 1 sopa e 1 sobremesa. Logo depois fomos direto para um mercadinho local.

A parte do mercado é muito interessante e faz com que você entenda o motivo para os seus pratos feitos aqui no Brasil nunca terem o mesmo sabor que os pratos de lá. Conhecemos ingrediente por ingrediente, todos os tipos de gengibre, limão e ervas que existem. Muita gente pula essa parte e opta por fazer só a parte da tarde do tour. Na minha opinião, é uma lastima perder a parte mais importante do tour, já que o contato com ingredientes é essencial para uma boa cozinha, além de acontecer em um mercadinho pequeno onde os únicos turistas serão o seu grupo. Depois você não pode reclamar que seu curry feito em casa parece mais um ensopado da vovó!

Voltamos para a escola e já encontramos os ingredientes do nosso primeiro prato higienizados, cortados e separados! A “aula” de culinária é meio que uma experiência estilo programa da Ana Maria Braga, todo o trabalho pesado já vem pronto e você só mistura os ingredientes. Quem não cozinha fica se achando quase um Master Chefe já que basicamente não tem como dar completamente errado. Os cozinheiros são agrupamos de acordo com o tipo de curry escolhido.

As opções de pratos são as mais conhecidas, não tem nenhum prato super elaborado. São os pratos clássicos e que são conhecidos no mundo. Existem alguma escolas que oferecem cursos de alguns dias, uma semana e de até um mês, onde você pode ficar submerso na culinária local. Fiquei tentada a fazer uma submersão dessas algum dia, mas não foi dessa vez.

O primeiro prato foi bem simples, uma sopa Tom-Yom-Goong, uma sopa de camarão com um curry vermelho que já tinha sido preparado anteriormente pelo pessoal do curso.
Já o segundo deu mais trabalho, o motivo? Nós mesmos fizemos a pastinha do curry, o que inclui um intenso trabalho no pilar para transformar todos os ingredientes na pasta que dará base ao curry, que ficou maravilhoso! Nosso grupo foi basicamente o mesmo do primeiro prato, já que quase todos escolhemos os dois currys.

Curry pronto, fizemos oKieow-Wan, um prato com frango que usa o curry verde como base para o caldo.

Então paramos e fomos para uma salinha (com ar condicionado ligado no máximo!!!) onde almoçamos os nossos pratos recém preparados e bebemos um suco de tamarindo que estava gostoso mas roxo demais para mim que já fiquei achando que era desses sucos de pozinho cheio de anilina (sim, sou chata e não como essas porcarias!).

Depois de comer voltamos para preparar o prato principal. É nesse momento que chegam as pessoas que optaram por fazer somente metade da aula de culinária.

No terceiro prato fomos reagrupados em um grupão já que quase todos escolheram como prato principal o Pad Thay. Meio injusto com os outros pratos principais, já que o Pad Thay é uma unanimidade.

O quarto prato foi o rolinho Primavera. Vou confessar que esse eu queria muito aprender Porque já tinha tentado fazer em casa e falhado miseravelmente. Eles não ensinam a  massa do rolinho mas contam o segredo para um recheio perfeito (macarrão fininho de arroz!! 😂) e a selar as bordas para não abrir na hora da fritura. Depois de pronto, voltamos para a salinha refrigerada para comer os dois últimos pratos.

No final dessa segunda parte eles ainda trazem uma bandeja de aperitivos que eles comem da seguinte forma: vão colocando um pouquinho de cada ingrediente em uma folha, colocam um molho, uma pimenta inteira (!!!), enrolam e enfiam tudo na boca. Dá um medo danado por causa da pimenta mas foi a coisa mais incrível que eu comi na Ásia. É uma explosão de tantos sabores na sua boca que parece que você está comendo fogos de artifício! É incrível!!!!

Depois da orgia gastronômica e muitas risadas, o grupo já estava tão  entrosado que nós quase desistimos de fazer a sobremesa para continuar conversando.

A parte da sobremesa foi um pouco frustrante. Nós basicamente olhamos uma das cozinheiras preparar um Stick Rice. Ninguém aguentava comer mais nada, então demos uma garfada e largamos. Acho que por isso mesmo eles só fazem um para todo o grupo.

No fim ganhamos um certificado do curso, um livro com as receitas, colocamos nosso adesivo com nome em uma enorme parede com adesivos, nos despedimos e fomos levados direto para os hotéis.

Sinceramente achei que quem chega depois fica meio perdido ao ser jogado em um grupo que já está bem entrosado. Ao escolher o tempo de duração da aula você só sabe que escolhe entre 5 ou 3 pratos e se vai ou não no mercado. Achei uma pena a pessoa não aprender nenhum curry. O meio tour só faz o prato principal, o aperitivo e uma sobremesa. Minha opinião é a seguinte: gosta de cozinhar? Faço o dia inteiro! Não gosta/sabe cozinhar mas quer a experiência? Fique com o meio tour. De uma forma ou de outra faça pelo menos uma aula de culinária no Sudeste Asiático.

Sudeste Asiático

O trem noturno de Bangkok até Chiang Mai

  

Mochilão que é mochilão não seria mochilão se não tivesse viagem noturna de trem. Com isso em mente, lá fomos nós para a nossa primeira aventura ferroviária noturna na Ásia. Eu vou confessar que sou uma grande fã dos trens noturnos já que o balanço me embala a noite inteira, além de achar um método de viagem super eficiente. Vivo lendo sobre pessoas que são contras passar a noite em um trem, eu penso completamente o contrário, dormir no trem faz a viagem ter mais cara de viagem. Eu já tive experiências tanto positivas quanto horripilantes em trens noturnos, mas isso é história para outro post.

Alguns meses antes da nossa viagem um acidente com um trem na Tailândia deixou vários feridos e alguns mortos, não vou mentir e dizer que não fiquei preocupada, mas eu sabia que a rede ferroviária do país era muito boa. Nós já tínhamos conhecido a estação Hua Lamphong uns dias antes porque o trem para Ayutthaya sai do mesmo local. Eu já tinha me horrorizado com o banheiro da estação, então já tinha me preparado para o que me aguardava.

Com medo de não conseguir um assento leito em um vagão com ar condicionado (Eu li um blog de um casal de americanos que viajou com 2 crianças no trem sem ar e sentados porque deixaram para comprar os tickets quando chegassem em Bangkok e fiquei morrendo de medo de terminar igual) nós acabamos comprando as passagens de trem online em um processo que só pode ser descrito como tenso.

A ferrovia tailandesa não tem um site com vendas próprias, ou seja, você tem que comprar por uma agência e a compra não é tão simples. Nós usamos o Seat 61 para conhecermos mais sobre os trens Tailandeses, lemos tudo loucamente, ele foi útil até para decidirmos entre viajar de primeira ou segunda classe. Já para comprar as passagens usamos o http://www.thailandtrainticket.com .
A compra não foi tão simples quanto parece. Primeiro você entra no site, escolhe o trem, o tipo de assento, insere todos os seus dados e… só! Seus dados são enviados para uma central e em menos de 24h vc recebe um email com um link para fazer o pagamento com cartão de crédito. Não te dão nenhum comprovante, nada! Depois vem a parte mais surreal, rezar para que os tickets estejam no seu hotel em Bangkok quando vc chegar.

Não vou mentir, eu estava tensa! Muito tensa!! Mas assim que chegamos no hotel de Bangkok os tickets estavam nos esperando bonitinhos dentro de um envelope.

Os trens de Bangkok para Chiang Mai são divididos em 5 classes:

– Primeira classe com ar condicionado: Os vagões de primeira classe são cabines que podem ser trancadas, deixando sua mala dentro. Dependendo do horário do trem as cabines podem ser para uma pessoas (com uma cama única e estreita) com uma portinha ligando a outra cabine (nada românticas para quem vai em lua de mel) ou uma cabine com duas camas (uma superior e uma inferior do mesmo tamanho. Ambas tem ainda uma pequena pia e um espelho, além de um ponto de tomada. Custa uns 1400 bath (140 reais).

– Segunda classe com ar condicionado: São dois assentos largos que viram a cama inferior (bem larga) e a cama superior que é montada quando puxada da parede. Cada cama tem ainda um ponto de luz e um de energia. Escolhemos essa pois dava para dormir com a Julia na cama inferior. A privacidade fica garantida com uma cortina mas as malas vão espremidas embaixo do assento. Aqui fica uma ressalva minha, embora existam dois lugares para mochilões, só um pode realmente ser usado para colocação da mochila, já que o outro serve para guardar uma bandeja que quando montada vira uma mesa para jantar e café da manhã. Existem uns maleiros no teto também. O vagão fica muito frio durante a noite então meu conselho é, levem um casaco!!! Eles oferecem um travesseiro, lençol e cobertor, todos estavam limpos quando pegamos.
No final de cada vagão existem dois banheiros (um tradicional e um dos que tem que agachar) e uma pia larga do lado de fora dos banheiros. Como todo trem, o banheiro estava usável no início e impossível de se aproximar no final. A principal diferença entre os banheiros da primeira e segunda classe é que os da primeira tem chuveiro e são usados por um número menor de pessoas, obviamente, mas não vi ninguém impedindo uma pessoa da segunda classe de entrar na primeira e usar o banheiro.

   

– Segunda classe sem ar condicionado: Igual a segunda classe com ar.

– Terceira classe com ar: Assentos que só inclinam um pouco e não viram camas, bem desconfortáveis. Sem contar que cabem 3 pessoas de cada lado do vagão, é chulé e baba para todo lado, gente dormindo no meio do vagão no chão. A passagem é bem barata, mas acho que não paga o desconforto.

– Terceira classe sem ar: Os bancos são DE MADEIRA!!!!! FUJA!!!!

Nós optamos pelo trem que sairia às 18:1o e chegamos em Chiang Mai um pouco depois das 8h. Pegamos dois assentos, um de cama superior (mais barato – Bath 791, uns 75 reais) e um de cama inferior (um pouquinho mais caro – Bath 881, uns 85 reais). Crianças até 3 anos não pagam passagem. Além desses valores pagamos uma taxa de agência de 150 bath/pessoa e uma outra taxa de 100 bath para entrega no hotel. Você também pode pegar os tickets na agência deles em Bangkok (e pagar uns 100 bath/10 reais) ou na própria estação, mas aí a taxa é um pouco mais cara (300 bath)

No nosso trem tinha um vagão restaurante com umas panelas nojentas e um clima de boate. Fiquei com nojo e saí correndo de lá. Ah! As baratinhas andam por todas as partes, o que meio que acaba com a fome, né?

Durante a viagem o trem faz várias paradas, principalmente durante a manhã. Dá para descer e comer umas coisinhas pelo caminha, observar as pessoas, os muitos cachorros que ficam nas estações. Nunca da para saber se a parada é curta ou longa, tem que ficar de olho nos sinais sonoros.

Na minha opinião a experiência de andar no trem foi o que fez a viagem para Chiang mai valer a pena (eu não curti a cidade, depois explico o porque)! Demos muita sorte e pegamos uma noite de lua cheia maravilhosa, além a luz do amanhecer que foi uma das mais bonitas que eu já vi, amarela, suave, quase que um poema (alma de fotógrafa, não pode ver uma luz bonita que se apaixona).

 

O que eu achei que valeu a pena:

– O preço – é barato!!!

– A largura dos leitos;

– A mulher que arruma a cama em 1 minuto. Nem pense em pedir para a funcionária arrumar a sua cama e enquanto isso dar uma escapadinha no banheiro, elas são tão rápidas e tão eficientes montando uma cama que é quase um espetáculo a parte. Não perca.

– A praticidade de sair e chegar de uma estação DENTRO da cidade, não tem preço!

– Não ter que despachar as mochilas.

O que eu achei que não valeu a pena:

– A comida! Deixa eu explicar, foi uma das poucas comidas que não teve graça da Tailândia inteira. Foi cara para os padrões Tailandeses (acho que foi uns 7/8 dólares) mas, veja bem, se você não conseguiu comprar uma comidinha para levar com vocês (nosso caso) ou não tem muito nojo (a higiene do local não é das mais saudáveis, com baratinhas correndo por todos os lados), você vai sobreviver!

  

Na nossa janta veio: sopa, um curry vermelho, um refogado de frango e legumes, arroz e abacaxi!!! Deu para nós 3 comermos. Tava uma delicia? Não! Mas já comi pior na vida.

 

O café da manhã é bem exótico para os meus padrões Brasileira que gosta de café/misto/yogurt/suco no café da manhã: sanduíches com batata frita e catchup!!!! As batatas estavam horríveis e para mim são intragáveis pela manhã. Os sanduíches também era bem ruins. O do Junior foi pão com uma salsicha assustadora e presunto. 😰

– O banheiro! Mas isso é assunto para uma post exclusivo!

– O lugar para colocar as mochilas é muito restrito. Só tem espaço para uma mochila, sob o outro assento fica uma bandeja que vira a mesa, ou seja, impossível colocar a mochila ali.

Sudeste Asiático

Sudeste Asiático – Roteiro de 1 dia em Ayutthaya 

  

Quando você chega na estação de trem de Ayutthaya você mal consegue atravessar os trilhos sem ser abordado por motoristas de Tuk-tuk te oferecendo tours pela cidade. Com um pouco de paciência e negociação da para fechar um bom preço. Quando chegamos fomos abordados por vários motoristas oferecendo o tour de 4 horas, mas queríamos fazer pelo menos 4 templos e com a Julia não dá para fazer uma viagem super corrida. Então fechamos um tour de 6 horas que custou 1000 bath para 3 adultos e 1 criança. Achei o preço muito justo. O motorista nos deu um livro com todos os templos para escolhermos, mostrou quais eram os principais, nos levou para comer em um lugar legal e barato e ainda começou o passeio indo até a CASA dele para pegar uma sombrinha para proteger a Julia do sol. Depois do almoço ele ainda deu um sorvete para a Julia de sobremesa. Sério!!! Muito amor por esse guia!!! Me arrependi de não ter tirado uma foto dele para poder avisar para as pessoas procurarem por ele. 

Ayutthaya é uma cidade com 1500 templos. Impossível visitar todos de uma só vez. Muita gente usa a cidade como parada de 1 ou 2 noites quando está fazendo o caminho de Bangkok-Chiang Mai de trem. Se tivéssemos mais tempo acho que seria perfeito fazer a visita com um pernoite mas o passeio de um dia já dá para conhecer muita coisa. 

Montei um roteiro de 1 dia que passa pelos principais templos e ainda faz uma parada em uma Elephant Farm (que eu odiei!).

1a. Parada – Wat Yai Chai Mongkol

  
Pelo que eu li antes de ir para a cidade, esse templo é normalmente o primeiro templo visitado na cidade por quase todos os turistas. É fácil entender o motivo, ele é muito bem conservado, imenso e se você tiver fôlego de subir até a Estupa a vista é bem incrível. Demos muita sorte, quando chegamos um grupo de mini monges estava se reunindo para tirar algumas fotos com uma Monja. Eu fiquei encantada e acabei tirando algumas das minhas fotos favoritas  da viagem inteira.

Achei interessante que esse templo foi o que nós vimos com a maior quantidade de imagens de Buda com a cabeça preservada. Além disso, todos vestiam o manto dourado. Para minha felicidade, mais fotos lindas!!! Sério, essa cidade é absurdamente fotogênica!!! O templo é bem popular tanto entre turistas quanto entre budistas e estava bem cheio quando chegamos. O templo é grande e a subida até a estupa principal com a Julia no colo foi bastante cansativa mas dá para subir. Dentro da estupa principal você pode fazer uma série de oferendas como colocar um papel de ouro em uma estátua do Buda, acender um incenso, etc. Ao redor da Estupa, fileiras de Budas sentados praticamente iguais, mas quando observados de perto é possível notar pequenas diferenças nas expressões e posições das mãos. Atrás da estupa principal, um jardim verde enorme com um Buda maior e outros 4 em posição de adoração.
A entrada custou 40bath (criança pequena não paga). Na estrada tem umas lojinhas com bebidas, lanches, umas comidinhas e várias saquinhos de frutas cortadinhas que vem com um palito de churras para você ir comendo pelo caminho. Julia amou e comeu um saco de melancia quase que sozinha. Como a cidade é muito quente (foi o segundo lugar mais quente que fomos, só perdeu para o Camboja) e a maioria dos passeios é feito a céu aberto, sugiro muita água e muitas frutas ricas em líquidos (melancia, melão) tanto para os adultos quanto para as crianças já que o risco de desidratação é grande. 

Minha sugestão é que você comece sua visita por aqui. Sabe aquele ditado de que a primeira impressão é a que fica? Então, impossível ter uma má impressão começando por esse templo.

  
2a. Parada – Wat Phra Mahathat

  

Esse eu acho que é o mais famoso de Ayutthaya: A cabeça do Buda que cresceu no meio das raízes de uma árvore. É bem legal mesmo mas vou confessar que achei que é uma coisa meio Monalisa, milhões de turistas se acotovelando para chegar perto e quando você vê começa a pensar “Nossa, é do tamanho de um selo!”. Quando chegamos ainda estava bem vazio então fomos fazer nossa foto, esperei as duas pessoas que estavam lá terminarem e me abaixei para fazer uma foto com a Julia, nesse meio tempo um grupo de orientais com umas 30 pessoas chegou e eles simplesmente pararam entre o meu marido e nós duas e começaram a fotografar. Resultado, nenhum foto ficou boa! Tem umas outras imagens decapitadas, nada extraordinário.
O templo foi o mais caro de todos na cidade, custou 100 bath a entrada eu eu não achei que vale a pena porquê você não consegue nem chegar perto da cabeça e nem tirar uma foto decente.

  

3a. Parada – Viharn Phra Mongkhol Bophit – Royal Palace

  

Chegamos no Palácio Real um pouco depois das 14h, com o sol escaldando as nossas cabeças! Nosso motorista nos deixou nos portões e de lá até a entrada do palácio é uma andada LONGA! A sombrinha que nosso motorista deu uma aliviada mas o calor ainda beirava o insuportável. Chegando no templo, que é bem bonito por sinal, demos de cara com a maior estátua do Buda de bronze do mundo. E não para por aí, ela foi toda coberta de ouro. Como todos os templos ainda em funcionamento, a retirada dos sapatos é obrigatória, mas não implicaram com meus shorts curtos.
O que me chamou a atenção nesse templo foi a quantidade de crianças que vem te abordar desde o portão da entrada. Enquanto estávamos colocando nossos sapatos de volta um dos meninos veio tentar vender umas balas, falamos que não tínhamos dinheiro e ele começou a brincar com a Julia, eu fiquei meio preocupada porque ele deveria ter uns 8 anos e a Julia só tem 2. Dito e feito, ele foi bem bruto com ela e chegou a parecer que bateria nela, além de empurra-la algumas vezes. Depois ele tentou quebrar a minha câmera. Fiquei meio sem entender se ele era uma pestinha ou só uma criança querendo atenção. De qualquer forma, vale ficar atento se estiver com criança pequena porque se tivéssemos dado bobeira, ele teria machucado a Julia.
Do lado do Royal Palace tem um outro templo, o Wat Phra Si Sanphet. Não entramos, o calor era tanto que estávamos todos passando mal. Olhamos só pelo lado de fora e me pareceu umas ruínas bem conservadas.

Não precisa pagar para entrar no Royal Palace e o Wat Phra Si Sanphet custava 20 bath se não me engano.

  

4a. Parada – Almoço

Saindo do Palácio Real perguntamos ao nosso motorista se havia algum lugar com ar condicionado para almoçarmos e ele nos levou no Baan Ice, uma pensão que aparentemente quase todos os turistas que contratam os tuk-tuks são levados. Li em alguns lugares que ela era cara e que a lojinha do lado cobrava 1/3 do valor por noodles. Gastamos 829 bath por um peixe assado com legumes, arroz frito de camarão, 2 cervejas e um suco de melancia extra grande. Não achei caro não, comemos os 4 e a comida estava gostosa, o ar congelante e o melhor, tinha um banheiro limpo!!!!
Talvez valha a pena pesquisar lugares para comer por lá, eu não pesquisei..

  

5a. Parada – Elephant Palace

Eu não queria ver elefantes em Ayutthaya porque já tinha lido que eles eram mal tratados na cidade mas a Julia viu um andando na rua assim que chegamos e ficou alucinada. Quando o motorista insistiu para que fossemos acabei cedendo. Se arrependimento matasse eu estaria morta e enterrada! Os bichos são claramente explorados até exaustão, vimos elefantes sangrando, acorrentados, os malditos ferros de disciplina e um bando de paspalhos subindo nas cadeirinhas como se isso fosse muito divertido. Sério, não faça isso! De verdade!!!!
O lugar não é um elefante Camp como anunciado, é uma arena onde uns 8 elefantes estavam com as cadeirinhas nas costas esperando que os turistas subissem para andarem pelas ruas da cidade. Logo na entrada dois elefantes menores ficam expostos para que você compre comida e os alimentem.
Não ficamos nem 20 minutos por lá. Os bichos estavam claramente agitados e o clima era horrível. Me senti muito mal de fazer parte daquele lugar. Saí correndo!

6a. parada – Wat Lokkayasutharam

   
   
Vou confessar uma coisa, esse era o templo que eu mais queria conhecer da cidade!!!! É que quando eu era criança meu irmão era viciado em Street Fighter e esse templo é basicamente a tela de fundo do SAGAT!!!! O Sagat era um dos meus personagens favoritos nas poucas vezes que meu irmão me deixava jogar com ele, e o motivo que me fazia gostar tanto dele é um pouco ridículo: Era era o único que eu sabia fazer os comandos para dar o golpe (o da esticada da perna)!!!!
Enfim, o Templo é gratuito e fica em um descampado, ou seja, mais sol na cabeça! Mas vale muito a pena! O Buda deitado é imenso!!!! Aparentemente foi ele que inspirou o Buda deitado de Bangkok. A posição que ele se encontra é a posição do Buda morto. Mas ele é tão sereno que foi um do templos que mais me fez sentir em paz. Em frente ao templo umas mulheres ficam vendendo uns amarradinhos com umas flores de lótus, uma folhinha de ouro, um incenso e uma vela. Comprei e foi minha oferenda em agradecimento por estar ali!

7a. Parada – Wat Phu Khao Thong, ou o templo mais torto que eu já vi na vida!

  
Esse templo na verdade era um mosteiro e aparentemente foi erguido sem a ajuda de um engenheiro já que ele está simplesmente afundado!!! Hahahahaha A entrada foi gratuita e só tínhamos nós por lá. O Lugar é interessante e dá para subir até uma parte bem alta (cansa MUITO!!!) de onde se tem uma vista interessante da cidade. A entrada do templo é feita através de uma ponte de madeira bem fofa e o ponto alto é sem dúvida nenhuma a Pagoda torta!

 
 
8a. e última parada – Wat Chai Watthanaram

   

 

Logo quando nós saímos da estação de Trem o motorista me disse que esse templo tinha o por do sol mais bonito da cidade. Olha, eu não tenho como comparar já que esse também foi o único pôr do sol que eu vi por lá, mas realmente ele é deslumbrante!
O Templo e imenso com quatro torres, ao redor de uma torre principal. As torres são interligadas e passear entre elas é uma aula de história. São tantas imagens que você fica perdido sem saber o que olhar primeiro. Embora eu tenha visto alguns sinais para não subir nas torres menores, vi MUITA gente subindo, inclusive crianças.
Deitamos no chão e vimos o céu mudar em tantos tons de vermelho, laranja e amarelo que nem se eu ficasse o resto do dia explicando seria fidedigno.
A entrada foi 100 bath.

  

Depois do pôr do sol voltamos para a estação e pegamos o trem da Bangkok. Foi um dia cansativo mas valeu muito a pena! Para quem  vai passar o dia na cidade meu conselho é: tente ficar o dia inteiro na cidade e conhecer pelo menos esses templos que eu citei. Vi muita gente que passou só umas 3 horas e só visitou 2 ou 3 lugares. A viagem até lá merece muito mais que isso. 

Dicas

1 – Tente chegar o mais cedo possível! O ideal é conseguir passar o dia inteiro na cidade. Chegamos às 12:30 e eu achei super tarde;

2 – Compre uma água de 2 litros já na estação. Nem todos os templos tem estrutura;

3 – Se você for uma dessas pessoas que quer fazer os templos de bicicleta escolha uma época do ano mais fresca! Em abril o clima estava de matar.

Sudeste Asiático

O trem de Bangkok para Ayutthaya

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Ayutthaya é uma cidade próxima de Bangkok que é um patrimônio cultural da Unesco. Ela foi a capital da Tailândia até 1767 quando foi saqueada e parcialmente destruída pelo exército da Birmânia.
Por ser muito próxima de Bangkok (A cidade fica há 75Km da capital) ela se torna uma bate-volta perfeito para um dia de passeio.
Existem muitas maneiras de se chegar até ela, muita gente vai de tour comprado por agência, em um pacote que pode ser só de van ou van+trem ou ainda barco+van. Tem as linhas regulares de ônibus que vão até a cidade. Também dava para ir só de trem, o que torna a viagem um pouco mais longa, mas muito mais interessante para quem adora uma viagem sobre trilhos (tipo, eu!). O trajeto dura 2h e os trens saem praticamente a cada hora. Tem alguns trens que são expressos e fazem o trajeto em um pouco mais de 1h30. Eu estava doida para experimentar os trens asiáticos. Ir de trem também é a forma mais barata de se chegar em Ayutthaya, já explico o motivo.

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Os trens para a cidade saem da estação Hua Lamphong Station, uma espécie de estação central de Bangkok e de onde saem trens para diversos lugares, inclusive o trem noturno para Chiang Mai que pegaríamos alguns dias depois. Chegar na estação foi fácil, pegamos o Skytrain na estação do nosso hotel, descemos e fizemos baldeação para o metrô (MTS) e seguimos até a estação Hua Lamphong que fica do lado da estação de trem. Gastamos 88 bath para duas pessoas nesse trajeto de Skytrain e metro. Vale lembrar que crianças menores de 5 anos não pagam nos transportes públicos na Tailândia.

A estação de trem é um pouco precária e suja. Achei feia, mas bem menos feia do que a estação que iríamos encarar em Hanói. Tinha um balcão com umas duas pessoas que falam um inglês razoável, uma praça de alimentação com alguns restaurantes (não comemos em nenhum) e não tem banheiros! Isso mesmo! Não existem banheiros na estação, se você tiver com muita vontade, na rua, na lateral da estação, existe uma espécie de banheiro químico/trailer com alguns toaletes. Me aventurei em um e desisti quando chegou a minha vez, o sanitário era o de agachar e tinha água (e xixi) por todos os cantos. Então fica a dica: vá ao banheiro antes de sair do hotel ou espere para fazer no trem, não é super limpo mas como eu fui antes do trem sair da estação ele estava usável.

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Perdemos o trem das 9h e acabamos pegando o de 10:40 que não era o expresso, então já sabíamos que faríamos a viagem longa. A estação estava relativamente cheia e para que gosta de observar pessoas ela é um paraíso! Famílias, monges, turistas, todo mundo misturado! Uma delícia.

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No caminho para Ayutthaya passamos nosso primeiro perrengue da viagem. Quando compramos a passagem, simplesmente pedimos tickets para Ayutthaya, nos custou 40bath (20bath/pessoa) e nós ficamos impressionados em como aquela viagem era barata, só que tinha uma pegadinha: esse era o preço da terceira classe sem ar condicionado (até aí ok) e SEM lugar marcado! É que os trens que saem de Banhkok e passam em Ayutthaya normalmente fazem viagens muito longas, então eles deixam para vender os assentos marcados para as pessoas que vão encarar longas horas de viagem. Resumo da história, passamos duas horas pulando de assentos conforme o trem ia parando nas estações e novas pessoas chegavam para ocupar os seus lugares.

Existem 3 tipos de tickets nesses trens: os de segunda classe com lugar marcado, ar condicionado e assentos confortáveis e os de terceira classe sem lugar marcado, com banco duro e ar condicionado natural. Meu conselho é: vá ciente de que o trem é cheio, que quando o trem não está em movimento faz muito calor e que existem alguns pouco lugares que não são numerados mas você vai ter que correr pra pegá-los. No mais, relaxe e observe como tem gente interessante andando nele.

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A volta foi mais tranquila. Também pegamos o trem sem ar mas dessa vez com lugar marcado e ele estava bem mais vazio do que a ida e conseguimos voltar tranquilamente. A passagem de volta é mais barata do que a ida, a nossa custou 15 bath por pessoa. Na estação de Ayutthaya tentaram nos empurrar a passagem de primeira classe que custava 160 bath, quando eu disse que não queria e preferia a terceira classe o bilheteiro fez uma careta mas me vendeu sem problemas. Julia curtiu bastante o passeio de trem e dormiu quase que toda a ida e uma parte da volta.

Bom, sobre ser a forma mais barata de visitar a cidade. Pelas minhas pesquisas ir de van custa 70 bath, de van-barco , tinha um outro que oferecia um tour de bicicleta por 950bath (oi?!?!?!), de trem gastamos 35bath/pessoa!!!! É realmente muito fácil chegar na cidade, não vale a pena pagar uma agência para intermediar a viagem!!! E não caia na armadilha da agência que diz que seu diferencial é ter guia, alguns motoristas de Tuc-Tuc falam bem inglês e podem servir de guias e motoristas. Um google nos templos também ajuda e eles tem uns livrinhos que contam toda a história da cidade, de graça!

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Aeroporto de Bangkok – Aeropoto Suvarnabhumi


Depois de quase 30 horas de viagem, apertado igual a sardinha em lata na classe econômica, a chegada em Bangkok é a primeira confirmação de que você realmente está longe para caramba! Deixa eu explicar melhor, assim que nós saímos do avião fomos recebidos por uma sorridente moça magrinha, pequeninha e muito sorridente que nos entregou um chip de telefone! Isso mesmo, ganhamos um chipe de telefone assim que desembarcamos na Tailândia. Esse chip, pelo que eu entendi, vem com 40bath de carga para uso da internet. Não sei confirmar se realmente é isso porque não usei, mas achei prático para quem não pode ficar sem telefone e internet. Nós só usamos o wifi dos hotéis e do lugares que tinham internet liberada, nosso 3/4G e rooming são desligados antes mesmo de embarcar no vôo pois já tivemos uma experiência bem desagradável com a Vivo, que nos cobrou um serviço nunca utilizado. Enfim, passando a mocinha sorridente entramos em um aglomerado gigantes de esteiras e letreiros brilhantes até conseguir chegar na imigração, quer dizer, na imigração não, na HELTH CONTROL!!!!! Grave esse nome e esse quiosque:

O Health Control é o local onde uma funcionária não muito simpática vai ver seu certificado de febre amarela e autorizar sua entrada no país. TODA vez que você sair da Tailândia, mesmo que não saia da Ásia, você tem que passar pelo Health Control, o que é um pouco chato mas fazer o quê. Outra coisa, tem que passar no health Control antes da imigração senão você tem que voltar lá para carimbarem o seu formulário.
Liberado pela mocinha não muito simpática, você está livre para passar pela imigração, que foi bastante eficiente em todas as vezes que nós passamos (principalmente se comparada com a do Camboja, que é um pesadelo). Não me fizeram nenhuma pergunta, só tiraram uma foto e me deixaram passar. O cartão de imigração foi distribuído ainda no vôo. Aqui vale uma outra observação muito importante:
– Famílias que estão viajando juntas NÃO passam juntas na imigração!!!!! Ou seja, as crianças passam com um dos pais, enquanto o outro fica com cara de sabão torcendo para que nada dê errado. Sério, não tentem passar juntos, nós levamos várias broncas porque esquecíamos e tentávamos ir juntos. Não importa que o seu bebê/criança não fique parado no seu colo, basicamente você tem que se virar sozinho. Dos quatro países, a Tailândia foi o mais flexível com essa regra, já os outros…


Bom, resumão do aeropoto Suvarnabhumi(tentem escrever esse nome sem colar no Google, impossível!): É o maior do Sudeste Asiático, um dos 10 mais movimentados do mundo, novinho, gigantesco e bem funcional. O embarque tem uma ótima área de alimentação, o desembarque nem tanto. A sinalização é feita em tailandês e inglês, ainda bem porque a nossa compreensão da língua deles é de nada com coisa nenhuma, embora eu ache que bem bonito ver aquele monte de desenho significando alguma coisa. As esteiras de bagagem ficam logo depois da imigração e são muitas! Muitas mesmo! Para chegar e sair dele os passageiros tem várias opções:
– Trem – Airport Rail Link – Não usamos, meu irmão usou e disse que é eficiente mas que é demorado (demorava mais de 1h para chegar no nosso hotel) e era cheio, depois de 30h de vôo, com duas mega mochilas e a Julia, preferimos ir de taxi;
– Taxi normal – preço ok mas eles não falam absolutamente nada de inglês, leve o endereço do hotel escrito em Tailandês ou pelo menos o número do telefone do hotel, era o que tínhamos e o motorista ligou para se informar. Outra coisa, nos deram um valor no guichê e o motorista tentou cobrar um valor bem mais alto alegando que o valor que nos deram era para carro de passeio e o dele era um carro “grande”, mentira pois no guichê eles te encaminha para o número da vaga em que ele estava parado, oferecemos um valor meio termo (pagamos 600bath, uns 60 reais). Não usaram taxímetro. O ponto dos taxis oficiais fica no primeiro piso e tem várias placas indicando o caminho;
– Carro executivo – Caro!