hospedagens pelo mundo, Sudeste Asiático, Tailândia

The Balcony Chiang Mai Village – Nosso hotel em Chiang Mai

Chiang Mai aparece em TODOS os guias sobre a Tailândia um dos melhores lugares para fazer turismo no país. É a cidade mais barata da para se visitar na Tailândia, você provavelmente irá ler em muitos lugares que ela é o lugar mais incrível que existe. Que é a capital espiritual do país e tal.

Para ser muito sincera foi a cidade que eu menos gostei em todo o Sudeste Asiático. Ela é vendida como a maior maravilha do mundo, mas na verdade é uma cidade plana enorme, muito seca e poluída e que sobrevive às custas da exploração de pessoas e animais.

Isso não quer dizer que a cidade é horrível e que eu não ache que ela não merece uma visita, mas sem dúvida nenhuma, eu acredito que é um turismo que deve ser discutido e questionado. Mas isso é assunto para um outro momento.

Chiang Mai é uma cidade grande que é vendida como cidade pequena. Quando eu comecei a pesquisar sobre a cidade eu imaginava uma coisa meio Itacaré, sabe? Talvez meio Búzios, só que sem as praias. Um vilazinha com um potencial turístico inacreditável. Estava enganada. A cidade não tem nada de vila, é gigante e dividida entre a parte antiga, que fica dentro da muralha, e a parte nova, que cerca essa muralha.

Quando eu comecei a presquisar sobre os hotéis da cidade eu logo percebi que ficar dentro da parte murada sairia bem mais caro do que que do lado de fora, mas também percebi que para quem viaja sem carro, meu caso, tudo fica meio longe.

Olhando pelo Booking O hotel The Balcony Chiang Mai Village parecia uma excelente opção, novinho, foi inaugurado em 2013, nós viajamos em 2015, os reviews eram maravilhosos e o preço bem convidativo.

De antemão eu já sabia que ficaríamos distantes do centro e que ocasionalmente rolavam umas festas de casamento no terreno do lado que incomodavam muito os hóspedes com uma música alta que varava a madrugada. Mas também sabia que o hotel contava com somente 12 quartos bastante exclusivos.

Contratamos com o próprio hotel um transfer que nos buscaria na estação de trem. Para nossa surpresa, quando chegamos na estação, depois de uma noite dormida no trem, fomos recepcionados por um super carro utilitário de luxo. Só para nós 3!

Chegamos no hotel cedo e pediram que esperássemos na recepção ou no restaurante que existe na parte da frente ao hotel, o Fang Coffee. Fomos para o restaurante, que por sinal era muito agradável, e ficamos lá por quase uma hora, uma funcionária do hotel foi até lá nos buscar e avisou que nossos quartos ficariam prontos mais cedo do que o esperado.  O hotel é super bem decorado, inspirado nas tribos das montanhas, com muita madeira escura contrastando com paredes claras, bastante verde e detalhes de bambu. Também tinham várias estátuas pelo hotel.

Nosso quarto ficava no primeiro andar da construção anexa e só poderia ser descrito como FENOMENAL! Ele era imenso! Ficamos no Grand Deluxe, que é o maior quarto que eles tem . São 40m2 de pura felicidade. Piso de tábua corrida, móveis escuros, cortinas e roupas de cama claras, uma caminha extra (onde a Julia poderia dormir) e uma cama de casal gigantesca que se eu pudesse teria enviado para a minha casa (e onde a Julia realmente dormiu, porque ela é dessas). Melhor cama que já ficamos na vida, e olha que nós sempre damos sorte e pegamos hotéis com camas maravilhosas, mas essa espetacular!! Nem a Julia conseguiu esconder a felicidade e ficou correndo loucamente pelo quarto, subindo nas camas, calçando o chinelo de palha que eles deixam para os hóspedes. Lembrando que na Tailândia o costume é não usar o sapato dentro de casa, e o mesmo deve ser aplicado aos quartos de hotel. Era comum ver na escadinha do quarto os sapatos e chinelos dos hóspedes.

O quarto tinha ainda um banheiro com uma banheira, secador de cabelo e um aparador que serviu diversas vezes como fraldário. Nosso quarto tinha vista para a piscina e uma mesas com duas cadeirinhas. Além disso tudo, as facilidades que normalmente tem nos hotéis: TV, ar condicionado, cofre, microondas, cafeteira, chaleira elétrica, frigobar, wifi, produtos de banho.

A piscina era muito boa e contava com uma parte de Jacuzzi e uma outra que é tipo uma fonte onde no centro fica um vaso enorme, essa parte é bem rasa e foi praticamente uma piscininha para a Julia, ela amou.

Nós precisávamos lavar roupa quando chegamos em Chiang Mai, mas era bem caro lavar pelo hotel, então a única funcionária que falava bem inglês, nos ofereceu que uma das moças da limpeza levasse para a casa dela e lavasse. Foi bem barato, acho que uns 5 dólares e a roupa voltou lavada e passada.

O café era bom, nada fenomenal se comparado ao do Eastin Grand Sarthon. Eram 3 opções, um prato asiático que vinha com arroz, peixe e salada, um americano com salsicha, bacon e  ovos mexidos e o terceiro tinha torrada, frutas, granola e iogurte. Comi todos e todos estavam excelentes. Única reclamação que eu tenho sobre o café da manhã é que eles regulavam a quantidade de frutas, então a Julia, que comia só o ovo mexido, pedia fruta e eles faziam cara feia para dar. Mas é só ignorar que eles trazem mesmo contrariados. Os funcionários são prestativos mas falavam bem pouco inglês, com excessão de uma das funcionárias que eu acho que era a gerente, isso foi um problema algumas vezes.

O Preço do hotel é muito bom para o conforto que ele oferece. Dei uma pesquisada hoje e o quarto que ficamos está saindo por uns 275 reais a diária. De um modo geral os funcionários foram super solicitos, nos ajudando a escolher o curso de culinária que eu faria e os passeios.  Como ponto fraco: A distância do centro e o fato deles não terem transfer gratuito para o centro nenhuma vez durante o dia, só tem para o mercado noturno a noite. Essa brincadeira acaba ficando cara. E a dificuldade para eles colocarem mais frutas no prato.

No geral foi um hotel que eu gostei muito e que com certeza eu voltaria se retornasse a Chiang Mai.

Sudeste Asiático

O trem noturno de Bangkok até Chiang Mai

  

Mochilão que é mochilão não seria mochilão se não tivesse viagem noturna de trem. Com isso em mente, lá fomos nós para a nossa primeira aventura ferroviária noturna na Ásia. Eu vou confessar que sou uma grande fã dos trens noturnos já que o balanço me embala a noite inteira, além de achar um método de viagem super eficiente. Vivo lendo sobre pessoas que são contras passar a noite em um trem, eu penso completamente o contrário, dormir no trem faz a viagem ter mais cara de viagem. Eu já tive experiências tanto positivas quanto horripilantes em trens noturnos, mas isso é história para outro post.

Alguns meses antes da nossa viagem um acidente com um trem na Tailândia deixou vários feridos e alguns mortos, não vou mentir e dizer que não fiquei preocupada, mas eu sabia que a rede ferroviária do país era muito boa. Nós já tínhamos conhecido a estação Hua Lamphong uns dias antes porque o trem para Ayutthaya sai do mesmo local. Eu já tinha me horrorizado com o banheiro da estação, então já tinha me preparado para o que me aguardava.

Com medo de não conseguir um assento leito em um vagão com ar condicionado (Eu li um blog de um casal de americanos que viajou com 2 crianças no trem sem ar e sentados porque deixaram para comprar os tickets quando chegassem em Bangkok e fiquei morrendo de medo de terminar igual) nós acabamos comprando as passagens de trem online em um processo que só pode ser descrito como tenso.

A ferrovia tailandesa não tem um site com vendas próprias, ou seja, você tem que comprar por uma agência e a compra não é tão simples. Nós usamos o Seat 61 para conhecermos mais sobre os trens Tailandeses, lemos tudo loucamente, ele foi útil até para decidirmos entre viajar de primeira ou segunda classe. Já para comprar as passagens usamos o http://www.thailandtrainticket.com .
A compra não foi tão simples quanto parece. Primeiro você entra no site, escolhe o trem, o tipo de assento, insere todos os seus dados e… só! Seus dados são enviados para uma central e em menos de 24h vc recebe um email com um link para fazer o pagamento com cartão de crédito. Não te dão nenhum comprovante, nada! Depois vem a parte mais surreal, rezar para que os tickets estejam no seu hotel em Bangkok quando vc chegar.

Não vou mentir, eu estava tensa! Muito tensa!! Mas assim que chegamos no hotel de Bangkok os tickets estavam nos esperando bonitinhos dentro de um envelope.

Os trens de Bangkok para Chiang Mai são divididos em 5 classes:

– Primeira classe com ar condicionado: Os vagões de primeira classe são cabines que podem ser trancadas, deixando sua mala dentro. Dependendo do horário do trem as cabines podem ser para uma pessoas (com uma cama única e estreita) com uma portinha ligando a outra cabine (nada românticas para quem vai em lua de mel) ou uma cabine com duas camas (uma superior e uma inferior do mesmo tamanho. Ambas tem ainda uma pequena pia e um espelho, além de um ponto de tomada. Custa uns 1400 bath (140 reais).

– Segunda classe com ar condicionado: São dois assentos largos que viram a cama inferior (bem larga) e a cama superior que é montada quando puxada da parede. Cada cama tem ainda um ponto de luz e um de energia. Escolhemos essa pois dava para dormir com a Julia na cama inferior. A privacidade fica garantida com uma cortina mas as malas vão espremidas embaixo do assento. Aqui fica uma ressalva minha, embora existam dois lugares para mochilões, só um pode realmente ser usado para colocação da mochila, já que o outro serve para guardar uma bandeja que quando montada vira uma mesa para jantar e café da manhã. Existem uns maleiros no teto também. O vagão fica muito frio durante a noite então meu conselho é, levem um casaco!!! Eles oferecem um travesseiro, lençol e cobertor, todos estavam limpos quando pegamos.
No final de cada vagão existem dois banheiros (um tradicional e um dos que tem que agachar) e uma pia larga do lado de fora dos banheiros. Como todo trem, o banheiro estava usável no início e impossível de se aproximar no final. A principal diferença entre os banheiros da primeira e segunda classe é que os da primeira tem chuveiro e são usados por um número menor de pessoas, obviamente, mas não vi ninguém impedindo uma pessoa da segunda classe de entrar na primeira e usar o banheiro.

   

– Segunda classe sem ar condicionado: Igual a segunda classe com ar.

– Terceira classe com ar: Assentos que só inclinam um pouco e não viram camas, bem desconfortáveis. Sem contar que cabem 3 pessoas de cada lado do vagão, é chulé e baba para todo lado, gente dormindo no meio do vagão no chão. A passagem é bem barata, mas acho que não paga o desconforto.

– Terceira classe sem ar: Os bancos são DE MADEIRA!!!!! FUJA!!!!

Nós optamos pelo trem que sairia às 18:1o e chegamos em Chiang Mai um pouco depois das 8h. Pegamos dois assentos, um de cama superior (mais barato – Bath 791, uns 75 reais) e um de cama inferior (um pouquinho mais caro – Bath 881, uns 85 reais). Crianças até 3 anos não pagam passagem. Além desses valores pagamos uma taxa de agência de 150 bath/pessoa e uma outra taxa de 100 bath para entrega no hotel. Você também pode pegar os tickets na agência deles em Bangkok (e pagar uns 100 bath/10 reais) ou na própria estação, mas aí a taxa é um pouco mais cara (300 bath)

No nosso trem tinha um vagão restaurante com umas panelas nojentas e um clima de boate. Fiquei com nojo e saí correndo de lá. Ah! As baratinhas andam por todas as partes, o que meio que acaba com a fome, né?

Durante a viagem o trem faz várias paradas, principalmente durante a manhã. Dá para descer e comer umas coisinhas pelo caminha, observar as pessoas, os muitos cachorros que ficam nas estações. Nunca da para saber se a parada é curta ou longa, tem que ficar de olho nos sinais sonoros.

Na minha opinião a experiência de andar no trem foi o que fez a viagem para Chiang mai valer a pena (eu não curti a cidade, depois explico o porque)! Demos muita sorte e pegamos uma noite de lua cheia maravilhosa, além a luz do amanhecer que foi uma das mais bonitas que eu já vi, amarela, suave, quase que um poema (alma de fotógrafa, não pode ver uma luz bonita que se apaixona).

 

O que eu achei que valeu a pena:

– O preço – é barato!!!

– A largura dos leitos;

– A mulher que arruma a cama em 1 minuto. Nem pense em pedir para a funcionária arrumar a sua cama e enquanto isso dar uma escapadinha no banheiro, elas são tão rápidas e tão eficientes montando uma cama que é quase um espetáculo a parte. Não perca.

– A praticidade de sair e chegar de uma estação DENTRO da cidade, não tem preço!

– Não ter que despachar as mochilas.

O que eu achei que não valeu a pena:

– A comida! Deixa eu explicar, foi uma das poucas comidas que não teve graça da Tailândia inteira. Foi cara para os padrões Tailandeses (acho que foi uns 7/8 dólares) mas, veja bem, se você não conseguiu comprar uma comidinha para levar com vocês (nosso caso) ou não tem muito nojo (a higiene do local não é das mais saudáveis, com baratinhas correndo por todos os lados), você vai sobreviver!

  

Na nossa janta veio: sopa, um curry vermelho, um refogado de frango e legumes, arroz e abacaxi!!! Deu para nós 3 comermos. Tava uma delicia? Não! Mas já comi pior na vida.

 

O café da manhã é bem exótico para os meus padrões Brasileira que gosta de café/misto/yogurt/suco no café da manhã: sanduíches com batata frita e catchup!!!! As batatas estavam horríveis e para mim são intragáveis pela manhã. Os sanduíches também era bem ruins. O do Junior foi pão com uma salsicha assustadora e presunto. 😰

– O banheiro! Mas isso é assunto para uma post exclusivo!

– O lugar para colocar as mochilas é muito restrito. Só tem espaço para uma mochila, sob o outro assento fica uma bandeja que vira a mesa, ou seja, impossível colocar a mochila ali.

Sudeste Asiático

Eastin Grand Hotel Sarthon –  Nosso hotel de Bangkok

Bangkok tem tantas opções de hospedagem que eu confesso que quase não consegui escolher. A princípio tínhamos duas escolhas, ficar em um hotel mais barato (e acredite em mim existem uns bons que são BEM baratos) ou nos dar o luxo de ficar em um 4 estrelas pagando o valor de um 2/3 estrelas no Rio de Janeiro. Como era meu aniversário e nós tínhamos a desculpa que precisávamos ficar em um lugar com uma ótima infraestrutura por causa da Julia, além de um lugar para descansar depois de tantas horas de voo, acabamos escolhendo o Eastin Grand Hotel Sathorn.

Desde o início do planejamento eu sabia que não queria ficar na área da Khao San Road porque é conhecidamente tumultuada e não tem nem metro e nem Skytrain. Durante as pesquisas eu vi que a área de Sathorn não tem nenhum grande atrativo turístico mas é bem central e próxima de vários pontos que nós queríamos visitar. 

O hotel tem um ponto que conta muito a favor, tem uma estação do Skytrain com conexão direta com ele! Isso mesmo! Tem uma passarela que sai do hotel e te deixa dentro da estação.  Quando reservamos as diárias estavam em média R$250 reais com café da manhã, o que é bem acessível para um hotel com os luxos que ele oferece.

  

O impacto da chegada já é grande, você entra e já dá de cara com um hall com um super pé direito gigante. Nessa área tem um piano bar (chegamos a ver um pianista tocando e a Julia ficou enlouquecida, queria tocar de qualquer forma), o concierge (super prestativos! Um deles era europeu e nos ajudou várias vezes) e o balcão de recepção. Nos hospedamos duas vezes no Eastin Grand e tive duas experiências completamente destintas. Na primeira vez foi só amor! Fomos bem tratados, nossos tickets do trem pra Chiang Mai estavam separados, nos colocaram em um quarto maravilhoso! Na segunda… Nós só ficaríamos a última noite no final da viagem em Bangkok, como era só para dormir, reservamos um quarto de família em um hostel perto do Eastin Grand, quando chegamos lá o quarto era até legal mas tinham vários insetos (bedbugs?) na cama! Estávamos exaustos e famintos! Decidimos tentar um quarto do Eastin. Bom, andamos até lá e na recepção nos disseram que o quarto estava R$450 e só tinha cama de solteiro. Frustados, decidimos ir jantar no restaurante do hotel, lá aproveitamos a internet para ver se ainda tinha vagas pelo Booking. Para nossa surpresa, não só tinha vagas como o quarto custava R$280 reais e tinha cama de casal!!!!!! Reservamos e eu voltei na recepção para falar com a mesma menina, ela ficou com raiva que reservamos pelo Booking e foi grossa. Mas azar o dela!!!

   
  

Em ambas as estadias ficamos em um quarto em andar alto. Da primeira vez no 24 e na segunda no 21. A vista é bem legal e foi perfeita pra gravar um stopmotion do amanhecer e da cidade frenética que ficou muito legal. Optamos por um quarto de casal e a Julia dormiu na nossa cama. Em nenhum momento isso foi um problema porque a cama era King – imensa!!!!! O quarto era grande, espaçoso, com um banheiro gigante, recheado de coisinhas. Tinha geladeirinha e cafeteira. Uma das paredes é toda de vidro! Eu amei porque dava uma sensação meio que de Lost in Translation. Não tem janela que abra, o que me pareceu bem sensato!

  

O hotel tem dois restaurantes, além do bar da piscina e o do Loby. Um restaurante fica no andar da ligação com o Skytrain e que é mais chique (vai ter um post só para ele) e o do café da manhã fica no quarto andar.

Muita gente escolhe esse hotel pela piscina mas vou confessar que o que eu mais amei foi a comida!!!!! O café da manhã é gigantesco!!!!! Vai até as 10h da manhã e é um super bunch. Vários sucos, pães, uma máquina de panqueca, frutas, geleias, além de duas bancadas de comidas!!! É que os asiáticos não comem o café da manhã como o nosso. Eles não comem pão com suco ou cereais, eles comem um caldo com macarrão de arroz e uns din suns ou comida mesmo, arroz com frutos do mar. Eu que como de tudo, aproveitei! Fiz dia de café da manhã saudável, dia do café da manhã oriental (o que eu mais gostei), dia do cadinho (um cadinho de cada coisa). Os funcionários do restaurante são muito fofos e nos trataram muito bem. Crianças têm direito a pratinhos e canecas fofas, além de paparicos dos funcionários.

Dica: se você gosta de comida oriental, experimente TUDO!!!!

  

Julia curtiu a melancia! Nesse dia ela comeu 7 fatias!!!!

  

Piscinas de bordas infinitas andam bastante na moda. Eu confesso que adoro! A piscina do Eastin Grand não fica no último andar, não me perguntem o motivo.  Ela fica no 14 andar e é relativamente baixa se considerarmos a altura do hotel. A piscina não é gigante mas é razoável. No dia do meu aniversário passamos a tarde inteira nela e estava bem cheio porque o dia estava lindo (por isso que pegamos esse pôr do sol incrível! Valeu São Pedro!!!). Na borda da piscina ficam uns nichos que são uma delícia, quando chegamos eles estavam ocupados mas esperamos um esvaziar. Em uma das laterais também tinham umas espreguiçadeiras de madeira. Não tinha piscina de criança mas na borda tem um espelho de água que fez a felicidade da Julia. Comemos um sanduíche no bar da piscina e estava bem gostoso. O chá gelada também era ótimo!

A parte bizarra ficou por conta dos hóspedes que iam até a piscina, faziam uma selfie e voltavam para os seus quartos. Tinha um grupo de japonesas hilárias! Também vimos bastante brasileiros pelo hotel. 

 

Bom, para terminar. Eu adorei o hotel mesmo com o pequeno estresse com a recepcionista e ficaria nele sempre que fosse para Bangkok. 

Sudeste Asiático

Os mercados flutuantes de Bangkok

   
Bangkok é uma cidade cercada de rios, se olharmos a história da cidade vamos ver que ela cresceu a partir deles. Até o meio do século XX os mercados flutuantes eram o principal meio de comércio da cidade, com a urbanização eles foram perdendo espaço e quase foram extintos. Até que há alguns anos, alguém observou que eles dariam um interessante ponto turístico e com isso eles voltaram com força total. O passeio divide opiniões, há quem ame, há quem odeie, mas a verdade é que quase ninguém sai da cidade sem passar por um. A maioria dos mercados não fica na cidade, mas sim nos arredores o que pode ser bem distante. Existem várias opções. Nós escolhemos o Taling Chan porque era próximo, dava para ir de Skytrain + uma corrida curta de taxi e era o que aparentemente teria a menor concentração de turistas mas antes de falar dele aqui vão os 5 mercados mais populares de Bangkok:

1 – Damnoen Saduak:

Esse é definitivamente o mais famoso! 85% dos turistas visitam esse mercado que fica há 100Km de Bangkok e existe há mais de 100 anos. Se você jogar no google brasileiro “mercados flutuantes em Bangkok” você dificilmente achará algum post sobre outro mercado. Muita gente junta o passeio com uma visita a um Santuário de tigres, as vezes a ponte do rio Kwai e até mesmo ao Mercado do Trem. Li em alguns lugares que a higiene era precária e que tinha cheiro de esgoto, não sei se é verdade porque não fui.

Como chegar: A forma mais fácil de chegar é contratando o passeio em uma agência de viagens. Basta escolher qualquer agência na Khao San Road ou no próprio hotel. Quando eu pesquisei o tour saia de uns 500 bath até 1500bath dependendo das opções de passeios que você associasse. Tem como chegar por conta própria mas é caro e confuso.

Vá se: Não liga em ver mais turistas do que tailandeses fazendo compras. Quer tirar umas fotos segurando uns animais exóticos (tem cobras e macacos para a felicidade da galera que adora uma selfie com muitos likes no instagram). Se você gosta de fotografias, ele também é interessante já que te dá uma gama enorme de coisas para fotografar.

Fuja se: Quer uma experiência autêntica. É programa de turista mesmo, os únicos locais que você vai achar serão os vendedores e barqueiros. Acha longe (realmente é longe!!!). Não tem o estômago forte.

2 – Amphawa Floating Market:

Eu quase acabei indo nele. Tinha pesquisado do Brasil e tudo mas acabei desistindo porque não queria ir de excursão e o Tailing era bem mais perto. o Amphawa fica há 90Km de Bangkok e é o segundo mais popular da cidade. Também é um programa para turistas, mas se o Damnoen é o queridinho dos brasucas, esse é o favorito dos americanos. Ele tem uma outra vantagem na minha opinião, se você pegar o tour que se extende até o anoitecer, vai poder parar em um lugar que é cheio de vagalumes!!!!!! Eu, que moro em cidade grande e não vejo um vagalume há mais de 10 anos, fiquei morrendo de curiosidade. Nesse você não precisa chegar muito cedo, já que ele só começa a ser montado lá pelas 9h da manhã, mas vá preparado para enfrentar uma multidão, o mercado lota!

Como chegar: Mais uma vez a forma mais fácil de chegar é através de agências de viagens. Mas esse é mais fácil de chegar por conta própria: Vans saem do Victory Monument e custam 80 bath por trecho.

Vá se: Não liga em ver muitos turistas mas dessa vez em mesmo número que tailandeses (que aparentemente adoram esse mercado). Quer visitar um templo que foi “engolido” por uma árvore mas não vai poder ir até o Camboja. Tem um templo envolto em uma árvore imensa. Está com crianças e curte zoológicos (tem um mini Zoo por lá)

Fuja se: Odeia lugares lotados!!!

3 – Khlong Lat Mayom Floating Market:

Esse aparentemente é bem autentico e pequeno, pelas fotos que eu vi a parte terrestre dele é maior do que a flutuante. Foi difícil achar uma foto dos barquinhos. Parece ser um bom lugar para comer e fica à 20 Km de Bangkok. Quase todos os sites sugerem juntar esse com o Taling Chan, sinceramente? Escolha só um, eles são bem parecidos. Só abre nos sábados domingos e feriados.

Como chegar: É acessível com o combo Skytrain + taxi. Basta pegar o BTS até a estação Wongwian Yai (última da linha Silom) e de lá pegar um taxi para uma corrida rápida.

Vá se: Quer muito ir em um Mercado Flutuante mas não quer gastar 4 horas entre ida e volta.

Fuja se: Quer um mercado flutuante cinematográfico. Só tem dias durante a semana para visitar um floating market.

4 – Bang Nam Pheung Floating Market

Esse é mais um mercado a beira do rio do que um mercado flutuante mas sempre entra na lista dos Mercados a se visitar em Bangkok. É pequeno, parece um vilarejo. Não parece ser nem um pouco turístico.

Como chegar: Só de taxi.

Vá se: Será que vale a pena?.

Fuja se: Quer um mercado flutuante cinematográfico (2).

5 – Taling Chan Floating Market – MEU FAVORITO!!!!!! ❤ ❤ ❤

Escolhemos o Taling Chan para visitar porque ele era acessível de BTS + uma corrida barata de taxi e porque ele era o menos turístico dos 3 mercados flutuantes principais de Bangkok. Ele só abre nos fins de semana e quando nós fomos tinham muito mais tailandeses do que turistas (fomos em um sábado). O mercado fica do lado de uma linha de trem, que fica do lado de uma rodovia. Paralelo a linha do trem segue um corredor bem bonitinho com barraquinhas de ambos os lados com várias comidinhas para comprar e continuar andando(a maior parte das comidas que comemos foram daqui), tinha sorvete de côco (maravilhosos), uma espécie de almôndegas apimentadas de carne de porco (eu adorei), milhares de frutas no palito e outras coisinhas. Na lateral da entrada do mercado tinha um palco e lá pelo meio da tarde começou um karaoke MUITO animado!!!! Tinha até policiais cantando como se não houvesse amanhã. Seguindo o caminho das barraquinhas você chega nas palafitas que beiram os rio e que tem vários barquinhos com todo tipo de comida imaginável. Essa parte é pequena, fica coberta por um toldo e estava parecendo uma fornalha quando chegamos, não ficamos muito tempo nessa parte porque estava insuportável. É dali que saem os barcos que vão dar uma volta pelos canais. Chegamos no mercado quase que meio dia. O passeio de barco mais barato só sai pela manhã. Na hora que nós fomos só dava para fazer um passeio privativo que sairia por 1000 bath. Não fizemos. Uma coisa que eu achei muito interessante foi uma barraquinha que tinha 3 bacias grandes: uma com tartaruguinhas, uma com peixes e outra com enguias. Aparentemente cada uma tem um significado e vc deve comprar uma de cada e jogar no rio. Morri de pena!!! Tinha também um outro palco com uns músicos tocando músicas típicas. A Julia adorou essa parte.

Como chegar: Chegar lá foi fácil. pegamos o BTS até a estação Wongwian Yai Station e de lá pegamos um taxi. Aqui tomamos um mini golpe. quando descemos da estação os primeiros 3 taxis cobraram 200 bath. O quarto cobrou 150 bath. Achamos que estávamos fazendo um ótimo negócio e fomos. Ele nos deixou bem na entrada do mercado e até aí estávamos achando o cara ótimo. Na volta pegamos um taxi na porta do mercado e resolvemos ir direto para o hotel, para a nossa surpresa a corrida saiu por menos de 80 bath!!!! Ou seja, a ida valia no máximo 50 bath.

Vá se: Quer uma experiência o menos turística possível e não se incomoda com um mercado menor e mais contido. Curte um Karaoke com os locais.

Fuja se: Quer um mercado flutuante cinematográfico (3). Odeia Karaoke.


  

Sudeste Asiático

O trem de Bangkok para Ayutthaya

Ayutthaya5

Ayutthaya é uma cidade próxima de Bangkok que é um patrimônio cultural da Unesco. Ela foi a capital da Tailândia até 1767 quando foi saqueada e parcialmente destruída pelo exército da Birmânia.
Por ser muito próxima de Bangkok (A cidade fica há 75Km da capital) ela se torna uma bate-volta perfeito para um dia de passeio.
Existem muitas maneiras de se chegar até ela, muita gente vai de tour comprado por agência, em um pacote que pode ser só de van ou van+trem ou ainda barco+van. Tem as linhas regulares de ônibus que vão até a cidade. Também dava para ir só de trem, o que torna a viagem um pouco mais longa, mas muito mais interessante para quem adora uma viagem sobre trilhos (tipo, eu!). O trajeto dura 2h e os trens saem praticamente a cada hora. Tem alguns trens que são expressos e fazem o trajeto em um pouco mais de 1h30. Eu estava doida para experimentar os trens asiáticos. Ir de trem também é a forma mais barata de se chegar em Ayutthaya, já explico o motivo.

Ayutthaya7

Os trens para a cidade saem da estação Hua Lamphong Station, uma espécie de estação central de Bangkok e de onde saem trens para diversos lugares, inclusive o trem noturno para Chiang Mai que pegaríamos alguns dias depois. Chegar na estação foi fácil, pegamos o Skytrain na estação do nosso hotel, descemos e fizemos baldeação para o metrô (MTS) e seguimos até a estação Hua Lamphong que fica do lado da estação de trem. Gastamos 88 bath para duas pessoas nesse trajeto de Skytrain e metro. Vale lembrar que crianças menores de 5 anos não pagam nos transportes públicos na Tailândia.

A estação de trem é um pouco precária e suja. Achei feia, mas bem menos feia do que a estação que iríamos encarar em Hanói. Tinha um balcão com umas duas pessoas que falam um inglês razoável, uma praça de alimentação com alguns restaurantes (não comemos em nenhum) e não tem banheiros! Isso mesmo! Não existem banheiros na estação, se você tiver com muita vontade, na rua, na lateral da estação, existe uma espécie de banheiro químico/trailer com alguns toaletes. Me aventurei em um e desisti quando chegou a minha vez, o sanitário era o de agachar e tinha água (e xixi) por todos os cantos. Então fica a dica: vá ao banheiro antes de sair do hotel ou espere para fazer no trem, não é super limpo mas como eu fui antes do trem sair da estação ele estava usável.

ayutthaya3

Perdemos o trem das 9h e acabamos pegando o de 10:40 que não era o expresso, então já sabíamos que faríamos a viagem longa. A estação estava relativamente cheia e para que gosta de observar pessoas ela é um paraíso! Famílias, monges, turistas, todo mundo misturado! Uma delícia.

ayutthaya4

No caminho para Ayutthaya passamos nosso primeiro perrengue da viagem. Quando compramos a passagem, simplesmente pedimos tickets para Ayutthaya, nos custou 40bath (20bath/pessoa) e nós ficamos impressionados em como aquela viagem era barata, só que tinha uma pegadinha: esse era o preço da terceira classe sem ar condicionado (até aí ok) e SEM lugar marcado! É que os trens que saem de Banhkok e passam em Ayutthaya normalmente fazem viagens muito longas, então eles deixam para vender os assentos marcados para as pessoas que vão encarar longas horas de viagem. Resumo da história, passamos duas horas pulando de assentos conforme o trem ia parando nas estações e novas pessoas chegavam para ocupar os seus lugares.

Existem 3 tipos de tickets nesses trens: os de segunda classe com lugar marcado, ar condicionado e assentos confortáveis e os de terceira classe sem lugar marcado, com banco duro e ar condicionado natural. Meu conselho é: vá ciente de que o trem é cheio, que quando o trem não está em movimento faz muito calor e que existem alguns pouco lugares que não são numerados mas você vai ter que correr pra pegá-los. No mais, relaxe e observe como tem gente interessante andando nele.

Ayutthaya5

Ayutthaya6

Ayutthaya2

A volta foi mais tranquila. Também pegamos o trem sem ar mas dessa vez com lugar marcado e ele estava bem mais vazio do que a ida e conseguimos voltar tranquilamente. A passagem de volta é mais barata do que a ida, a nossa custou 15 bath por pessoa. Na estação de Ayutthaya tentaram nos empurrar a passagem de primeira classe que custava 160 bath, quando eu disse que não queria e preferia a terceira classe o bilheteiro fez uma careta mas me vendeu sem problemas. Julia curtiu bastante o passeio de trem e dormiu quase que toda a ida e uma parte da volta.

Bom, sobre ser a forma mais barata de visitar a cidade. Pelas minhas pesquisas ir de van custa 70 bath, de van-barco , tinha um outro que oferecia um tour de bicicleta por 950bath (oi?!?!?!), de trem gastamos 35bath/pessoa!!!! É realmente muito fácil chegar na cidade, não vale a pena pagar uma agência para intermediar a viagem!!! E não caia na armadilha da agência que diz que seu diferencial é ter guia, alguns motoristas de Tuc-Tuc falam bem inglês e podem servir de guias e motoristas. Um google nos templos também ajuda e eles tem uns livrinhos que contam toda a história da cidade, de graça!

Sudeste Asiático

Bangkok – Jim Thompson House

Chegando em Bangkok – Jim Thompson House

Quando nós decidimos encarar o mês mais quente do sudeste asiático várias preocupações vieram na minha cabeça mas a maior de todas foi de encarar Bangkok no auge do verão. Cidade gigantesca, poluída, com um trânsito dos infernos e sufocante. Não sei porque toda vez que penso em em Bangkok eu associo com falta de ar. Vou confessar que a cidade nunca esteve no meu top 10… acho q ela não entrava nem no meu top 100, mas o vôo promocional a tinha como destino e eu li em tantos lugares que a cidade não deveria ser usada só como cidade de passagem que resolvi dar uma chance.

Por incrível que parece foi a cidade que me deu mais trabalho em preparar o roteiro. Eram coisas demais para fazer, tantos lugares para comer que nem se nós comêssemos fora 4x/dia daríamos conta. Foi nossa primeira e última cidade, ficamos 3 dias inteiros na ida e uma pernoite na volta. Com o nome oficial de “Krungthepmahanakhon Amonrattanakosin Mahintharayutthaya Mahadilokphop Noppharatratchaniburiron Udomratchaniwetmahasathan Amonphimanawatansathit Sakkathattiyawitsanukamprasit” (Obrigada, Google!), Bangkok é vibrante, elétrica, cheia de vida. Em uma das minhas noites de insônia fiquei reparando o trânsito do 24o. andar do hotel. Ele não para nunca! Esqueça NY, a cidade que nunca dorme é definitivamente Bangkok. No final da viagem eu tive certeza que todo o meu preconceito pela cidade não fazia nenhum sentido.

O nosso primeiro dia foi mega cansativo, nós estávamos vindo de um vôo de 30 horas e chegamos na cidade de manhã e com MUITO jetleg. Eu, que dificilmente sinto a diferença do fuso horário, sofri em Bangkok. As 10 horas que nos separavam do Rio me fizeram ter vários dias de insônia e um mal estar muito enjoado por uns 5 dias.

Depois que chegamos no nosso hotel (que vai ganhar um post só para ele) tomamos banho porque depois de 30 horas era o que mais queríamos na vida (!), ligamos para o meu irmão que também estava na cidade e em um albergue no mesmo bairro, encontramos com ele na estação de Skytrain (o trem de superfície) e tivemos nossa primeira experiência asiática de verdade. Deixa eu explicar, na maioria das estações de Skytrain você não compra seu bilhete na bilheteria e sim em uma maquina que emite na hora (ate aí normal, né?), só que… Ela só aceita moeda!!!! Então você tem que ir na bilheteria, trocar o dinheiro para depois voltar na máquina e comprar o seu bilhete. Super prático, funcional, só que não! O valor varia conforme a distância entre a estação que você está e a estação que você vai, chegamos a pagar de 18 a 52 bath pelos trajetos. Bilhete comprado, passamos na roleta e GUARDAMOS o bilhete! O Skytrain funciona de uma forma parecida com alguns outros metrôs do mundo, você tem que passar o bilhete novamente pra sair. Se por acaso, comprar para uma estacão mas acabar descendo em outra que seria mais cara, dá para acessar a bilheteria e pagar a diferença. Ele é eficiente e rápido mas vale de algumas observações: Tem um local específico para você esperar, olhe para o chão. Na hora do rush parece o Rio de Janeiro, é um empurra empurra para entrar.

A casa do Jim Thopsom

Nossa primeira parada foi a casa do Jim Thompson, que ficava a duas estações de Skytrain do nosso hotel. Vocês já ouviram falar sobre Jim Thopsom? Nem eu! Até começar a pesquisar sobre Bangkok e ler que era um passeio que valia muito a pena.

Jim Thompson era um comerciante americano que um dia decidiu trocar sua vidinha mais ou menos em Delaware pela vida exótica da Ásia do final da década de 40. Ele se tornou um grande exportador de Seda do Sudeste Asiático e meio que salvou a indústria da Seda da Tailândia. Tudo estava muito bom, ele tinha um negócio lucrativo, uma casa maravilhosa, até que um dia do nada, ele viajou e DESAPARECEU! Isso mesmo! O cara sumiu, do nada! Ninguém sabe se ele morreu ou não. Só se sabe que um dia ele viajou para a selva da Malásia e nunca mais voltou. Como toda boa lenda urbana, até gente que jura que ele foi assassinado pela CIA existe por aí.

O fato é que a casa que ele construiu em Bangkok é incrível e vale muito a visita. Hoje em dia a propriedade é basicamente um complexo com loja, restaurante e as casa onde ele morava. Aliás, casa não! Casas!!! Ele juntou 6 casas tradicionais Tailandesas e fez uma casa para ele, colocando alguns toques ocidentais, tipo o banheiro dentro da casa. Como ele queria morar em casas típicas de madeira, elas não foram construídas diretamente no terreno, ele mandou buscarem em diversos pontos do país e elas foram remontadas para ele (riqueza, seu nome é Jim Thompson!).

BKK01blog

A casa fica no final de uma ruela que é bem próxima a saída National Stadium do Skytrain, se você estiver com preguiça de andar até o final da rua, eles têm um carrinho, desses de golf, que te busca na esquina da rua e depois te leva de volta, de graça.

BKK39

Na entrada você já fica encantada com o caminho de bandeirinhas coloridas. A bilheteria fica logo a direita e a entrada com a visita guiada custou 150 bath, criança pequena não paga e jovens de até 22 anos pagam 100bath. Logo depois, em frente a loja de produtos de seda, um rapaz fica trabalhando a seda em um tear rudimentar. Ele basicamente coloca vários casulos de bicho da seda em um vaso que está sendo aquecido, o bicho vai soltando a seda e ele vai puxando no tear manualmente. É interessante mas eu quase morri de pena do bicho sendo cozido vivo! Não comprei nada na lojinha em solidariedade a ele, coitado!!

BKK05blog

BKK04blog

A loja é linda e as peças de seda não são caras, também não são baratas, mas a qualidade é ótima. Tem uma parte toda dedicada a roupas de criança, eu fiquei encantada com os vestidinhos, mas era o primeiro dia de viagem, nosso mochilão já saiu lotado do Brasil e achei que não valia a pena comprar mais nada.

Existe um outlet das peças dele em Bangkok e o que eu li é que vale muito a pena ir mas não tivemos tempo. Acho que para quem está com o tempo curto a loja do museu é o suficiente.

Fizemos o passeio guiado em inglês que saem a cada 15 minutos (eles também têm em francês e alemão, mas não são tão regulares), com uma guia super fofa que falava um inglês que era 50% compreensível e rendeu boas gargalhadas nossas que ficamos por vezes sem entender absolutamente nada de uma frase inteira.

Como a maioria dos locais na Tailândia, você precisa tirar o sapato para entrar, então você vai ficar descalço em boa parte do passeio. A casa é tipicamente Tailandesa, toda em madeira e com uma coleção de arte incrível. Eles não permitem que fotos lá dentro. 😦

Sobre ir com crianças, os Tailandeses acreditam que se construírem um degrau nas portas, os maus espíritos não entrarão na casa, então basicamente eles constroem uns muros de 20 a 40 cm em todas as portas. Segundo nossa guia, esses muros também servem pra protegerem as crianças de quedas nas escadas, já que casas Tailandesas tem muitas escadas. Como a casa é cheia de artes super antigas, que valem mais do que todos os nossos rins juntos, achamos melhor manter a Julia no Ergo durante a maior parte da visita, o que foi uma boa já que ela tirou um cochilo e quando acordou e saiu do Ergo queria subir na cama do Jim e abrir as gavetas da cômoda (não, não pode). Se você tiver um filho mais levado, eu não aconselho o passeio não! A guia fica meio tensa perto de crianças próximas a objetos de artes milionários.

A visita durou uns 40 minutos.

BKK08blog

No pátio tem um restaurante que na hora que chegamos estava completamente vazio. Ele é bem grande e tem mesas nas varandas (fazendo 40C nós nem consideramos essa possibilidade) e no salão (esse sim com ar, UFA!). Aproveitamos para comer alguma coisa por lá mesmo e como o JetLeg ainda imperava tomamos só um café e comemos um doce. O restaurante é uma graça e tem preços um pouco mais caros que os padrões Tailandeses mas foi o melhor Mango Stick Rice que eu comi em toda a viagem. Também foi lá que experimentamos um pouco da culinária exótica asiática: Café com leite condensado!!! Eu, formiga declarada, achei uma delícia!!! Super recomendo o investimento.


Siam Paragon

Saímos da casa do Jim Thompson e pegamos o carrinho do museu para voltar para o Skytrain, no meio do caminho alguém sugeriu andarmos de Tuk Tuk pela primeira vez. Confesso que eu estava com medo de andar com a Julia porque só li histórias amedrontadoras dos motoristas, mas tinha um motorista parado bem na esquema da rua do Jim, nós perguntamos o valor da corrida para o shopping Siam Paragon e ele nos cobrou 30bath (3 reais! Para 3 adultos e 1 criança!!!) e ficou bem mais barato do que o Skytrain. Fomos!

Realmente eles dirigem iguais a uns psicopatas à beira de um ataque, mas foi bem legal. E felizmente o shopping fica bem perto então nem tivemos tempo de morrer do coração. Julia amou a aventura e queria sempre andar de Tuk Tuk. Fica um pouco apertado para 3 adultos e 1 criança mas dá para ir.

Minha opinião final é de que a visitar a casa do Jim Thompson vale muito a pena mas que tem que ter muita atenção se tiver visitando com criança.