Sudeste Asiático

O trem noturno de Bangkok até Chiang Mai

  

Mochilão que é mochilão não seria mochilão se não tivesse viagem noturna de trem. Com isso em mente, lá fomos nós para a nossa primeira aventura ferroviária noturna na Ásia. Eu vou confessar que sou uma grande fã dos trens noturnos já que o balanço me embala a noite inteira, além de achar um método de viagem super eficiente. Vivo lendo sobre pessoas que são contras passar a noite em um trem, eu penso completamente o contrário, dormir no trem faz a viagem ter mais cara de viagem. Eu já tive experiências tanto positivas quanto horripilantes em trens noturnos, mas isso é história para outro post.

Alguns meses antes da nossa viagem um acidente com um trem na Tailândia deixou vários feridos e alguns mortos, não vou mentir e dizer que não fiquei preocupada, mas eu sabia que a rede ferroviária do país era muito boa. Nós já tínhamos conhecido a estação Hua Lamphong uns dias antes porque o trem para Ayutthaya sai do mesmo local. Eu já tinha me horrorizado com o banheiro da estação, então já tinha me preparado para o que me aguardava.

Com medo de não conseguir um assento leito em um vagão com ar condicionado (Eu li um blog de um casal de americanos que viajou com 2 crianças no trem sem ar e sentados porque deixaram para comprar os tickets quando chegassem em Bangkok e fiquei morrendo de medo de terminar igual) nós acabamos comprando as passagens de trem online em um processo que só pode ser descrito como tenso.

A ferrovia tailandesa não tem um site com vendas próprias, ou seja, você tem que comprar por uma agência e a compra não é tão simples. Nós usamos o Seat 61 para conhecermos mais sobre os trens Tailandeses, lemos tudo loucamente, ele foi útil até para decidirmos entre viajar de primeira ou segunda classe. Já para comprar as passagens usamos o http://www.thailandtrainticket.com .
A compra não foi tão simples quanto parece. Primeiro você entra no site, escolhe o trem, o tipo de assento, insere todos os seus dados e… só! Seus dados são enviados para uma central e em menos de 24h vc recebe um email com um link para fazer o pagamento com cartão de crédito. Não te dão nenhum comprovante, nada! Depois vem a parte mais surreal, rezar para que os tickets estejam no seu hotel em Bangkok quando vc chegar.

Não vou mentir, eu estava tensa! Muito tensa!! Mas assim que chegamos no hotel de Bangkok os tickets estavam nos esperando bonitinhos dentro de um envelope.

Os trens de Bangkok para Chiang Mai são divididos em 5 classes:

– Primeira classe com ar condicionado: Os vagões de primeira classe são cabines que podem ser trancadas, deixando sua mala dentro. Dependendo do horário do trem as cabines podem ser para uma pessoas (com uma cama única e estreita) com uma portinha ligando a outra cabine (nada românticas para quem vai em lua de mel) ou uma cabine com duas camas (uma superior e uma inferior do mesmo tamanho. Ambas tem ainda uma pequena pia e um espelho, além de um ponto de tomada. Custa uns 1400 bath (140 reais).

– Segunda classe com ar condicionado: São dois assentos largos que viram a cama inferior (bem larga) e a cama superior que é montada quando puxada da parede. Cada cama tem ainda um ponto de luz e um de energia. Escolhemos essa pois dava para dormir com a Julia na cama inferior. A privacidade fica garantida com uma cortina mas as malas vão espremidas embaixo do assento. Aqui fica uma ressalva minha, embora existam dois lugares para mochilões, só um pode realmente ser usado para colocação da mochila, já que o outro serve para guardar uma bandeja que quando montada vira uma mesa para jantar e café da manhã. Existem uns maleiros no teto também. O vagão fica muito frio durante a noite então meu conselho é, levem um casaco!!! Eles oferecem um travesseiro, lençol e cobertor, todos estavam limpos quando pegamos.
No final de cada vagão existem dois banheiros (um tradicional e um dos que tem que agachar) e uma pia larga do lado de fora dos banheiros. Como todo trem, o banheiro estava usável no início e impossível de se aproximar no final. A principal diferença entre os banheiros da primeira e segunda classe é que os da primeira tem chuveiro e são usados por um número menor de pessoas, obviamente, mas não vi ninguém impedindo uma pessoa da segunda classe de entrar na primeira e usar o banheiro.

   

– Segunda classe sem ar condicionado: Igual a segunda classe com ar.

– Terceira classe com ar: Assentos que só inclinam um pouco e não viram camas, bem desconfortáveis. Sem contar que cabem 3 pessoas de cada lado do vagão, é chulé e baba para todo lado, gente dormindo no meio do vagão no chão. A passagem é bem barata, mas acho que não paga o desconforto.

– Terceira classe sem ar: Os bancos são DE MADEIRA!!!!! FUJA!!!!

Nós optamos pelo trem que sairia às 18:1o e chegamos em Chiang Mai um pouco depois das 8h. Pegamos dois assentos, um de cama superior (mais barato – Bath 791, uns 75 reais) e um de cama inferior (um pouquinho mais caro – Bath 881, uns 85 reais). Crianças até 3 anos não pagam passagem. Além desses valores pagamos uma taxa de agência de 150 bath/pessoa e uma outra taxa de 100 bath para entrega no hotel. Você também pode pegar os tickets na agência deles em Bangkok (e pagar uns 100 bath/10 reais) ou na própria estação, mas aí a taxa é um pouco mais cara (300 bath)

No nosso trem tinha um vagão restaurante com umas panelas nojentas e um clima de boate. Fiquei com nojo e saí correndo de lá. Ah! As baratinhas andam por todas as partes, o que meio que acaba com a fome, né?

Durante a viagem o trem faz várias paradas, principalmente durante a manhã. Dá para descer e comer umas coisinhas pelo caminha, observar as pessoas, os muitos cachorros que ficam nas estações. Nunca da para saber se a parada é curta ou longa, tem que ficar de olho nos sinais sonoros.

Na minha opinião a experiência de andar no trem foi o que fez a viagem para Chiang mai valer a pena (eu não curti a cidade, depois explico o porque)! Demos muita sorte e pegamos uma noite de lua cheia maravilhosa, além a luz do amanhecer que foi uma das mais bonitas que eu já vi, amarela, suave, quase que um poema (alma de fotógrafa, não pode ver uma luz bonita que se apaixona).

 

O que eu achei que valeu a pena:

– O preço – é barato!!!

– A largura dos leitos;

– A mulher que arruma a cama em 1 minuto. Nem pense em pedir para a funcionária arrumar a sua cama e enquanto isso dar uma escapadinha no banheiro, elas são tão rápidas e tão eficientes montando uma cama que é quase um espetáculo a parte. Não perca.

– A praticidade de sair e chegar de uma estação DENTRO da cidade, não tem preço!

– Não ter que despachar as mochilas.

O que eu achei que não valeu a pena:

– A comida! Deixa eu explicar, foi uma das poucas comidas que não teve graça da Tailândia inteira. Foi cara para os padrões Tailandeses (acho que foi uns 7/8 dólares) mas, veja bem, se você não conseguiu comprar uma comidinha para levar com vocês (nosso caso) ou não tem muito nojo (a higiene do local não é das mais saudáveis, com baratinhas correndo por todos os lados), você vai sobreviver!

  

Na nossa janta veio: sopa, um curry vermelho, um refogado de frango e legumes, arroz e abacaxi!!! Deu para nós 3 comermos. Tava uma delicia? Não! Mas já comi pior na vida.

 

O café da manhã é bem exótico para os meus padrões Brasileira que gosta de café/misto/yogurt/suco no café da manhã: sanduíches com batata frita e catchup!!!! As batatas estavam horríveis e para mim são intragáveis pela manhã. Os sanduíches também era bem ruins. O do Junior foi pão com uma salsicha assustadora e presunto. 😰

– O banheiro! Mas isso é assunto para uma post exclusivo!

– O lugar para colocar as mochilas é muito restrito. Só tem espaço para uma mochila, sob o outro assento fica uma bandeja que vira a mesa, ou seja, impossível colocar a mochila ali.

Sudeste Asiático

Bangkok – Jim Thompson House

Chegando em Bangkok – Jim Thompson House

Quando nós decidimos encarar o mês mais quente do sudeste asiático várias preocupações vieram na minha cabeça mas a maior de todas foi de encarar Bangkok no auge do verão. Cidade gigantesca, poluída, com um trânsito dos infernos e sufocante. Não sei porque toda vez que penso em em Bangkok eu associo com falta de ar. Vou confessar que a cidade nunca esteve no meu top 10… acho q ela não entrava nem no meu top 100, mas o vôo promocional a tinha como destino e eu li em tantos lugares que a cidade não deveria ser usada só como cidade de passagem que resolvi dar uma chance.

Por incrível que parece foi a cidade que me deu mais trabalho em preparar o roteiro. Eram coisas demais para fazer, tantos lugares para comer que nem se nós comêssemos fora 4x/dia daríamos conta. Foi nossa primeira e última cidade, ficamos 3 dias inteiros na ida e uma pernoite na volta. Com o nome oficial de “Krungthepmahanakhon Amonrattanakosin Mahintharayutthaya Mahadilokphop Noppharatratchaniburiron Udomratchaniwetmahasathan Amonphimanawatansathit Sakkathattiyawitsanukamprasit” (Obrigada, Google!), Bangkok é vibrante, elétrica, cheia de vida. Em uma das minhas noites de insônia fiquei reparando o trânsito do 24o. andar do hotel. Ele não para nunca! Esqueça NY, a cidade que nunca dorme é definitivamente Bangkok. No final da viagem eu tive certeza que todo o meu preconceito pela cidade não fazia nenhum sentido.

O nosso primeiro dia foi mega cansativo, nós estávamos vindo de um vôo de 30 horas e chegamos na cidade de manhã e com MUITO jetleg. Eu, que dificilmente sinto a diferença do fuso horário, sofri em Bangkok. As 10 horas que nos separavam do Rio me fizeram ter vários dias de insônia e um mal estar muito enjoado por uns 5 dias.

Depois que chegamos no nosso hotel (que vai ganhar um post só para ele) tomamos banho porque depois de 30 horas era o que mais queríamos na vida (!), ligamos para o meu irmão que também estava na cidade e em um albergue no mesmo bairro, encontramos com ele na estação de Skytrain (o trem de superfície) e tivemos nossa primeira experiência asiática de verdade. Deixa eu explicar, na maioria das estações de Skytrain você não compra seu bilhete na bilheteria e sim em uma maquina que emite na hora (ate aí normal, né?), só que… Ela só aceita moeda!!!! Então você tem que ir na bilheteria, trocar o dinheiro para depois voltar na máquina e comprar o seu bilhete. Super prático, funcional, só que não! O valor varia conforme a distância entre a estação que você está e a estação que você vai, chegamos a pagar de 18 a 52 bath pelos trajetos. Bilhete comprado, passamos na roleta e GUARDAMOS o bilhete! O Skytrain funciona de uma forma parecida com alguns outros metrôs do mundo, você tem que passar o bilhete novamente pra sair. Se por acaso, comprar para uma estacão mas acabar descendo em outra que seria mais cara, dá para acessar a bilheteria e pagar a diferença. Ele é eficiente e rápido mas vale de algumas observações: Tem um local específico para você esperar, olhe para o chão. Na hora do rush parece o Rio de Janeiro, é um empurra empurra para entrar.

A casa do Jim Thopsom

Nossa primeira parada foi a casa do Jim Thompson, que ficava a duas estações de Skytrain do nosso hotel. Vocês já ouviram falar sobre Jim Thopsom? Nem eu! Até começar a pesquisar sobre Bangkok e ler que era um passeio que valia muito a pena.

Jim Thompson era um comerciante americano que um dia decidiu trocar sua vidinha mais ou menos em Delaware pela vida exótica da Ásia do final da década de 40. Ele se tornou um grande exportador de Seda do Sudeste Asiático e meio que salvou a indústria da Seda da Tailândia. Tudo estava muito bom, ele tinha um negócio lucrativo, uma casa maravilhosa, até que um dia do nada, ele viajou e DESAPARECEU! Isso mesmo! O cara sumiu, do nada! Ninguém sabe se ele morreu ou não. Só se sabe que um dia ele viajou para a selva da Malásia e nunca mais voltou. Como toda boa lenda urbana, até gente que jura que ele foi assassinado pela CIA existe por aí.

O fato é que a casa que ele construiu em Bangkok é incrível e vale muito a visita. Hoje em dia a propriedade é basicamente um complexo com loja, restaurante e as casa onde ele morava. Aliás, casa não! Casas!!! Ele juntou 6 casas tradicionais Tailandesas e fez uma casa para ele, colocando alguns toques ocidentais, tipo o banheiro dentro da casa. Como ele queria morar em casas típicas de madeira, elas não foram construídas diretamente no terreno, ele mandou buscarem em diversos pontos do país e elas foram remontadas para ele (riqueza, seu nome é Jim Thompson!).

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A casa fica no final de uma ruela que é bem próxima a saída National Stadium do Skytrain, se você estiver com preguiça de andar até o final da rua, eles têm um carrinho, desses de golf, que te busca na esquina da rua e depois te leva de volta, de graça.

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Na entrada você já fica encantada com o caminho de bandeirinhas coloridas. A bilheteria fica logo a direita e a entrada com a visita guiada custou 150 bath, criança pequena não paga e jovens de até 22 anos pagam 100bath. Logo depois, em frente a loja de produtos de seda, um rapaz fica trabalhando a seda em um tear rudimentar. Ele basicamente coloca vários casulos de bicho da seda em um vaso que está sendo aquecido, o bicho vai soltando a seda e ele vai puxando no tear manualmente. É interessante mas eu quase morri de pena do bicho sendo cozido vivo! Não comprei nada na lojinha em solidariedade a ele, coitado!!

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A loja é linda e as peças de seda não são caras, também não são baratas, mas a qualidade é ótima. Tem uma parte toda dedicada a roupas de criança, eu fiquei encantada com os vestidinhos, mas era o primeiro dia de viagem, nosso mochilão já saiu lotado do Brasil e achei que não valia a pena comprar mais nada.

Existe um outlet das peças dele em Bangkok e o que eu li é que vale muito a pena ir mas não tivemos tempo. Acho que para quem está com o tempo curto a loja do museu é o suficiente.

Fizemos o passeio guiado em inglês que saem a cada 15 minutos (eles também têm em francês e alemão, mas não são tão regulares), com uma guia super fofa que falava um inglês que era 50% compreensível e rendeu boas gargalhadas nossas que ficamos por vezes sem entender absolutamente nada de uma frase inteira.

Como a maioria dos locais na Tailândia, você precisa tirar o sapato para entrar, então você vai ficar descalço em boa parte do passeio. A casa é tipicamente Tailandesa, toda em madeira e com uma coleção de arte incrível. Eles não permitem que fotos lá dentro. 😦

Sobre ir com crianças, os Tailandeses acreditam que se construírem um degrau nas portas, os maus espíritos não entrarão na casa, então basicamente eles constroem uns muros de 20 a 40 cm em todas as portas. Segundo nossa guia, esses muros também servem pra protegerem as crianças de quedas nas escadas, já que casas Tailandesas tem muitas escadas. Como a casa é cheia de artes super antigas, que valem mais do que todos os nossos rins juntos, achamos melhor manter a Julia no Ergo durante a maior parte da visita, o que foi uma boa já que ela tirou um cochilo e quando acordou e saiu do Ergo queria subir na cama do Jim e abrir as gavetas da cômoda (não, não pode). Se você tiver um filho mais levado, eu não aconselho o passeio não! A guia fica meio tensa perto de crianças próximas a objetos de artes milionários.

A visita durou uns 40 minutos.

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No pátio tem um restaurante que na hora que chegamos estava completamente vazio. Ele é bem grande e tem mesas nas varandas (fazendo 40C nós nem consideramos essa possibilidade) e no salão (esse sim com ar, UFA!). Aproveitamos para comer alguma coisa por lá mesmo e como o JetLeg ainda imperava tomamos só um café e comemos um doce. O restaurante é uma graça e tem preços um pouco mais caros que os padrões Tailandeses mas foi o melhor Mango Stick Rice que eu comi em toda a viagem. Também foi lá que experimentamos um pouco da culinária exótica asiática: Café com leite condensado!!! Eu, formiga declarada, achei uma delícia!!! Super recomendo o investimento.


Siam Paragon

Saímos da casa do Jim Thompson e pegamos o carrinho do museu para voltar para o Skytrain, no meio do caminho alguém sugeriu andarmos de Tuk Tuk pela primeira vez. Confesso que eu estava com medo de andar com a Julia porque só li histórias amedrontadoras dos motoristas, mas tinha um motorista parado bem na esquema da rua do Jim, nós perguntamos o valor da corrida para o shopping Siam Paragon e ele nos cobrou 30bath (3 reais! Para 3 adultos e 1 criança!!!) e ficou bem mais barato do que o Skytrain. Fomos!

Realmente eles dirigem iguais a uns psicopatas à beira de um ataque, mas foi bem legal. E felizmente o shopping fica bem perto então nem tivemos tempo de morrer do coração. Julia amou a aventura e queria sempre andar de Tuk Tuk. Fica um pouco apertado para 3 adultos e 1 criança mas dá para ir.

Minha opinião final é de que a visitar a casa do Jim Thompson vale muito a pena mas que tem que ter muita atenção se tiver visitando com criança.

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Aeroporto de Bangkok – Aeropoto Suvarnabhumi


Depois de quase 30 horas de viagem, apertado igual a sardinha em lata na classe econômica, a chegada em Bangkok é a primeira confirmação de que você realmente está longe para caramba! Deixa eu explicar melhor, assim que nós saímos do avião fomos recebidos por uma sorridente moça magrinha, pequeninha e muito sorridente que nos entregou um chip de telefone! Isso mesmo, ganhamos um chipe de telefone assim que desembarcamos na Tailândia. Esse chip, pelo que eu entendi, vem com 40bath de carga para uso da internet. Não sei confirmar se realmente é isso porque não usei, mas achei prático para quem não pode ficar sem telefone e internet. Nós só usamos o wifi dos hotéis e do lugares que tinham internet liberada, nosso 3/4G e rooming são desligados antes mesmo de embarcar no vôo pois já tivemos uma experiência bem desagradável com a Vivo, que nos cobrou um serviço nunca utilizado. Enfim, passando a mocinha sorridente entramos em um aglomerado gigantes de esteiras e letreiros brilhantes até conseguir chegar na imigração, quer dizer, na imigração não, na HELTH CONTROL!!!!! Grave esse nome e esse quiosque:

O Health Control é o local onde uma funcionária não muito simpática vai ver seu certificado de febre amarela e autorizar sua entrada no país. TODA vez que você sair da Tailândia, mesmo que não saia da Ásia, você tem que passar pelo Health Control, o que é um pouco chato mas fazer o quê. Outra coisa, tem que passar no health Control antes da imigração senão você tem que voltar lá para carimbarem o seu formulário.
Liberado pela mocinha não muito simpática, você está livre para passar pela imigração, que foi bastante eficiente em todas as vezes que nós passamos (principalmente se comparada com a do Camboja, que é um pesadelo). Não me fizeram nenhuma pergunta, só tiraram uma foto e me deixaram passar. O cartão de imigração foi distribuído ainda no vôo. Aqui vale uma outra observação muito importante:
– Famílias que estão viajando juntas NÃO passam juntas na imigração!!!!! Ou seja, as crianças passam com um dos pais, enquanto o outro fica com cara de sabão torcendo para que nada dê errado. Sério, não tentem passar juntos, nós levamos várias broncas porque esquecíamos e tentávamos ir juntos. Não importa que o seu bebê/criança não fique parado no seu colo, basicamente você tem que se virar sozinho. Dos quatro países, a Tailândia foi o mais flexível com essa regra, já os outros…


Bom, resumão do aeropoto Suvarnabhumi(tentem escrever esse nome sem colar no Google, impossível!): É o maior do Sudeste Asiático, um dos 10 mais movimentados do mundo, novinho, gigantesco e bem funcional. O embarque tem uma ótima área de alimentação, o desembarque nem tanto. A sinalização é feita em tailandês e inglês, ainda bem porque a nossa compreensão da língua deles é de nada com coisa nenhuma, embora eu ache que bem bonito ver aquele monte de desenho significando alguma coisa. As esteiras de bagagem ficam logo depois da imigração e são muitas! Muitas mesmo! Para chegar e sair dele os passageiros tem várias opções:
– Trem – Airport Rail Link – Não usamos, meu irmão usou e disse que é eficiente mas que é demorado (demorava mais de 1h para chegar no nosso hotel) e era cheio, depois de 30h de vôo, com duas mega mochilas e a Julia, preferimos ir de taxi;
– Taxi normal – preço ok mas eles não falam absolutamente nada de inglês, leve o endereço do hotel escrito em Tailandês ou pelo menos o número do telefone do hotel, era o que tínhamos e o motorista ligou para se informar. Outra coisa, nos deram um valor no guichê e o motorista tentou cobrar um valor bem mais alto alegando que o valor que nos deram era para carro de passeio e o dele era um carro “grande”, mentira pois no guichê eles te encaminha para o número da vaga em que ele estava parado, oferecemos um valor meio termo (pagamos 600bath, uns 60 reais). Não usaram taxímetro. O ponto dos taxis oficiais fica no primeiro piso e tem várias placas indicando o caminho;
– Carro executivo – Caro!

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Sudeste Asiático – o roteiro

Monges

O Sudeste Asiático era a viagem dos meus sonhos! Claro que quando eu era mais nova as minhas prioridades eram NY, Paris e Londres (E não são de todos?!?!?) mas eu sempre tive essa coisa de conhecer o mundo e quando eu penso em mundo, eu penso no Sudeste Asiático! Pode parecer besteira mas eu sempre tive obsessão em pegar a mochila e conhecer o mundo e na minha cabeça, o mundo começava na Ásia (agora posso obcecar com a África) e era por lá que as aventuras me aguardavam. Por isso que quando me perguntavam se eu não achava loucura levar uma criança de 2 anos e meio para um destino tão exótico eu logo penso “Phfff! Eu e o Sudeste Asiático já somos íntimos há tanto tempo…”. Eu nem sei quantas revistas eu li falando desses países tão distantes e exóticos.
A verdade é que o Sudeste Asiático só é exótico para nós, ele já está nos planos de viagens de europeus e americanos há muito tempo e são destinos de férias bem comuns (embora considerados exóticos pelas diferenças culturais) para eles. Isso quer dizer que, a infraestrutura que eles tem para o turismo é incrível! Associe isso aos baixos preços, a comida maravilhosa e a boa receptividade e você tem um destino perfeito para as férias.
O Sudeste Asiático é formado por onze países: Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Myanmar, Cingapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã. Infelizmente eu não sou dessas sortudas que está tirando um ano sabático, eu só tinha meus míseros 30 dias de férias e mais uns diazinhos que eu juntei da Semana Santa, então cortes foram necessários. Bali foi a eliminação mais difícil, mas eu entendi que para aproveitar deveria ficar só lá uns 15 dias, o restante da Indonésia também, depois a Malásia, Myamar e as Filipinas. Acabou que ficamos com os 4 países clássicos do mochilão pelo Sudeste Asiátio: Tailândia, Laos, Vietnã e Camboja, e olha que mesmo reduzindo a 4 nós tiramos muita coisa. Nosso foco foi nitidamente a Tailândia e o Vietnã, os outros dois serviram só de aperitivo e já me deixaram com vontade de voltar logo, mesmo tendo acabado de voltar.
Quando eu montei o roteiro me senti uma verdadeira Indiana Jones, montando uma viagem para o desconhecido, mas chegando lá vimos que esse quarteto de países é a “rota clássica”. Eu topei com vários outros brasileiros que estavam com um roteiro IDÊNTICO ao meu, com algumas pequenas variações de quantidades de dias que passavam em determinados lugares. Eu não peguei o roteiro pronto de nenhum lugar mas acho que acabei juntando os principais sem querer. rs.

O roteiro:

Dia 01 – RJ/Amsterdã
Dia 02 – Amsterdã/Bangkok
Dia 03 – Bangkok (Jim Thompson House, Siam Paragon, Siam Paragon Aquarium, restaurante Miss Siam)
Dia 04 – Bangkok/Ayutthaya (
Dia 05 – Bangkok
Dia 06 – Bangkok
Dia 07 – Chiang Mai
Dia 08 – Chiang Mai
Dia 09 – Chiang Mai
Dia 10 – Chiang Mai/Luang Prabang
Dia 11 – Luang Prabang
Dia 12 – Luang Prabang
Dia 13 – Luang Prabang/Hanói
Dia 14 – Hanói
Dia 15 – Halong Bay
Dia 16 – Halong Bay/Hoi An
Dia 17 – Hoi An
Dia 18 – Hoi An
Dia 19 – Hoi An
Dia 20 – Hoi An/Danang/Siem Reap
Dia 21 – Siem Reap
Dia 22 – Siem Reap
Dia 23 – Siem Reap
Dia 24 – Siem Reap/Krabi
Dia 25 – Krabi/Phi Phi Don
Dia 26 – Phi Phi Don
Dia 27 – Phi Phi Don
Dia 28 – Phi Phi Don
Dia 29 – Phi Phi Don/ Krabi/Bangkok
Dia 30 – Bangkok/Amsterdam
Dia 31 – Amsterdam
Dia 32 – Amsterdam
Dia 33 – Amsterdam
Dia 34 – Amsterdam
Dia 35 – Amsterdam/Paris/Rio