Sudeste Asiático

Eastin Grand Hotel Sarthon –  Nosso hotel de Bangkok

Bangkok tem tantas opções de hospedagem que eu confesso que quase não consegui escolher. A princípio tínhamos duas escolhas, ficar em um hotel mais barato (e acredite em mim existem uns bons que são BEM baratos) ou nos dar o luxo de ficar em um 4 estrelas pagando o valor de um 2/3 estrelas no Rio de Janeiro. Como era meu aniversário e nós tínhamos a desculpa que precisávamos ficar em um lugar com uma ótima infraestrutura por causa da Julia, além de um lugar para descansar depois de tantas horas de voo, acabamos escolhendo o Eastin Grand Hotel Sathorn.

Desde o início do planejamento eu sabia que não queria ficar na área da Khao San Road porque é conhecidamente tumultuada e não tem nem metro e nem Skytrain. Durante as pesquisas eu vi que a área de Sathorn não tem nenhum grande atrativo turístico mas é bem central e próxima de vários pontos que nós queríamos visitar. 

O hotel tem um ponto que conta muito a favor, tem uma estação do Skytrain com conexão direta com ele! Isso mesmo! Tem uma passarela que sai do hotel e te deixa dentro da estação.  Quando reservamos as diárias estavam em média R$250 reais com café da manhã, o que é bem acessível para um hotel com os luxos que ele oferece.

  

O impacto da chegada já é grande, você entra e já dá de cara com um hall com um super pé direito gigante. Nessa área tem um piano bar (chegamos a ver um pianista tocando e a Julia ficou enlouquecida, queria tocar de qualquer forma), o concierge (super prestativos! Um deles era europeu e nos ajudou várias vezes) e o balcão de recepção. Nos hospedamos duas vezes no Eastin Grand e tive duas experiências completamente destintas. Na primeira vez foi só amor! Fomos bem tratados, nossos tickets do trem pra Chiang Mai estavam separados, nos colocaram em um quarto maravilhoso! Na segunda… Nós só ficaríamos a última noite no final da viagem em Bangkok, como era só para dormir, reservamos um quarto de família em um hostel perto do Eastin Grand, quando chegamos lá o quarto era até legal mas tinham vários insetos (bedbugs?) na cama! Estávamos exaustos e famintos! Decidimos tentar um quarto do Eastin. Bom, andamos até lá e na recepção nos disseram que o quarto estava R$450 e só tinha cama de solteiro. Frustados, decidimos ir jantar no restaurante do hotel, lá aproveitamos a internet para ver se ainda tinha vagas pelo Booking. Para nossa surpresa, não só tinha vagas como o quarto custava R$280 reais e tinha cama de casal!!!!!! Reservamos e eu voltei na recepção para falar com a mesma menina, ela ficou com raiva que reservamos pelo Booking e foi grossa. Mas azar o dela!!!

   
  

Em ambas as estadias ficamos em um quarto em andar alto. Da primeira vez no 24 e na segunda no 21. A vista é bem legal e foi perfeita pra gravar um stopmotion do amanhecer e da cidade frenética que ficou muito legal. Optamos por um quarto de casal e a Julia dormiu na nossa cama. Em nenhum momento isso foi um problema porque a cama era King – imensa!!!!! O quarto era grande, espaçoso, com um banheiro gigante, recheado de coisinhas. Tinha geladeirinha e cafeteira. Uma das paredes é toda de vidro! Eu amei porque dava uma sensação meio que de Lost in Translation. Não tem janela que abra, o que me pareceu bem sensato!

  

O hotel tem dois restaurantes, além do bar da piscina e o do Loby. Um restaurante fica no andar da ligação com o Skytrain e que é mais chique (vai ter um post só para ele) e o do café da manhã fica no quarto andar.

Muita gente escolhe esse hotel pela piscina mas vou confessar que o que eu mais amei foi a comida!!!!! O café da manhã é gigantesco!!!!! Vai até as 10h da manhã e é um super bunch. Vários sucos, pães, uma máquina de panqueca, frutas, geleias, além de duas bancadas de comidas!!! É que os asiáticos não comem o café da manhã como o nosso. Eles não comem pão com suco ou cereais, eles comem um caldo com macarrão de arroz e uns din suns ou comida mesmo, arroz com frutos do mar. Eu que como de tudo, aproveitei! Fiz dia de café da manhã saudável, dia do café da manhã oriental (o que eu mais gostei), dia do cadinho (um cadinho de cada coisa). Os funcionários do restaurante são muito fofos e nos trataram muito bem. Crianças têm direito a pratinhos e canecas fofas, além de paparicos dos funcionários.

Dica: se você gosta de comida oriental, experimente TUDO!!!!

  

Julia curtiu a melancia! Nesse dia ela comeu 7 fatias!!!!

  

Piscinas de bordas infinitas andam bastante na moda. Eu confesso que adoro! A piscina do Eastin Grand não fica no último andar, não me perguntem o motivo.  Ela fica no 14 andar e é relativamente baixa se considerarmos a altura do hotel. A piscina não é gigante mas é razoável. No dia do meu aniversário passamos a tarde inteira nela e estava bem cheio porque o dia estava lindo (por isso que pegamos esse pôr do sol incrível! Valeu São Pedro!!!). Na borda da piscina ficam uns nichos que são uma delícia, quando chegamos eles estavam ocupados mas esperamos um esvaziar. Em uma das laterais também tinham umas espreguiçadeiras de madeira. Não tinha piscina de criança mas na borda tem um espelho de água que fez a felicidade da Julia. Comemos um sanduíche no bar da piscina e estava bem gostoso. O chá gelada também era ótimo!

A parte bizarra ficou por conta dos hóspedes que iam até a piscina, faziam uma selfie e voltavam para os seus quartos. Tinha um grupo de japonesas hilárias! Também vimos bastante brasileiros pelo hotel. 

 

Bom, para terminar. Eu adorei o hotel mesmo com o pequeno estresse com a recepcionista e ficaria nele sempre que fosse para Bangkok. 

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Os mercados flutuantes de Bangkok

   
Bangkok é uma cidade cercada de rios, se olharmos a história da cidade vamos ver que ela cresceu a partir deles. Até o meio do século XX os mercados flutuantes eram o principal meio de comércio da cidade, com a urbanização eles foram perdendo espaço e quase foram extintos. Até que há alguns anos, alguém observou que eles dariam um interessante ponto turístico e com isso eles voltaram com força total. O passeio divide opiniões, há quem ame, há quem odeie, mas a verdade é que quase ninguém sai da cidade sem passar por um. A maioria dos mercados não fica na cidade, mas sim nos arredores o que pode ser bem distante. Existem várias opções. Nós escolhemos o Taling Chan porque era próximo, dava para ir de Skytrain + uma corrida curta de taxi e era o que aparentemente teria a menor concentração de turistas mas antes de falar dele aqui vão os 5 mercados mais populares de Bangkok:

1 – Damnoen Saduak:

Esse é definitivamente o mais famoso! 85% dos turistas visitam esse mercado que fica há 100Km de Bangkok e existe há mais de 100 anos. Se você jogar no google brasileiro “mercados flutuantes em Bangkok” você dificilmente achará algum post sobre outro mercado. Muita gente junta o passeio com uma visita a um Santuário de tigres, as vezes a ponte do rio Kwai e até mesmo ao Mercado do Trem. Li em alguns lugares que a higiene era precária e que tinha cheiro de esgoto, não sei se é verdade porque não fui.

Como chegar: A forma mais fácil de chegar é contratando o passeio em uma agência de viagens. Basta escolher qualquer agência na Khao San Road ou no próprio hotel. Quando eu pesquisei o tour saia de uns 500 bath até 1500bath dependendo das opções de passeios que você associasse. Tem como chegar por conta própria mas é caro e confuso.

Vá se: Não liga em ver mais turistas do que tailandeses fazendo compras. Quer tirar umas fotos segurando uns animais exóticos (tem cobras e macacos para a felicidade da galera que adora uma selfie com muitos likes no instagram). Se você gosta de fotografias, ele também é interessante já que te dá uma gama enorme de coisas para fotografar.

Fuja se: Quer uma experiência autêntica. É programa de turista mesmo, os únicos locais que você vai achar serão os vendedores e barqueiros. Acha longe (realmente é longe!!!). Não tem o estômago forte.

2 – Amphawa Floating Market:

Eu quase acabei indo nele. Tinha pesquisado do Brasil e tudo mas acabei desistindo porque não queria ir de excursão e o Tailing era bem mais perto. o Amphawa fica há 90Km de Bangkok e é o segundo mais popular da cidade. Também é um programa para turistas, mas se o Damnoen é o queridinho dos brasucas, esse é o favorito dos americanos. Ele tem uma outra vantagem na minha opinião, se você pegar o tour que se extende até o anoitecer, vai poder parar em um lugar que é cheio de vagalumes!!!!!! Eu, que moro em cidade grande e não vejo um vagalume há mais de 10 anos, fiquei morrendo de curiosidade. Nesse você não precisa chegar muito cedo, já que ele só começa a ser montado lá pelas 9h da manhã, mas vá preparado para enfrentar uma multidão, o mercado lota!

Como chegar: Mais uma vez a forma mais fácil de chegar é através de agências de viagens. Mas esse é mais fácil de chegar por conta própria: Vans saem do Victory Monument e custam 80 bath por trecho.

Vá se: Não liga em ver muitos turistas mas dessa vez em mesmo número que tailandeses (que aparentemente adoram esse mercado). Quer visitar um templo que foi “engolido” por uma árvore mas não vai poder ir até o Camboja. Tem um templo envolto em uma árvore imensa. Está com crianças e curte zoológicos (tem um mini Zoo por lá)

Fuja se: Odeia lugares lotados!!!

3 – Khlong Lat Mayom Floating Market:

Esse aparentemente é bem autentico e pequeno, pelas fotos que eu vi a parte terrestre dele é maior do que a flutuante. Foi difícil achar uma foto dos barquinhos. Parece ser um bom lugar para comer e fica à 20 Km de Bangkok. Quase todos os sites sugerem juntar esse com o Taling Chan, sinceramente? Escolha só um, eles são bem parecidos. Só abre nos sábados domingos e feriados.

Como chegar: É acessível com o combo Skytrain + taxi. Basta pegar o BTS até a estação Wongwian Yai (última da linha Silom) e de lá pegar um taxi para uma corrida rápida.

Vá se: Quer muito ir em um Mercado Flutuante mas não quer gastar 4 horas entre ida e volta.

Fuja se: Quer um mercado flutuante cinematográfico. Só tem dias durante a semana para visitar um floating market.

4 – Bang Nam Pheung Floating Market

Esse é mais um mercado a beira do rio do que um mercado flutuante mas sempre entra na lista dos Mercados a se visitar em Bangkok. É pequeno, parece um vilarejo. Não parece ser nem um pouco turístico.

Como chegar: Só de taxi.

Vá se: Será que vale a pena?.

Fuja se: Quer um mercado flutuante cinematográfico (2).

5 – Taling Chan Floating Market – MEU FAVORITO!!!!!! ❤ ❤ ❤

Escolhemos o Taling Chan para visitar porque ele era acessível de BTS + uma corrida barata de taxi e porque ele era o menos turístico dos 3 mercados flutuantes principais de Bangkok. Ele só abre nos fins de semana e quando nós fomos tinham muito mais tailandeses do que turistas (fomos em um sábado). O mercado fica do lado de uma linha de trem, que fica do lado de uma rodovia. Paralelo a linha do trem segue um corredor bem bonitinho com barraquinhas de ambos os lados com várias comidinhas para comprar e continuar andando(a maior parte das comidas que comemos foram daqui), tinha sorvete de côco (maravilhosos), uma espécie de almôndegas apimentadas de carne de porco (eu adorei), milhares de frutas no palito e outras coisinhas. Na lateral da entrada do mercado tinha um palco e lá pelo meio da tarde começou um karaoke MUITO animado!!!! Tinha até policiais cantando como se não houvesse amanhã. Seguindo o caminho das barraquinhas você chega nas palafitas que beiram os rio e que tem vários barquinhos com todo tipo de comida imaginável. Essa parte é pequena, fica coberta por um toldo e estava parecendo uma fornalha quando chegamos, não ficamos muito tempo nessa parte porque estava insuportável. É dali que saem os barcos que vão dar uma volta pelos canais. Chegamos no mercado quase que meio dia. O passeio de barco mais barato só sai pela manhã. Na hora que nós fomos só dava para fazer um passeio privativo que sairia por 1000 bath. Não fizemos. Uma coisa que eu achei muito interessante foi uma barraquinha que tinha 3 bacias grandes: uma com tartaruguinhas, uma com peixes e outra com enguias. Aparentemente cada uma tem um significado e vc deve comprar uma de cada e jogar no rio. Morri de pena!!! Tinha também um outro palco com uns músicos tocando músicas típicas. A Julia adorou essa parte.

Como chegar: Chegar lá foi fácil. pegamos o BTS até a estação Wongwian Yai Station e de lá pegamos um taxi. Aqui tomamos um mini golpe. quando descemos da estação os primeiros 3 taxis cobraram 200 bath. O quarto cobrou 150 bath. Achamos que estávamos fazendo um ótimo negócio e fomos. Ele nos deixou bem na entrada do mercado e até aí estávamos achando o cara ótimo. Na volta pegamos um taxi na porta do mercado e resolvemos ir direto para o hotel, para a nossa surpresa a corrida saiu por menos de 80 bath!!!! Ou seja, a ida valia no máximo 50 bath.

Vá se: Quer uma experiência o menos turística possível e não se incomoda com um mercado menor e mais contido. Curte um Karaoke com os locais.

Fuja se: Quer um mercado flutuante cinematográfico (3). Odeia Karaoke.


  

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Bangkok – Siam Paragon, Siam Paragon Aquarium e restaurante Miss Siam

Siam Paragon Aquarium

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Fomos ao Siam Paragon porque eu li que o aquário era imperdível para famílias com crianças e também que o shopping era interessante. O shopping é incrível! E eu nem sou muito fã de shoppings, mas ele é muito bom mesmo! Já o aquário… Mega decepção!

Deixa eu explicar, sou contra aquários, da mesma forma que sou contra zoológicos. Acho uma maldade o bicho ficar preso dentro de um tanque para divertimento dos pequenos, mas em dezembro do ano passado fui no Oceanário de Lisboa e fiquei um pouco encantada com o trabalho que eles desenvolvem por lá, então achei que esse seria no mesmo estilo. Não é! O lugar parece meio abandonado, os tanques meio sujos e os bichos meio jogados. Julia nem ligou para o passeio e ficou o tempo todo pedindo para ir embora encontrar meu irmão que ficou do lado de fora (esperto ele!).
O aquário é bem padrão, corredor tubular para você passear com tubarões passando pela sua cabeça, tanque maior central com dois andares de altura e um parquinho para crianças pequenas que era até bonitinho. Tinham umas zonas de comida lá dentro mas estavam tidas fechadas, não sei se pelo dia da semana ou por ser fora de temporada.

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O tanque dos pinguins me lembrou o filme Happy Feet, quando o personagem principal é capturado e colocado em um zoológico e fica meio alucinado olhando a luz do tanque.

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Pagamos 890 bath (SÉRIO!!!) cada adulto e sinceramente, não voltaria de forma alguma!!!!! Crianças menores de 3 anos não pagam.

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Sobre o shopping, ele realmente é muito bom, tem uma área de alimentação incrível com muitas opções, o ar é muito gelado, tem umas áreas de descanso super bem planejadas, com direito a ponte sobre riachos e mini cachoeiras. Muitas lojas internacionais. Achei os preços parecidos com os do Brasil. Imagino que na época que o real estava valorizado frente ao Bath deveria ser uma perdição.

Saindo do shopping ainda tivemos pique para ir no restaurante Miss Siam que foi super difícil de achar! Ele fica dentro do hotel Hua Chang Heritage Hotel Bangkok mas nós não sabíamos e ficamos tentando achar a entrada, só que o hotel fica do lado de uma via de carros bem movimentada, escura e bem assustadora, como bons cariocas, já ficamos achando que seríamos assaltados, estuprados e esfaqueados, mas não aconteceu nada. Só que o lugar é bem assustador mesmo!

Quando entramos no hotel fomos transportado para outra realidade. O cinza da avenida que nos assustou deu lugar ao luxo puro! O hotel 5 estrelas fica no Siam Square em Patumwan. Ele tem uma curiosidade para nós, ocidentais que nos impressionamos com maluquices asiáticas: os vasos sanitários são daqueles que que tem vários botões, jatos de água e que a temperatura do assento é controlada. Podem me chamar de matuta, eu achei imperdível!!!!!

O restaurante de comida clássica Tailandesa era super luxuoso e estava deserto quando chegamos. Pedimos dois pratos porque meu irmão não se aguentou e comeu no McDonalds do shopping. O Jr foi de Pad Thai que estava uma delícia, tinha um camarão do tamanho da nossa cabeça, e foi um dos melhores Pad Thais que comemos em toda a viagem. Eu tinha lido para não deixar de pedir um prato típico deles que vinha em uma cestinha. Estava bem esquisito, uma parte estava gelada, não curti não. Mas a cerveja estava ótima!

O preço não era dos piores, uma média de 150-200 bath.

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Infelizmente estava tão casada que não tirei nenhuma foto do restaurante e do hotel, só da comida.

Endereço: 400 Phayathai Road, Pathumwan, Bangkok 10330 Thailand
Horário de funcionamento: 10:30 – 22:30 (happy hour 18:00 to 20:00)
BTS: National Stadium

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Bangkok – Jim Thompson House

Chegando em Bangkok – Jim Thompson House

Quando nós decidimos encarar o mês mais quente do sudeste asiático várias preocupações vieram na minha cabeça mas a maior de todas foi de encarar Bangkok no auge do verão. Cidade gigantesca, poluída, com um trânsito dos infernos e sufocante. Não sei porque toda vez que penso em em Bangkok eu associo com falta de ar. Vou confessar que a cidade nunca esteve no meu top 10… acho q ela não entrava nem no meu top 100, mas o vôo promocional a tinha como destino e eu li em tantos lugares que a cidade não deveria ser usada só como cidade de passagem que resolvi dar uma chance.

Por incrível que parece foi a cidade que me deu mais trabalho em preparar o roteiro. Eram coisas demais para fazer, tantos lugares para comer que nem se nós comêssemos fora 4x/dia daríamos conta. Foi nossa primeira e última cidade, ficamos 3 dias inteiros na ida e uma pernoite na volta. Com o nome oficial de “Krungthepmahanakhon Amonrattanakosin Mahintharayutthaya Mahadilokphop Noppharatratchaniburiron Udomratchaniwetmahasathan Amonphimanawatansathit Sakkathattiyawitsanukamprasit” (Obrigada, Google!), Bangkok é vibrante, elétrica, cheia de vida. Em uma das minhas noites de insônia fiquei reparando o trânsito do 24o. andar do hotel. Ele não para nunca! Esqueça NY, a cidade que nunca dorme é definitivamente Bangkok. No final da viagem eu tive certeza que todo o meu preconceito pela cidade não fazia nenhum sentido.

O nosso primeiro dia foi mega cansativo, nós estávamos vindo de um vôo de 30 horas e chegamos na cidade de manhã e com MUITO jetleg. Eu, que dificilmente sinto a diferença do fuso horário, sofri em Bangkok. As 10 horas que nos separavam do Rio me fizeram ter vários dias de insônia e um mal estar muito enjoado por uns 5 dias.

Depois que chegamos no nosso hotel (que vai ganhar um post só para ele) tomamos banho porque depois de 30 horas era o que mais queríamos na vida (!), ligamos para o meu irmão que também estava na cidade e em um albergue no mesmo bairro, encontramos com ele na estação de Skytrain (o trem de superfície) e tivemos nossa primeira experiência asiática de verdade. Deixa eu explicar, na maioria das estações de Skytrain você não compra seu bilhete na bilheteria e sim em uma maquina que emite na hora (ate aí normal, né?), só que… Ela só aceita moeda!!!! Então você tem que ir na bilheteria, trocar o dinheiro para depois voltar na máquina e comprar o seu bilhete. Super prático, funcional, só que não! O valor varia conforme a distância entre a estação que você está e a estação que você vai, chegamos a pagar de 18 a 52 bath pelos trajetos. Bilhete comprado, passamos na roleta e GUARDAMOS o bilhete! O Skytrain funciona de uma forma parecida com alguns outros metrôs do mundo, você tem que passar o bilhete novamente pra sair. Se por acaso, comprar para uma estacão mas acabar descendo em outra que seria mais cara, dá para acessar a bilheteria e pagar a diferença. Ele é eficiente e rápido mas vale de algumas observações: Tem um local específico para você esperar, olhe para o chão. Na hora do rush parece o Rio de Janeiro, é um empurra empurra para entrar.

A casa do Jim Thopsom

Nossa primeira parada foi a casa do Jim Thompson, que ficava a duas estações de Skytrain do nosso hotel. Vocês já ouviram falar sobre Jim Thopsom? Nem eu! Até começar a pesquisar sobre Bangkok e ler que era um passeio que valia muito a pena.

Jim Thompson era um comerciante americano que um dia decidiu trocar sua vidinha mais ou menos em Delaware pela vida exótica da Ásia do final da década de 40. Ele se tornou um grande exportador de Seda do Sudeste Asiático e meio que salvou a indústria da Seda da Tailândia. Tudo estava muito bom, ele tinha um negócio lucrativo, uma casa maravilhosa, até que um dia do nada, ele viajou e DESAPARECEU! Isso mesmo! O cara sumiu, do nada! Ninguém sabe se ele morreu ou não. Só se sabe que um dia ele viajou para a selva da Malásia e nunca mais voltou. Como toda boa lenda urbana, até gente que jura que ele foi assassinado pela CIA existe por aí.

O fato é que a casa que ele construiu em Bangkok é incrível e vale muito a visita. Hoje em dia a propriedade é basicamente um complexo com loja, restaurante e as casa onde ele morava. Aliás, casa não! Casas!!! Ele juntou 6 casas tradicionais Tailandesas e fez uma casa para ele, colocando alguns toques ocidentais, tipo o banheiro dentro da casa. Como ele queria morar em casas típicas de madeira, elas não foram construídas diretamente no terreno, ele mandou buscarem em diversos pontos do país e elas foram remontadas para ele (riqueza, seu nome é Jim Thompson!).

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A casa fica no final de uma ruela que é bem próxima a saída National Stadium do Skytrain, se você estiver com preguiça de andar até o final da rua, eles têm um carrinho, desses de golf, que te busca na esquina da rua e depois te leva de volta, de graça.

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Na entrada você já fica encantada com o caminho de bandeirinhas coloridas. A bilheteria fica logo a direita e a entrada com a visita guiada custou 150 bath, criança pequena não paga e jovens de até 22 anos pagam 100bath. Logo depois, em frente a loja de produtos de seda, um rapaz fica trabalhando a seda em um tear rudimentar. Ele basicamente coloca vários casulos de bicho da seda em um vaso que está sendo aquecido, o bicho vai soltando a seda e ele vai puxando no tear manualmente. É interessante mas eu quase morri de pena do bicho sendo cozido vivo! Não comprei nada na lojinha em solidariedade a ele, coitado!!

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A loja é linda e as peças de seda não são caras, também não são baratas, mas a qualidade é ótima. Tem uma parte toda dedicada a roupas de criança, eu fiquei encantada com os vestidinhos, mas era o primeiro dia de viagem, nosso mochilão já saiu lotado do Brasil e achei que não valia a pena comprar mais nada.

Existe um outlet das peças dele em Bangkok e o que eu li é que vale muito a pena ir mas não tivemos tempo. Acho que para quem está com o tempo curto a loja do museu é o suficiente.

Fizemos o passeio guiado em inglês que saem a cada 15 minutos (eles também têm em francês e alemão, mas não são tão regulares), com uma guia super fofa que falava um inglês que era 50% compreensível e rendeu boas gargalhadas nossas que ficamos por vezes sem entender absolutamente nada de uma frase inteira.

Como a maioria dos locais na Tailândia, você precisa tirar o sapato para entrar, então você vai ficar descalço em boa parte do passeio. A casa é tipicamente Tailandesa, toda em madeira e com uma coleção de arte incrível. Eles não permitem que fotos lá dentro. 😦

Sobre ir com crianças, os Tailandeses acreditam que se construírem um degrau nas portas, os maus espíritos não entrarão na casa, então basicamente eles constroem uns muros de 20 a 40 cm em todas as portas. Segundo nossa guia, esses muros também servem pra protegerem as crianças de quedas nas escadas, já que casas Tailandesas tem muitas escadas. Como a casa é cheia de artes super antigas, que valem mais do que todos os nossos rins juntos, achamos melhor manter a Julia no Ergo durante a maior parte da visita, o que foi uma boa já que ela tirou um cochilo e quando acordou e saiu do Ergo queria subir na cama do Jim e abrir as gavetas da cômoda (não, não pode). Se você tiver um filho mais levado, eu não aconselho o passeio não! A guia fica meio tensa perto de crianças próximas a objetos de artes milionários.

A visita durou uns 40 minutos.

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No pátio tem um restaurante que na hora que chegamos estava completamente vazio. Ele é bem grande e tem mesas nas varandas (fazendo 40C nós nem consideramos essa possibilidade) e no salão (esse sim com ar, UFA!). Aproveitamos para comer alguma coisa por lá mesmo e como o JetLeg ainda imperava tomamos só um café e comemos um doce. O restaurante é uma graça e tem preços um pouco mais caros que os padrões Tailandeses mas foi o melhor Mango Stick Rice que eu comi em toda a viagem. Também foi lá que experimentamos um pouco da culinária exótica asiática: Café com leite condensado!!! Eu, formiga declarada, achei uma delícia!!! Super recomendo o investimento.


Siam Paragon

Saímos da casa do Jim Thompson e pegamos o carrinho do museu para voltar para o Skytrain, no meio do caminho alguém sugeriu andarmos de Tuk Tuk pela primeira vez. Confesso que eu estava com medo de andar com a Julia porque só li histórias amedrontadoras dos motoristas, mas tinha um motorista parado bem na esquema da rua do Jim, nós perguntamos o valor da corrida para o shopping Siam Paragon e ele nos cobrou 30bath (3 reais! Para 3 adultos e 1 criança!!!) e ficou bem mais barato do que o Skytrain. Fomos!

Realmente eles dirigem iguais a uns psicopatas à beira de um ataque, mas foi bem legal. E felizmente o shopping fica bem perto então nem tivemos tempo de morrer do coração. Julia amou a aventura e queria sempre andar de Tuk Tuk. Fica um pouco apertado para 3 adultos e 1 criança mas dá para ir.

Minha opinião final é de que a visitar a casa do Jim Thompson vale muito a pena mas que tem que ter muita atenção se tiver visitando com criança.

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Aeroporto de Bangkok – Aeropoto Suvarnabhumi


Depois de quase 30 horas de viagem, apertado igual a sardinha em lata na classe econômica, a chegada em Bangkok é a primeira confirmação de que você realmente está longe para caramba! Deixa eu explicar melhor, assim que nós saímos do avião fomos recebidos por uma sorridente moça magrinha, pequeninha e muito sorridente que nos entregou um chip de telefone! Isso mesmo, ganhamos um chipe de telefone assim que desembarcamos na Tailândia. Esse chip, pelo que eu entendi, vem com 40bath de carga para uso da internet. Não sei confirmar se realmente é isso porque não usei, mas achei prático para quem não pode ficar sem telefone e internet. Nós só usamos o wifi dos hotéis e do lugares que tinham internet liberada, nosso 3/4G e rooming são desligados antes mesmo de embarcar no vôo pois já tivemos uma experiência bem desagradável com a Vivo, que nos cobrou um serviço nunca utilizado. Enfim, passando a mocinha sorridente entramos em um aglomerado gigantes de esteiras e letreiros brilhantes até conseguir chegar na imigração, quer dizer, na imigração não, na HELTH CONTROL!!!!! Grave esse nome e esse quiosque:

O Health Control é o local onde uma funcionária não muito simpática vai ver seu certificado de febre amarela e autorizar sua entrada no país. TODA vez que você sair da Tailândia, mesmo que não saia da Ásia, você tem que passar pelo Health Control, o que é um pouco chato mas fazer o quê. Outra coisa, tem que passar no health Control antes da imigração senão você tem que voltar lá para carimbarem o seu formulário.
Liberado pela mocinha não muito simpática, você está livre para passar pela imigração, que foi bastante eficiente em todas as vezes que nós passamos (principalmente se comparada com a do Camboja, que é um pesadelo). Não me fizeram nenhuma pergunta, só tiraram uma foto e me deixaram passar. O cartão de imigração foi distribuído ainda no vôo. Aqui vale uma outra observação muito importante:
– Famílias que estão viajando juntas NÃO passam juntas na imigração!!!!! Ou seja, as crianças passam com um dos pais, enquanto o outro fica com cara de sabão torcendo para que nada dê errado. Sério, não tentem passar juntos, nós levamos várias broncas porque esquecíamos e tentávamos ir juntos. Não importa que o seu bebê/criança não fique parado no seu colo, basicamente você tem que se virar sozinho. Dos quatro países, a Tailândia foi o mais flexível com essa regra, já os outros…


Bom, resumão do aeropoto Suvarnabhumi(tentem escrever esse nome sem colar no Google, impossível!): É o maior do Sudeste Asiático, um dos 10 mais movimentados do mundo, novinho, gigantesco e bem funcional. O embarque tem uma ótima área de alimentação, o desembarque nem tanto. A sinalização é feita em tailandês e inglês, ainda bem porque a nossa compreensão da língua deles é de nada com coisa nenhuma, embora eu ache que bem bonito ver aquele monte de desenho significando alguma coisa. As esteiras de bagagem ficam logo depois da imigração e são muitas! Muitas mesmo! Para chegar e sair dele os passageiros tem várias opções:
– Trem – Airport Rail Link – Não usamos, meu irmão usou e disse que é eficiente mas que é demorado (demorava mais de 1h para chegar no nosso hotel) e era cheio, depois de 30h de vôo, com duas mega mochilas e a Julia, preferimos ir de taxi;
– Taxi normal – preço ok mas eles não falam absolutamente nada de inglês, leve o endereço do hotel escrito em Tailandês ou pelo menos o número do telefone do hotel, era o que tínhamos e o motorista ligou para se informar. Outra coisa, nos deram um valor no guichê e o motorista tentou cobrar um valor bem mais alto alegando que o valor que nos deram era para carro de passeio e o dele era um carro “grande”, mentira pois no guichê eles te encaminha para o número da vaga em que ele estava parado, oferecemos um valor meio termo (pagamos 600bath, uns 60 reais). Não usaram taxímetro. O ponto dos taxis oficiais fica no primeiro piso e tem várias placas indicando o caminho;
– Carro executivo – Caro!