Visita ao Natural History Museum de Londres com criança

Há alguns anos, quando fui em Londres pela primeira vez, visitei o museu que eu mais amei na vida: O Natural History Museum de Londres! Lembro ter me prometido que um dia levaria minhas filhas, que eu ainda nem planejava ter, para um dia inteiro de descobertas naquele que é o museu com a maior coleção de História Natural do mundo!

Se você for a Londres com crianças a visita ao museu é um programa obrigatório. Garanto que vai ser diversão garantida tanto para os pequenos, quanto para os adultos. Então, dá uma estudada nas informações abaixo que tem tudo que você precisa saber para aproveitar ao máximo o passeio.

Como dessa vez nossa viagem pela capital da Inglaterra foi muito corrida, abreviamos a visita a uma tarde, mas foi o suficiente para a Julia sair de lá apaixonada. Acho que o museu conquistou mais uma fã, quem sabe mais uma apaixonada por biologia?!?!

Planejando a visita:

Instalado em um prédio de 1850, o museu também funciona como um centro de pesquisas e possui uma vasta coleção de fósseis, botânica e zoologia. Sua organização é bem simples e planejar a visita não é difícil. São 3 andares principais divididos por cores, azul, laranja, verde e vermelho, além do Hall de entrada.

Mapa do museu

Hintze Hall – O Hall de entrada. Grande salão com pé direito alto, ponto central para a entrada de quase todas as áreas coloridas. É, na minha opinião, a parte mais bonita do museu. É a primeira visão do museu para quem entra pela entrada principal da Cromwell Road. Ali é possível encontrar um balcão de informações. É la que ficam três das mais famosas atrações do museu:

  • Dippy – Um esqueleto de um Diplococus enorme que veio dos Estados Unidos e que é sem dúvida a grande estrela do museu. Está em exposição desde 1905, mas desde 2018 está em um tour fora do museu e só vai voltar no final em 2020. Uma pena, já que ele é um sucesso entre as crianças e sua história é muito interessante. Ele foi um presente oferecido ao Rei Edward VII e foi o primeiro esqueleto completo de um dinossauro Saurópodes (aqueles tipos enormes com pescoços gigantescos) a ser montado e apresentado ao público.
Dippy em 2009, antes da sua turnê pelo Reino Unido
  • A Baleia Azul – O esqueleto da Baleia azul Hope foi colocado no Hall de entrada depois que o Dippy partiu em sua aventura pelos museus do Reino Unido. É um esqueloto enorme também que atualmente fica exposto no teto do Hintze Hall. Na minha humilde opinião, expor o esqueleto ali foi a melhor idéia que o museu teve. Na minha visita em 2009 ele ficava super apertado na parte dos Oceanos misturado com vários outros, em uma área super escura, um desperdício.
O esqueleto da baleia Hope
  • A estátua de Darwin – No alto da escadaria principal fica sentado em uma cadeira o pai da biologia moderna, Charles Darwin. Impossível resistir a uma foto com ele.
Darwin e minha foto Jacu! 🤣

no Hall ainda é possível encontrar o esqueleto de um mastodonte da era do gelo, um meteorito enorme, um Mantellisaurus, o maior dinossauro já encontrado no Reino Unido, entre outras coisas.

O Mastodonte

Área verde – É a área dos insetos, pássaros, corais, além da maior loja do museu. A parte dos insetos é especialmente interessante porque é muito interativa. A loja também vale uma parada, embora a Libra esteja pela hora da morte, aqui é possível encontrar muitos presentes legais para os pequenos. Outro motivo para ser bem especial para as crianças é que aqui fica o T-Rex Grill um restaurante feito especialmente para os pequenos.

A área dos insetos

Área vermelha – É a área de geologia. O visitante já entra nela através de uma escada rolante que entra no “centro da Terra”. Planetas, asteróides, formas primitivas de vida. Para as crianças que amam o universo essa área vai ser a favorita. Muitos painéis interativos sobre solo, vulcões, pedras. Aqui existe um simulador de terremoto. Quando eu fui em 2009 ele estava funcionando, dessa vez não estava. Uma pena porque é bem interessante.

Para quem quer chegar no centro do universo

Área azul – É a área dos dino! Sem dúvida nenhuma a mais provável de ser a favorita das crianças. São diversos esqueletos intercalados com modelos de dinossauros que se movem, como o gigantesco Tiranossauro Rex que pode assustar os menores mais sensíveis. Em 2009 era possível visitar a área andando em plataformas suspensas, um tanto apertadas na minha opinião, mas dessa vez as plataformas ainda estavam lá mas estavam fechadas e nós andamos pelos corredores e entre os objetos expostos mesmo. Além do T-Rex animado, as obras mais interessantes são o esqueleto de uma cabeça de Tiranossauro que realmente assusta com seu tamanho enorme, o esqueleto de um Tricerátops e de um Iguanodon. Nessa área fica ainda o salão com espécimes dos oceanos, era aqui que o esqueleto da baleia Hope ficava apertado antes de ir para o Hall de entrada. Uma novidade que ficará em cartaz nessa área até 3 de janeiro de 2020 é o Museu da Lua, uma sala com uma réplica enorme da lua que foi criada pela NASA e que desde 2016 está rodando o mundo. Em algumas datas é possível fazer uma aula de Yoga no salão, assistir concertos ou até fazer uma degustação de queijos e vinhos. A entrada no Museu da Lua é gratuita mas esses eventos especiais são pagos.

Ossadas para nenhum aspirante a arqueólogo colocar defeitos
O T-Rex que se movimenta e realmente assista os pequenos
O museu da lua e várias crianças fofas fazendo saudação ❤️

Área laranja – Área dedicada a Charles Darwin, tem um design futurista, todo branco. É dedicada a natureza e a ciência. Logo na entrada você passa por um casulo de borboletas que eu amo. Daqui é possível acessar o jardim de vida selvagem. Dessa vez não conseguimos visitar essa parte porque nosso tempo livre já tinha acabado mas lembro que achei a parte mais bonita quando visitei em 2009. Para os amantes de borboletas é possível passar horas admirando suas diversas cores e formas. Para as crianças que querem ser cientistas um dia, essa área também é interessante pois 200 cientistas realmente trabalham ali e é possível observar alguns trabalhando durante o dia.

O Futurista Darwin Centre

Localização:

O museu fica em South Kensington, mais precisamente na Cromwell Road, em uma região para amante nenhum de museus colocar defeitos! São 3: O NHM, o Victoria and Albert Museum e o Science Museum. Todos os três são fenomenais e valem muito a pena visita-los.

Como chegar:

O museu tem 3 entradas: na Cromwell Road, na Exhibition Road and na Queen’s Gate.

A entrada principal fica na Cromwell Road, honestamente, é por aqui que você deve entrar! É a entrada mais imponente e você dá de cara com o Hall de entrada maravilhoso do museu. Escolha as outras somente se você não tiver outra alternativa ou se estiver visitando em dia cheio já que as filas da entrada principal tendem a ficar enormes. A entrada da Queen’s Gate só abre em dias muito cheios como feriados e férias escolares.

A estação de metrô mais próxima é a South Kensington, é uma andada bem curtinha, além disso eles tem uma passagem subterrânea que chega nos jardins do museu. A estação Gloucester Road também é bem próxima.

Os ônibus 14, 49, 70, 74, 345, 360, 414, 430 e C1 também deixam pertinho do museu.

Para quem quer ir de carro, o museu não tem estacionamento e a região não é fácil para se estacionar. Não recomendo.

Horários e valores:

O museu fica aberto todos os dias da semana de 10h às 17h50, mas só permite entrada até 17h30. Não abre 24 a 26 de dezembro.

Entrada gratuita! Mas pode ser que esteja acontecendo alguma exibição temporário, aí essa geralmente é paga a parte.

Onde comer:

O museu tem algumas boas opções para comer. Além disso é possível fazer um picnic nos seus jardins ou sentar em alguns pontos marcados dentro do museu para comer um lanche.

T-Rex Grill

Dos restaurantes do museu:

  • T-Rex Grill – Um restaurante bem bonitinho na Zona Verde. Logo na entrada já encontramos dois dinossauros “vivos”. Serve Hambúrguer, macarrão com molho de tomate, carnes, pizzas, e um hambúrguer de falafel com abacate (olha aí uma opção para os vegetarianos/veganos). Tem menu infantil fixo por 6 libras o prato principal e uma bebida ou 8 libras o principal, bebida e sobremesa.
No T-Rex é possível encontrar alguma dinossauros “vivos”
  • The Kitchen – Refeições leves, sanduiches e saladas. Além de lancheiras para os pequenos.
  • The Coffee House – Um café para um pequeno descanso e um docinho para dar energia para a visita.
  • Darwin Centre Cafe – Logo na entrada do Darwin Centre, uma lanchonete com lanchinhos rápidos. Foi onde paramos para comer. Compramos uma lancheira para a Julia que veio com um sanduíche de queijo, um muffin, um suquinho de maça e uma maça por 5 libras. Tomei uma limonada que também estava muito gostosa.
Julia com a caixinha de lanche do museu

Para quem não quer comer dentro do museu a região também tem várias opções.

8 Dicas de mãe:

  1. Evite os banheiros da entrada do Darwin Centre, as excursões escolares geralmente usam esses banheiros e ele fica bem sujinho. O banheiro mais limpo que encontramos foi o do mezanino da área vermelha, lá também tem trocador para os bebês;
  2. Comece sua visita pela manhã, o museu fica bem cheio com o passar das horas, especialmente durante as férias de verão. A ala dos dinossauros é a mais concorrida então dê preferência para começar sua visita por lá!
  3. O museu pode ser bem abafado em dias quentes, nesses casos, escolha uma roupa fresca e leve água;
  4. Carrinhos podem ser guardados na chapelaria mas somente os que dobram;
  5. Imprima o map e faça um plano da visita! O museu é grande e por isso é bem fácil perder algumas partes. Planeje sua visita e divida seu tempo de acordo com as áreas coloridas;
  6. Separe pelo menos umas 3 horas para o museu. Com tantas coisas para ver mais as lojinhas incríveis é fácil passar umas 5 horas andando pelo museu;
  7. Se você visitar do final de outubro até o início de janeiro você vai encontrar um carrossel e uma pista de patinação no gelo nos jardins do museu, separe mais uma horinha do seu dia para essas atividades;
  8. Depois de tantas informações que tal levar os pequenos para uma área verde e aberta? O Museu fica muito perto do Hyde Park, são uns 10 minutos andando. As crianças vão adorar poder correr e pegar um solzinho.
O museu no inverno com a pista de patinação e invariável no fundo
Eu em 2009 completamente apaixonada pelo museu
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16 comentários

  1. oi Aline… as crianças devem mesmo adorar os museus de história natural não?! Bem posso imaginar! Quando estive em Londres eu não visitei; prefiro mais os museus de arte como o National Gallery, mas estive no de Nova York e achei mesmo impressionante ver aqueles esqueletos enormes. ehehe Quem sabe voltando a Londres eu não visite o Natural History Museum de lá?! Mas no dia de aula de yoga que já aproveito e pratico! 🙂

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  2. Adoro museus de história natural, e este de Londres me pareceu incrível!

    Enorme, hein?! Realmente, precisaria fazer um plano para conhecê-lo e não perder nada do que tem lá. Imagino que seja um destes lugares que a gente fica o dia inteiro sem nem ver a hora passar!

    Adorei as dicas.

    Abraço

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  3. Sou simplesmente apaixonada pelo Museu de História Natural de Londres. O acervo, o prédio, tudo é incrível! Muito boas as dicas práticas. Como você disse, em dia quente pode ser abafado. Ano passado estive lá em dia de verão forte e estava uma sauna rsrs Derreti lá dentro rsrs

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  4. Os museus de Londres são incríveis, mas não conheci este. Como fiquei encantada com o Museu de História Natural de NY, acabei de descobrir com seu relato um novo excelente motivo para voltar à terra da Rainha. Adorei as dicas!

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  5. Que passeio delicioso! É como você disse, a visita ao Natural History Museum de Londres é passeio para os pequenos e também para os adultos! Não tem como não sair encantado! 🙂

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  6. Primeiro, passada com o tamanho do museu!
    Eu que amo museus, quero muito conhecer esse de história natural (espero que dê tempo de ver a parte da lua, parece ser incrível)

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