The Art of the Brick no Rio – A exposição que tinha tudo para dar certo mas deu muito errado!

Que atire a primeira pedra que não ama Legos! Eu sou apaixonada por eles desde a infância. Minha filha passa horas sentada com os famosos bloquinhos. Nenhuma outra brincadeira tem o poder de deixa-la tão absorta. Então quando eu soube que a exposição The Art of the Brick estava vindo para o Rio eu corri para comprar os meus ingressos.

A exposição é do artista americano Nathan Sawaya que abandonou o direito corporativo em NY para se dedicar a fazer esculturas incríveis com os bloquinhos, corre o mundo há anos e atualmente está em cartaz no Brasil, Madri, Milão e Califórnia. Para a exposição do Rio, que por acaso acontece no meu museu favorito da cidade, trouxe 80 peças entre esculturas e reproduções de estátuas e quadros famosos.

A exposição começou agora (dia 17 de novembro) e fica em cartaz no museu até 15 de janeiro.  Obviamente a exposição está super concorrida. Além do tema que agrada crianças, adolescentes e adultos, o preço é bem amigo, 20 reais a inteira!

Tudo maravilhoso, né? Aí começa o nevoeiro!

No site oficial de venda dos ingressos a opção de compra de meia entrada. Desde o dia anterior eu tentei comprar a meia entrada da Julia pelo site e não havia essa opção. Como eu estava comprando os ingressos bem em cima da hora não poderia esperar muita coisas. O que pensamos, deve ter um número x de ingressos para venda online e um outro número para venda no balcão já que qualquer empresa que organize um evento de grande porte é obrigada a vender 25% dos seus ingressos sem taxa de conveniência cobrada pelas vendas online. Para quem não conhece essa lei, o link está Aqui  .

Deduzi que se eu chegasse no primeiro horário conseguiria comprar os ingressos inteiros e a meia da minha filha de 4 anos. Chegamos lá às 9:20 da manhã. Já tinham algumas pessoas na fila e o segurança avisou que a fila era única, quem já tinha ingresso e quem não tinha ficava misturado mesmo, só separava depois. Os portões só abriram às 10h em ponto, aí o passeio azedou de vez! Um senhor de blusa branca e quase nenhuma identificação ficava do lado de um detector de metais ordenando quem passava direto e quem não passava.  Existiam duas filas para os compradores de ingresso, a fila normal e a dos preferenciais. Notavelmente, a única informação do balcão eram dois cartazes imensos avisando da lei dos 40% de ingressos que eles são obrigados a vender pelo preço de meia entrada e que estranhamente foi omitida do site da exposição. Entramos na fila normal, assim como a maior parte das pessoas. Eis que depois da fila cheia, um dos funcionários, que depois eu descobri ser o coordenador e, segundo ele mesmo, a única pessoa que pode decidir alguma coisa, abriu a fila preferencial para quem estava do meio para o final da fila. Aí começou o bate boca.

Quando chegou na nossa vez eu pedi 4 ingressos inteiros e um meia entrada. Primeira surpresa, os ingressos meia entrada, de acordo com a funcionária, estavam esgotados. Nós fomos as décimas pessoas a serem atendidas. Como os ingressos esgotaram? Segunda surpresa, embora no site da exposição esteja escrito que para compara a meia basta apresentar a carteirinha da escola, na bilheteria vale outra coisa! Terceiro problema, se for um grupo de amigos e quiser pedir 5 ingressos mas pagar 3 de uma forma e 2 de outra, não pode! Descobrimos isso da pior forma possível, eu comprei os meus 3 e quando meus pais foram pagar os deles, já não tinham mais ingressos disponíveis!!! Lembram que eu disse que eram 10h da manhã? Nessa parte já estávamos comprando os ingressos para 12h!!!!! Lembram que tinham só 10 pessoas comprando ingresso na minha frente? Lembra da história de que eles são obrigados a vender 25% dos ingressos na bilheteria porque, por lei, ninguém é obrigado a pagar taxa de conveniência? Só que no caso da exposição, os ingressos vendidos na bilheteria também são comprados pelo site, então as atendentes não tem nenhum controle do número de ingressos que elas tem por dia. Nem adianta falar que nesse caso, não tinha taxa de conveniência, pois embora ela não apareça discriminada na compra, o próprio site da Ingresse informa que a taxa cobrada por eles é de 10% e é repassada ao consumidor, dessa forma todos pagam, já que mesmo na bilheteria as atendentes vendem os ingressos através do site (falo disso mais na frente). Para quem quer ler sobre o valor, basta clicar AQUI

ingresso

Notem que no site oficial, eles só avisam dos documentos necessários para a meia entrada, não falam nada que só trabalharão com 40% dos ingressos (o mínimo exigido por lei) de meia entrada. Percebam também que são usadas leis estaduais de SP na exposição que acontece no Rio de Janeiro.

Quarto e principal problema na minha opinião, a equipe é muito mal preparada! Já começou errada com o COORDENADOR não respeitando a fila e passando as pessoas que estavam atrás na frente de todo mundo. Depois foi um festival de “Isso não é minha culpa!”, “Sabia que hoje seria um inferno”, “Eu não posso fazer nada”, “Senhora, as vendas são pelo site, os ingressos só precisam estar disponíveis por lá, acabou! Não tem nada que eu possa fazer”. Querida, NÃO! NÃO tem que estar disponível só por lá. Não faça seu cliente de idiota só porque você acha que tem poder sobre ele! No meio da discussão o tal coordenador apareceu, debochado e sarcástico, ele me fez entender o porque de uma equipe tão mal humorada e de má vontade, que queria se eximir de toda e qualquer culpa, ele era o ápice da falta de coordenação da equipe que ele mesmo coordena. No fim, depois de tanto bate boca, ele nos liberou para entrar no horário das 10h, pagando 5 inteiras.

Nesse momento, minha vontade de conhecer a exposição já tinha se esgotado, mas fomos mesmo assim. Lá dentro uma nova surpresa, o número de ingressos vendidos por horário vai muito além de uma quantidade razoável. Os funcionários que deveriam estar cuidando e zelando pelas peças mal conseguiam ver as crianças metendo a mão em todas as esculturas. Os pais, por sua vez, ignoravam solenemente os cartazes que informavam que era proibido tocar as obras e aproveitavam para abraçar as estátuas em mais um selfie.

Com relação às obras. São lindas! É inacreditável a habilidade do artista, os detalhes, as nuances, a delicadeza em peças que usam as laterais das pecinhas para formar quadros tão conhecidos. As representação dos quadros foram a minha parte favorita da exposição, já a Julia preferiu a ossada gigante de dinossauro.

A sala com as duas mesas de lego é impossível de entrar, tentamos e não conseguimos, parecia um concerto de rock. A loja tinha poucas e caras peças. No final saímos com a  sensação de que o barato saiu caro e que gastamos 60 reais para não conseguir ver nada sem tomar um empurrão, um pisão ou uma cotovelada. Espero que a organização melhore, que nos próximos dias reduzam o número total de pessoas admitidas por horário e que respeitem a lei que garante a venda dos ingressos na bilheteria e que essa quantidade de ingressos seja real e não os poucos restos do site.

Para quem quer se aventurar, a exposição vai até o dia 15 de janeiro, sugiro ir durante a semana e evitar os fins de semana a todo custo. Também sugiro muita paciência.

Se quiser comprar o ingresso no site para não se irritar na bilheteria o link está AQUI

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3 comentários

  1. Queria muito ver a exposição, mas como moro em São Paulo, só poderia de fds. Com as suas dicas e a sugestão de ir durante a semana, acho que vou pular a exposição. Triste que uma atividade tão legal se torne tão frustrante…

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