Sudeste Asiático

Bangkok – Jim Thompson House

Chegando em Bangkok – Jim Thompson House

Quando nós decidimos encarar o mês mais quente do sudeste asiático várias preocupações vieram na minha cabeça mas a maior de todas foi de encarar Bangkok no auge do verão. Cidade gigantesca, poluída, com um trânsito dos infernos e sufocante. Não sei porque toda vez que penso em em Bangkok eu associo com falta de ar. Vou confessar que a cidade nunca esteve no meu top 10… acho q ela não entrava nem no meu top 100, mas o vôo promocional a tinha como destino e eu li em tantos lugares que a cidade não deveria ser usada só como cidade de passagem que resolvi dar uma chance.

Por incrível que parece foi a cidade que me deu mais trabalho em preparar o roteiro. Eram coisas demais para fazer, tantos lugares para comer que nem se nós comêssemos fora 4x/dia daríamos conta. Foi nossa primeira e última cidade, ficamos 3 dias inteiros na ida e uma pernoite na volta. Com o nome oficial de “Krungthepmahanakhon Amonrattanakosin Mahintharayutthaya Mahadilokphop Noppharatratchaniburiron Udomratchaniwetmahasathan Amonphimanawatansathit Sakkathattiyawitsanukamprasit” (Obrigada, Google!), Bangkok é vibrante, elétrica, cheia de vida. Em uma das minhas noites de insônia fiquei reparando o trânsito do 24o. andar do hotel. Ele não para nunca! Esqueça NY, a cidade que nunca dorme é definitivamente Bangkok. No final da viagem eu tive certeza que todo o meu preconceito pela cidade não fazia nenhum sentido.

O nosso primeiro dia foi mega cansativo, nós estávamos vindo de um vôo de 30 horas e chegamos na cidade de manhã e com MUITO jetleg. Eu, que dificilmente sinto a diferença do fuso horário, sofri em Bangkok. As 10 horas que nos separavam do Rio me fizeram ter vários dias de insônia e um mal estar muito enjoado por uns 5 dias.

Depois que chegamos no nosso hotel (que vai ganhar um post só para ele) tomamos banho porque depois de 30 horas era o que mais queríamos na vida (!), ligamos para o meu irmão que também estava na cidade e em um albergue no mesmo bairro, encontramos com ele na estação de Skytrain (o trem de superfície) e tivemos nossa primeira experiência asiática de verdade. Deixa eu explicar, na maioria das estações de Skytrain você não compra seu bilhete na bilheteria e sim em uma maquina que emite na hora (ate aí normal, né?), só que… Ela só aceita moeda!!!! Então você tem que ir na bilheteria, trocar o dinheiro para depois voltar na máquina e comprar o seu bilhete. Super prático, funcional, só que não! O valor varia conforme a distância entre a estação que você está e a estação que você vai, chegamos a pagar de 18 a 52 bath pelos trajetos. Bilhete comprado, passamos na roleta e GUARDAMOS o bilhete! O Skytrain funciona de uma forma parecida com alguns outros metrôs do mundo, você tem que passar o bilhete novamente pra sair. Se por acaso, comprar para uma estacão mas acabar descendo em outra que seria mais cara, dá para acessar a bilheteria e pagar a diferença. Ele é eficiente e rápido mas vale de algumas observações: Tem um local específico para você esperar, olhe para o chão. Na hora do rush parece o Rio de Janeiro, é um empurra empurra para entrar.

A casa do Jim Thopsom

Nossa primeira parada foi a casa do Jim Thompson, que ficava a duas estações de Skytrain do nosso hotel. Vocês já ouviram falar sobre Jim Thopsom? Nem eu! Até começar a pesquisar sobre Bangkok e ler que era um passeio que valia muito a pena.

Jim Thompson era um comerciante americano que um dia decidiu trocar sua vidinha mais ou menos em Delaware pela vida exótica da Ásia do final da década de 40. Ele se tornou um grande exportador de Seda do Sudeste Asiático e meio que salvou a indústria da Seda da Tailândia. Tudo estava muito bom, ele tinha um negócio lucrativo, uma casa maravilhosa, até que um dia do nada, ele viajou e DESAPARECEU! Isso mesmo! O cara sumiu, do nada! Ninguém sabe se ele morreu ou não. Só se sabe que um dia ele viajou para a selva da Malásia e nunca mais voltou. Como toda boa lenda urbana, até gente que jura que ele foi assassinado pela CIA existe por aí.

O fato é que a casa que ele construiu em Bangkok é incrível e vale muito a visita. Hoje em dia a propriedade é basicamente um complexo com loja, restaurante e as casa onde ele morava. Aliás, casa não! Casas!!! Ele juntou 6 casas tradicionais Tailandesas e fez uma casa para ele, colocando alguns toques ocidentais, tipo o banheiro dentro da casa. Como ele queria morar em casas típicas de madeira, elas não foram construídas diretamente no terreno, ele mandou buscarem em diversos pontos do país e elas foram remontadas para ele (riqueza, seu nome é Jim Thompson!).

BKK01blog

A casa fica no final de uma ruela que é bem próxima a saída National Stadium do Skytrain, se você estiver com preguiça de andar até o final da rua, eles têm um carrinho, desses de golf, que te busca na esquina da rua e depois te leva de volta, de graça.

BKK39

Na entrada você já fica encantada com o caminho de bandeirinhas coloridas. A bilheteria fica logo a direita e a entrada com a visita guiada custou 150 bath, criança pequena não paga e jovens de até 22 anos pagam 100bath. Logo depois, em frente a loja de produtos de seda, um rapaz fica trabalhando a seda em um tear rudimentar. Ele basicamente coloca vários casulos de bicho da seda em um vaso que está sendo aquecido, o bicho vai soltando a seda e ele vai puxando no tear manualmente. É interessante mas eu quase morri de pena do bicho sendo cozido vivo! Não comprei nada na lojinha em solidariedade a ele, coitado!!

BKK05blog

BKK04blog

A loja é linda e as peças de seda não são caras, também não são baratas, mas a qualidade é ótima. Tem uma parte toda dedicada a roupas de criança, eu fiquei encantada com os vestidinhos, mas era o primeiro dia de viagem, nosso mochilão já saiu lotado do Brasil e achei que não valia a pena comprar mais nada.

Existe um outlet das peças dele em Bangkok e o que eu li é que vale muito a pena ir mas não tivemos tempo. Acho que para quem está com o tempo curto a loja do museu é o suficiente.

Fizemos o passeio guiado em inglês que saem a cada 15 minutos (eles também têm em francês e alemão, mas não são tão regulares), com uma guia super fofa que falava um inglês que era 50% compreensível e rendeu boas gargalhadas nossas que ficamos por vezes sem entender absolutamente nada de uma frase inteira.

Como a maioria dos locais na Tailândia, você precisa tirar o sapato para entrar, então você vai ficar descalço em boa parte do passeio. A casa é tipicamente Tailandesa, toda em madeira e com uma coleção de arte incrível. Eles não permitem que fotos lá dentro. 😦

Sobre ir com crianças, os Tailandeses acreditam que se construírem um degrau nas portas, os maus espíritos não entrarão na casa, então basicamente eles constroem uns muros de 20 a 40 cm em todas as portas. Segundo nossa guia, esses muros também servem pra protegerem as crianças de quedas nas escadas, já que casas Tailandesas tem muitas escadas. Como a casa é cheia de artes super antigas, que valem mais do que todos os nossos rins juntos, achamos melhor manter a Julia no Ergo durante a maior parte da visita, o que foi uma boa já que ela tirou um cochilo e quando acordou e saiu do Ergo queria subir na cama do Jim e abrir as gavetas da cômoda (não, não pode). Se você tiver um filho mais levado, eu não aconselho o passeio não! A guia fica meio tensa perto de crianças próximas a objetos de artes milionários.

A visita durou uns 40 minutos.

BKK08blog

No pátio tem um restaurante que na hora que chegamos estava completamente vazio. Ele é bem grande e tem mesas nas varandas (fazendo 40C nós nem consideramos essa possibilidade) e no salão (esse sim com ar, UFA!). Aproveitamos para comer alguma coisa por lá mesmo e como o JetLeg ainda imperava tomamos só um café e comemos um doce. O restaurante é uma graça e tem preços um pouco mais caros que os padrões Tailandeses mas foi o melhor Mango Stick Rice que eu comi em toda a viagem. Também foi lá que experimentamos um pouco da culinária exótica asiática: Café com leite condensado!!! Eu, formiga declarada, achei uma delícia!!! Super recomendo o investimento.


Siam Paragon

Saímos da casa do Jim Thompson e pegamos o carrinho do museu para voltar para o Skytrain, no meio do caminho alguém sugeriu andarmos de Tuk Tuk pela primeira vez. Confesso que eu estava com medo de andar com a Julia porque só li histórias amedrontadoras dos motoristas, mas tinha um motorista parado bem na esquema da rua do Jim, nós perguntamos o valor da corrida para o shopping Siam Paragon e ele nos cobrou 30bath (3 reais! Para 3 adultos e 1 criança!!!) e ficou bem mais barato do que o Skytrain. Fomos!

Realmente eles dirigem iguais a uns psicopatas à beira de um ataque, mas foi bem legal. E felizmente o shopping fica bem perto então nem tivemos tempo de morrer do coração. Julia amou a aventura e queria sempre andar de Tuk Tuk. Fica um pouco apertado para 3 adultos e 1 criança mas dá para ir.

Minha opinião final é de que a visitar a casa do Jim Thompson vale muito a pena mas que tem que ter muita atenção se tiver visitando com criança.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s